Segunda-feira, Abril 30, 2007
Link indisponível
Já se passaram vários dias desde que rebentou esta polémica e, a cada dia que passa, Carmona é menos presidente da CML. Só não vê quem não quer. O facto de não ter falado imediatamente, a ausência na sede do PSD numa reunião onde deveria ter ido dar explicações a Marques Mendes, a fuga para Inglaterra para alegadamente ir ver exposições de motos antigas e o adiamento da audiência no DIAP só aumentam o problema.
Por outro lado, a situação no PSD não pode ser pior. Marques Mendes não pode arrastar mais a situação da CML e o facto de não ter conseguido, durante vários dias, falar com Carmona não abona nada a seu favor. É suposto o autarca dever respeito ao líder do PSD. Sem ele, não era presidente de câmara, sem as bases de Lisboa e o apoio do partido não ia a lado nenhum. Mas está visto que Carmona e Mendes já não linkam bem, para usar uma expressão típica da blogosfera.
A ler
1. "São rosas, senhores", de José.
2. "CGD = Novo IPE", de Pedro Marques Lopes.
3. "Eleições francesas", do Francisco José Viegas.
4. "A importância das motas", da Susana Barros.
5. "Lembrar a diferença", de Francisco Mendes da Silva.
6. "Aquilino Ribeiro - Um regicida no Panteão Nacional", do Mendo Castro Henriques.
Pausa publicitária
Se gosta de literatura, se é um leitor paciente, tem coisas para ler aqui, de vários autores.
É só fazer as contas
O maçador de touros
Umbiguismo
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Domingo, Abril 29, 2007
No coração das trevas
Uma excelente reportagem assinada pelo jornalista britânico Alex Perry, publicada há dias na revista Time, revela bem o inferno em que se transformou o Zimbábue, que nos anos 80 tinha a segunda mais próspera economia da África Austral – logo após a imbatível África do Sul. Sob o mando despótico de Robert Mugabe, o país afundou-se, recuando a padrões de vida que remontam ao início da década de 50, quando ainda estava sob o domínio colonial. O desemprego atinge 80% da população activa e a inflação subiu a 1.792,9% em Fevereiro, pensando-se que no fim do ano atinja níveis ainda mais astronómicos, rondando os 3700%.Conversão à liberdade
O cristão convertido assume o compromisso de viver em Cristo. Na prossecução da felicidade, no cumprimento desse amor, e porque não é egoísta, procura espalhar a preciosa Palavra redentora. Com humildade aos acomodados e distraídos. Com valentia, não temendo os poderosos do mundo, apregoa a Boa Nova bem alto aos novos fariseus "os de maior categoria". Despreza a sua mundana glória fácil, sendo piedoso e complacente com as modernas “Senhoras devotas”. Porque o cristão convertido acredita no livre arbítrio de toda a criatura de Deus. Acredita que enquanto existir desejo de verdade, enquanto houver um excluído do opulento banquete dos homens, aí encontrará terra fértil para a palavra de Deus. Aí se encontrará Cristo vivo, a felicidade verdadeira e a esperança na ressurreição. Mesmo que ainda tenha de voltar à clandestinidade das catacumbas, e ser humilhado no circo da soberba e da arrogância.
Eu, católico confesso, tenho esperança numa profunda conversão.
Não há rapazes maus
Domingo
Quanto àqueles, deixaram Perga e, caminhando sempre, chegaram a Antioquia da Pisídia. A um sábado, entraram na sinagoga e sentaram-se.
Depois da reunião, muitos judeus e prosélitos piedosos seguiam Paulo e Barnabé, os quais, nas suas conversas com eles, os exortavam a perseverar na graça de Deus.
No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra do Senhor. A presença da multidão encheu os judeus de inveja, e responderam com blasfémias ao que Paulo dizia.
Então, desassombradamente, Paulo e Barnabé afirmaram: «Era primeiramente a vós que a palavra de Deus devia ser anunciada. Visto que a repelis e vós próprios vos julgais indignos da vida eterna, voltamo-nos para os gentios, pois assim nos ordenou o Senhor: Estabeleci-te como luz dos povos, para levares a salvação até aos confins da Terra.»
Ao ouvirem isto, os gentios encheram-se de alegria e glorificavam a palavra do Senhor; e todos os que estavam destinados à vida eterna abraçaram a fé.
Assim, a palavra do Senhor divulgava-se por toda aquela região.
Mas os judeus incitaram as senhoras devotas mais distintas e os de maior categoria da cidade, desencadeando uma perseguição contra Paulo e Barnabé, e expulsaram-nos do seu território.
Estes, sacudindo contra eles o pó dos pés, foram para Icónio.
Quanto aos discípulos, estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.
Da Bíblia sagrada
Etiquetas: Cristianismo, Religião
Tertúlia literária (175)
Do efémero ao eterno

Eduardo Pitta vai lançar esta semana, com chancela da Quasi, uma recolha de textos publicados no seu excelente blogue, Da Literatura. Postas que passam do efémero ao eterno, sob um título muitíssimo inspirado: Intriga em Família. Vou (re)ler.
Acordei optimista
Sábado, Abril 28, 2007
Blogues em revista
O Arrastão: "Com a ida de Pina Moura para a Media Capital é o governo que quer controlar a TVI ou são os espanhóis que querem controlar o governo?" (Daniel Oliveira)
Hoje Há Conquilhas: "Portugal especializou-se na exportação de ex-primeiros-ministros e ex-Presidentes da República para o desempenho de cargos em instituições internacionais. (...) O problema é que estas exportações, ao contrário do concentrado de tomate e das conservas de atum, não ajudam a equilibrar a balança de pagamentos." (Tomás Vasques)
Mar Salgado: "A única coisa relevante no episódio do Chiado - indivíduos de cara tapada a gritar morte ao capitalismo e a praticar simples e inofensivo vandalismo - é a forma como os media se referiram ao assunto. Nem uma vez a expressão 'manifestantes de extrema-esquerda' foi utilizada." (Filipe Nunes Vicente)
Escola de Lavores: "Coitadinhos dos anarquistas. Só queriam fazer uma manifestação 'antifascista, anti-autoritária e anticapitalista'. O sistema é tão mau. A democracia é tão injusta que obrigou a primeira fila a andar tapada. Tão corajosos que nem querem dar a cara. Mas os papás pagam a advogada e os médicos, está bem?" (Susana Barros)
A Terceira Noite: "Gosto, gosto muito, dos blogues que me surpreendem com uma fala que nada tem a ver com a minha, com nomes que nada me dizem. Pensar como jamais poderei pensar, escrever como não sei escrever nem conheço quem saiba. E ler pelo prazer simples de ler." (Rui Bebiano)
Boca de Incêndio: "Quando hoje acordei estava um barco veleiro a espreitar pela janela." (António Godinho Gil)
Hollywood em Lisboa
Pensava eu que os cineastas tinham uma vida difícil em Portugal, sempre à míngua dos subsídios estatais que tanto reclamam para produzirem as suas incompreendidas (e muitas vezes também incompreensíveis) obras-primas. António-Pedro Vasconcelos, autor de Perdido por Cem, é um dos que mais se queixam de estar “anos sem filmar”, ao ponto de receber uma avença no canal público de televisão como arauto do Benfica para poder ganhar a vida.Postais blogosféricos
Tendências, sim. Fretes, não
Há uns tempos, quando ficou claro que a Prisa queria tomar conta da Media Capital, lembro-me de comentar com amigos que achava bem, porque ia finalmente haver uma clarificação sobre as tendências dos órgãos de Comunicação Social em Portugal, tal como acontece em Espanha, mas também em democracias mais maduras como a Inglaterra (por exemplo, Guardian, pró-trabalhista, Times, pró-conservador) ou França (Monde, socialista, Figaro, gaulista), e íamos deixar de ter uma falsa independência, que, aliás, só beneficia a esquerda, já que a grande maioria dos jornalistas identifica-se com ela. É verdade que na Espanha de hoje se exagera, confundindo tendência com jornalismo de fretes. Espero que por cá seja diferente e que a direita também crie, tal como aconteceu noutros países, os seus jornais de tendência. Acho até que essa clarificação trará mais leitores, tanto aos jornais mais à esquerda como aos mais à direita. Se houver espaço para jornais verdadeiramente independentes, tanto melhor. O mercado é livre.Curiosamente, o único jornal que em Portugal se assumiu como de tendência tinha o nome de O Independente, mas viu-se que era apenas um projecto conjuntural de afirmação de uma ala do CDS contra o PSD de Cavaco SIlva. Antes, também o Semanário foi um projecto conjuntural da direita para derrubar o Bloco Central. Atingidos os respectivos objectivos, estes projectos morreram. Falta agora a direita pensar a sua intervenção na Comunicação Social a longo prazo, mas não caindo na tentação do jornalismo de fretes e do imediatismo. Pensar que Pina Moura e os socialistas, portugueses ou espanhóis, vão arrepiar caminho é perda de tempo. Esperar que Cavaco exerça o seu poder moderador perante abusos da maioria, já se viu que também é perda de tempo. E já nada causa escândalo à "opinião pública" portuguesa, que nem sequer está historicamente habituada a independências na imprensa. A Comunicação Social é, cada vez mais, com o advento das televisões privadas, o principal campo de batalha político.
Referendo à vista
Penso que está definitivamente esclarecida a questão do referendo sobre o tratado europeu: ele vai mesmo realizar-se. Essa é a posição dos dois maiores partidos e o que diz o primeiro-ministro não deixa dúvidas.
Haverá certamente argumentos sobre a necessidade de tornar o sistema mais democrático, de consultar os cidadãos, entre outras sentenças sobre o défice democrático europeu, a cidadania, a democracia e etc.
No entanto, a realização de um referendo europeu em Portugal será quase surrealista.
O País terá a presidência da UE no segundo semestre do ano. Até lá, na cimeira de Junho, sob presidência alemã, haverá uma decisão sobre o que fazer ao tratado. Há duas hipóteses nos extremos (abandonar o texto ou não mudar uma linha) e a solução escolhida estará algures na zona intermédia. Penso que acabaremos por estar muito perto de não mudar uma linha. Mais de dois terços dos países não aceitam alterações no coração do tratado, sobre as regras institucionais. As dúvidas que persistem dizem respeito à manutenção da parte económica e social, que pode até ser reforçada, sobretudo se Ségolène Royal ganhar em França. Outra incógnita é sobre o eventual aparecimento de novas políticas (reforço dos artigos sobre ambiente, política comum de energia).
O texto vai mudar de nome e deixará de ser Tratado Constitucional. Desaparecerão alguns artigos polémicos (todos os que têm carácter de Constituição). Enfim, pode haver uma simplificação do texto rejeitado em França e Holanda, mas as alterações serão relativamente reduzidas, pois isso facilitará a sua negociação a tempo de se cumprir o calendário de 2009.
Esta será a decisão alemã: não mexer no essencial, o que parece garantido com qualquer dos dois candidatos à presidência francesa.
A partir deste ponto, entra Portugal. No semestre português, deverá ocorrer uma Conferência Intergovernamental para negociar e decidir as alterações. Se tudo correr bem, o novo tratado estará pronto para ser ratificado em 2008 nos parlamentos dos países que já ratificaram o anterior (por isso se retiram os artigos polémicos e de carácter constitucional). Como muda de nome, o tratado até poderá chamar-se Tratado de Lisboa, que será designação mais inócua.
Ora, Portugal realiza um referendo, pelo que provavelmente nos vão perguntar se queremos ratificar o Tratado de Lisboa, que a presidência portuguesa conseguiu fazer aprovar, com tanto esforço. E os referendos normais têm o “sim” e têm o “não”.
Os partidos principais vão dizer que sim, senhor. As franjas políticas dirão que não, senhor. E, claro, o País estará proibido de responder “não”, porque essa resposta dará origem a uma crise europeia e ao absurdo de vermos o Estado que negociou a recta final do tratado a rejeitar esse mesmo tratado. E se toda a gente ratificasse, menos nós?
Etiquetas: Europa
O partido dos valores
A semana que passou foi muito interessante em termos políticos e apetece-me comentar alguns casos. Para isto não ficar muito longo, vou dividir os textos, começando pela eleição de Paulo Portas. Em primeiro lugar, devo dizer que acho que a ambição num político (desde que não seja a famosa ambição desmedida) é uma qualidade e não um defeito. Depois, por muito que não goste do estilo de Portas, e eu não gosto, tenho que reconhecer que ele se portou muito bem na coligação com o PSD no Governo (o partido em que milito, para quem ainda não saiba) e ganhou pontos na minha consideração. Portanto, não me causa nenhuma irritação ou preocupação especial ele ter sido eleito para líder do CDS e já sei que vai ter a benevolência dos socialistas e dos jornalistas e comentadores que lhes são próximos (como se viu ontem no Parlamento), sempre que não estiver coligado com o PSD e pareça servir para dividir a direita.Para mim, o dado mais interessante da eleição de Portas é mostrar como estão as pessoas em Portugal. A verdade é que, ao escolherem o dirigente que sabiam que tinha andado a intrigar nos últimos dois anos contra a direcção legitimamente eleita por quatro de Ribeiro e Castro, os militantes do CDS mostraram, de forma esmagadora, que (ao contrário do que passam a vida a proclamar) se estão a borrifar para os "valores", preferindo um líder que, na sua opinião, terá mais destaque mediático e assim mais fácil acesso ao poder. Para quem tanto critica o "pragmatismo" do PSD, onde apesar de tudo os confrontos são mais às claras (veja-se, no actual episódio, Mendes, Menezes e Santana), não está nada mau.
O teste final
Para já, aquilo a que estamos a assistir é uma total ausência de discurso, de tacto de de sensibilidade política para lidar com o envolvimento de Carmona Rodrigues no caso Bragaparques. Mendes devia ter agido logo. As informações que dão conta da vontade do PSD em não realizar eleições na capital são um sinal ainda mais preocupante. A partir deste momento, é simplesmente impossível que não haja eleições em Lisboa. Não é só Carmona que está ausente, algures em parte incerta, é Fontão de Carvalho com o mandato suspenso, é Gabriela Seara com o mandato suspenso, é Maria José Nogueira Pinto que já não está lá, é aquele candidato do PS que se pirou para o Parlamento, farto das reuniões na CML até altas horas.
Marina Ferreira, por mais que o núcleo duro de Mendes queira, não pode ser presidente da CML. Não é a questão de ninguém saber quem ela é, a não ser parte da distrital de Lisboa do PSD. É a capital que não votou nela. Nem ontem, nem nunca. Que se saiba, a senhora só foi candidata por duas vezes em secções locais do PSD e perdeu das duas vezes. Não pode estar à frente da CML. Não tem legitimidade democrática e se Marques Mendes for por aí estará a dar a machadada final na sua liderança do partido.
2. A haver eleições em Lisboa, quais serão os candidatos do PSD? Dizem-me que Mendes terá sondagens com testes a vários nomes e que o único capaz de obter um bom resultado, segundo o estudo, é o de Manuela Ferreira Leite. Que não será candidata. Portanto, quem resta? Poucos. Para mim, a única solução e a mais óbvia será Paula Teixeira da Cruz, uma mulher inteligente e com garra, capaz de disputar o palco a António José Seguro, João Soares ou Mega Ferreira. Mas não acredito que esteja interessada. O próprio Mendes não poderá ser candidato, pois daqui a dois anos, na sua óptica, será candidato a primeiro-ministro. Mesmo que fosse, o resultado seria um desastre. Pedro Passos Coelho? Cortou com Mendes e, segundo se diz, não quer ter nada a ver com a actual solução. Fernando Seara? Não me parece que seja homem para deixar Sintra e entrar numa luta imprevisível por Lisboa, mas logo se verá. António Capucho? Um homem sério, mas também não irá trocar o certo pelo incerto.
Ou seja, Mendes terá a vida muito complicada nos dois casos. Quer decida ficar com Marina Ferreira, quer não tenha outra solução senão as eleições, porque não irá conseguir arranjar um bom candidato.
Sexta-feira, Abril 27, 2007
Por me ter feito saltar a tampa
Etiquetas: Fracturas expostas
Notas sobre o debate parlamentar (I)
Notas sobre o debate parlamentar (II)
Firme e hirto
De facto, e à primeira vista, o regresso de Portas não correu às mil maravilhas. Apareceu no debate mensal sem ideias (a segunda ronda foi até ligeiramente patética) e a achar-se o melhor condutor do mundo. Da soberba sobrou a ideia de passar os debates mensais a meia hora por semana. Sócrates, esperto que nem um carapau, aceitou logo - mesmo dando de barato que já tinha concordado com um modelo semelhante ao actual mas mais leve no projecto de reforma do Parlamento do seu potencial sucessor, António José Seguro.
O primeiro-ministro não quis acreditar na esmola. Portas voltou manso como um cão amestrado. Marcelo Rebelo de Sousa e Manuela Ferreira Leite tinham razão: até podíamos ter a ilusão de pensar que Portas voltaria para complicar a vida a Sócrates e, por arrasto, a Marques Mendes. Afinal veio mesmo para ser o seguro de vida de Sócrates para 2009. Se falhar a maioria absoluta, há sempre ali um partido à disposição para aprovar uns orçamentos, deixar passar umas propostas de lei e, no limite, fazer um acordo de incidência parlamentar, aceitando uns lugarejos no melhor que o Estado tiver para oferecer. A nova embalagem de Portas tem mesmo sabor a queijo...
Uma questão de fundos
Carlos Albino desafia Vital Moreira. Um duelo (ao sol) deveras interessante e para ir seguindo...
Interregno tablóide
Etiquetas: A Mulher esse princípio activo do Universo
Curiosity killed the cat
Foi isso que pude comprovar com o talãozinho que aquele cavalheiro deixou descuidadamente na máquina após ter levantado... dez euros.
Garanto que nunca tinha visto um talão com tantos números. Antes de chamar o senhor, não consegui resistir. Duas Avé Marias e três Pais Nossos.
Rivalidades
Gostar de futebol a sério é viver a vertigem dum derby. É assumir uma apaixonada rivalidade. É agigantar as expectativas e atirar os foguetes todos, mesmo antes da festa. Desdenhar os rivais, arranjar lenha para nos queimar. É a desonestidade intelectual com antecipado perdão. É um jogo perigoso para uma eufórica glória... ou apenas uma efémera desilusão. Uma amável e salutar criancice.33 anos depois
É bom saber que os jovens de hoje continuam a saber fazer um cocktail Molotov. E ainda dizem que é a geração dos shots, tsc, tsc.
Vou deixar de ler notícias
A escassa minoria
Etiquetas: Imprensa, José Sócrates
Sexta-feira (bis)
Etiquetas: Miúdas giras que não sabem quem é Agustina Bessa Luís, Sexta-feira
Quinta-feira, Abril 26, 2007
E agora?
Acontece que Carmona Rodrigues já garantiu que não se demite e que pretende levar o seu mandato até ao fim. Está no seu direito e, aliás, o seu gabinete desmente que o autarca tenha recebido qualquer notificação oficial. A ver vamos. Mesmo que receba, Carmona deverá querer provar a sua inocência - e eu acredito que seja um homem bem intencionado. O problema, contudo, não reside só aí. Neste momento, a CML não tem vice-presidente, arguido no mesmo processo e com o mandato suspenso, não tem a vereadora mais poderosa em funções, também constituída arguida e com o mandato suspenso, não tem uma administração da EPUL na plenitude de funções, pois os seus administradores foram também constituídos arguidos. Isto a juntar à saída voluntária da vereadora do CDS/PP, Maria José Nogueira Pinto, por ter abandonado a militância do seu partido, à saída do candidato principal do PS, para se dedicar a outros voos, e às confusões de outro vereador eleito pelo PSD. A CML que foi eleita pelos lisboetas não tem qualquer legitimidade democrática. E, a continuar por este caminho, o executivo camarário e o seu grupo de vereadores constituirão mesmo uma trupe de estranhos ao eleitorado. Um exemplo: se Marques Mendes eventualmente viesse a retirar a confiança a Carmona e não quisesse eleições antecipadas, a presidência da CML seria entregue a... Marina Ferreira. Por melhor que a senhora seja, e tenho amigos que dizem que é uma trabalhadora edicada, não foi escolhida pelos eleitores de Lisboa e a sua subida a número um da CML iria equivaler a uma grande perversão da democracia directa. O espectáculo soma e segue.
Breaking news
"Marilee Jones, a prominent crusader against the pressure on students to build their resumes for elite colleges, resigned Thursday as dean of admissions at the Massachusetts Institute of Technology after acknowledging she had misrepresented her own academic credentials.
Jones has been a popular speaker on the college admissions circuit, where she urged parents not to press their kids too hard, and told students there are more important things than getting into the most prestigious colleges. She rewrote MIT's application, trying to get students to reveal more about their personalities and passions, and de-emphasizing lists of their accomplishments.
But Jones, dean since 1997, issued a statement saying she had misrepresented her credentials when she first came to work at MIT 28 years ago and "did not have the courage to correct my resume when I applied for my current job or at any time since.
"I am deeply sorry for this and for disappointing so many in the MIT community and beyond who supported me, believed in me, and who have given me extraordinary opportunities," she said, adding she would have no further comment."
País que exporta dirigentes
Parece que lhes caiu o céu em cima
Súbita nostalgia
Gostei de ler
4. Querido blogue. Da Rita Barata Silvério, na Rititi.
9. Punição para o negacionismo? De João Tunes, na Água Lisa.
11. Foste mesmo puta? Do André Moura e Cunha, no In Absentia.
Uma luz que vem do túnel
O resto, é o ruído de uma democracia doente e de um país deprimido, com medo de ser feliz.
Etiquetas: Jornalismo, José Sócrates, Lisboa, Política, Sá Fernandes
Televisão, loucura e morte
Estreia esta sexta-feira num Parlamento perto de si

Espera-se que o debate mensal de amanhã seja um pouco mais animado do que o costume. Pode ser que até venhamos a ter mais exercício do contraditório e menos vexame do primeiro-ministro em relação a um dos líderes da oposição. Marques Mendes, que falou como falou no caso Independente, que se prepare. José Sócrates deve avançar com as baterias todas e ainda por cima com aquela falta de chá que se lhe reconhece.
Mas amanhã a maior curiosidade irá residir na estreia de Paulo Portas no debate mensal, nesta sua nova versão. Portas terá muito para provar. Normalmente os regressos não resultam bem. À excepção de Francisco Sá Carneiro, ninguém na política portuguesa soube voltar com sucesso ao lugar que já antes tinha ocupado. No CDS pior ainda. O partido é exíguo, não tem grande base de apoio popular e perdeu o seu trunfo durante anos: a representação autárquica. Hoje em dia nem os senhores da terra votam CDS. Diogo Freitas do Amaral, para dar o exemplo mais flagrante, não foi feliz quando voltou ao partido, depois de em 1986 ter perdido por um triz a Presidência da República com a magnífica campanha do Prá Frente Portugal. Chegou ao Caldas e espalhou-se com a tese da equidistância, demonstrando que os 49% que tinha obtido contra Soares mais não eram do que os votos de Cavaco Silva - que este, de resto, iria arrebatar nas legislativas seguintes, de 1991.
A partir de amanhã, Portas terá de começar a provar por que razão resolveu remover José Ribeiro e Castro da liderança do partido. E deverá demonstrar que veio mesmo para fazer oposição ao "engenheiro" Sócrates. Porque em 1995, na altura ao lado de Monteiro, também fez campanha a dizer que o PP seria oposição a tudo e a todos e acabou essa legislatura (e a seguinte) a negociar orçamentos com Guterres por debaixo da mesa.
Já agora, atente-se a este cartaz e às pessoas que Portas foi eliminando ao longo dos anos (e não foram tantos assim) ou que, por sua iniciativa, se foram afastando... Do lado direito e do lado esquerdo, estão Maria José Nogueira Pinto (que saiu do partido), António Bagão Félix (que colaborou com Ribeiro e Castro, portanto deve pagar por isso), António Lobo Xavier (que foi dizendo umas verdades e que não terá gostado da forma como foram organizadas as directas), Miguel Anacoreta Correia (que substituiu Nogueira Pinto na CML e que foi vice do ex-líder) e José Ribeiro e Castro (ele mesmo, vejam bem). São muitos, não são? Quantos dos outros irá agora Portas usar e consumir do melhor que têm para dar à política, para depois os deitar fora pelo caminho?
Se calhar recuperou-o de alguma gaveta
«Se não soubesse que foi proferido por Cavaco Silva, admitiria sem dificuldade que este discurso pudesse ter sido de Jorge Sampaio». Paulo Gorjão, no Bloguítica.
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O país do Amor
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Ajudava a perceber muita coisa
Etiquetas: José Sócrates
Quarta-feira, Abril 25, 2007
O país do ódio
O 25 de Abril trouxe a democracia a Portugal, depois de uma luta dos verdadeiros democratas que só foi vencida a 25 de Novembro de 1975, mas também muito ódio, que perdura até hoje, 33 anos passados. Ódios de classe, ódio a quem triunfa, a quem consegue viver melhor, a quem se destaca de um nivelamento por baixo. Ódio que está por todos os lados, nas empresas, nas universidades, nos meios culturais, entre os jornalistas, nos comentários, principalmente anónimos, da blogosfera. O ódio dessa esquerda revanchista foi hoje exemplificado pela abertura do túnel do Marquês. Nunca houve obra tão odiada em Portugal. Nem mesmo o Centro Cultural de Belém. A esquerda, que nunca aceitou ter sido derrotada numa Lisboa que achava que lhe pertencia, tudo fez para que a obra, que era apenas uma simples obra, não fosse avante e hoje parece que quer que haja um acidente lá, com muitos mortos, ou que se verifiquem engarrafamento quilométricos para mostrar que a odiada direita não tem o direito de ser escolhida pelos eleitores. O que fazer perante isto? Nada. Com o ódio não se discute. Ainda terão que passar muitos anos (outros 33?) para que este ódio desapareça.A importância das boas maneiras
Fiquei curioso
A ler
1. "Sinais de fraqueza", do Rui Costa Pinto.
2. "25 de Abril, Sempre!", do Rodrigo Moita de Deus.
3. "Fusão dos hospitais militares", de João Miranda.
4. "Vigilância democrática", de José.
5. "Pedimos desculpa por esta interrupção, o 25 de Abril segue dentro de momentos", do José Adelino Maltez.
Só para saber
Democracia sempre
No dia 25 de Abril eu não festejo aqueles que nos queriam transformar numa Checoslováquia, numa Jugoslávia ou numa Albânia. Festejo (interiormente, claro está) aqueles que nos queriam transformar num país de democracia burguesa e ocidental, como o Mário Soares de então e Sá Carneiro e a sua Ala Liberal. Os anti-democráticos, à direita e à esquerda, já entraram para o caixote de lixo da história e não vale a pena perder tempo com eles. Aos que nos deram a verdadeira democracia, a esses todos os nossos agradecimentos e homenagens não são demais.Tertúlia literária (174)
- Uma rosa é uma rosa é uma rosa.
- Vê-se logo que és socialista. Não sabes dizer outra coisa.
Ora verifiquem lá
Avisos
Cavaco Silva usou o seu segundo discurso do 25 de Abril para apelar aos jovens portugueses: "não se resignem". Mas o discurso foi mais que isso. Quem o ler ou ouvir com atenção verá que estão lá três ideias fundamentais: este é o ano decisivo para arrancarem as reformas estruturais (é a segunda vez que o Presidente avisa), a comunicação social deve manter-se isenta e responsável (numa alusão ao caso Pina Moura?) e é importante que sejamos governados por "uma classe política qualificada". Isto para além de dizer que "não devemos ignorar que existem sinais de preocupação". Isto, muito mais do que repensar o "ritual" da comemoração do 25 de Abril, é para registar.Da arrogância e mesquinhez
Alguns comentários a este meu texto, reflectem quanto a mim uma incomensurável arrogância e mesquinhez. Eu explico: não sou jornalista nem historiador, e assim sendo esta foi uma abordagem à efeméride assumidamente intimista, obviamente subjectiva. Escusei-me deste modo a descrever experiências e FACTOS por mim vividos que guardarei para outros públicos. Limito-me a falar de sentimentos e sensações por mim vividos. Os meus sentimentos não são comparáveis qualitativamente ou quantitativamente com os de ninguém mais, foram tão só experiências pessoais únicas. Vivi esta revolução e não outra, através dos meus sentidos e não pelos de outros... naturalmente condicionado pela minha história e origem sociológica. PS.: Caro João: Não sofro desse tipo de alergias, mas obrigadinho na mesma!
Etiquetas: Bocas
Novo blogue da Atlântico
A revista Atlântico aproveitou o 25 de Abril (quem diria) para revolucionar o seu blogue. O layout é escorreito, com um bonito design e de leitura mais fácil.
A cinderela
Nas colunas
Nossos pais nossos irmãos
Com as armas que a burguesia
Colocou nas nossas mãos
Expropriar essas armas
Para o Exército Popular
Com a Classe Operária
gloriosa a comandar»
(cont)
e ainda
«Se conspira ou ameaça
se projecta intentonas
só há uma solução
tem de levar nas lonas
(...)
Se o ELP e companhia
nos querem lançar a rede
só há uma solução
encostá-los à parede»
LUTAR, VENCER. José Jorge Letria. Colaboração Instrumental de Hermann José, Júlio Pereira, Guilherme Inês e Rui Reis. (1975)
Devem ter sido tempos difíceis para quem tivesse o mínimo de ouvido para a música e um pendor para a prosa assim um bocadinho menos sanguinário. Ah lá isso devem!
Etiquetas: Música (?)
Foi (também) para isto que se fez o 25 de Abril
Mais um incontinente
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Terça-feira, Abril 24, 2007
Esta festa não é minha
Mal terminada a festa, quando parecia conquistada a esperança, logo uma escumalha ressabiada e intolerante ocupou a praça, a estragar tudo. A turba em tons vermelhos e de punho erguido bradou à morte e incitou à guerra. A que chamavam luta. Iniciando então um impiedoso assalto ao poder que todos os dias nos roubava mais a liberdade. Então, a revolução de 74 abalroou a nossa vida, assaltou a casa dos meus pais. Para nos tornar em novos proscritos. Como foi possível tanto ódio?Na época, eu era um imberbe e juvenil estudante, que por imitação do meu pai me tornara precocemente politizado e discursivamente assertivo. E foram muitas as angústias e apreensões vividas em família naqueles inesquecíveis tempos “revolucionários”.
Os sentimentos por mim experimentados na sequencia da revolução de Abril, as memórias que guardo daqueles protagonistas, as lembranças dos seus esgares e trejeitos fanáticos, das suas arbitrariedades e da minha total impotência, causam-me ainda hoje amargos sentimentos.
Reconheço na democracia conquistada a posteriori o melhor sistema político possível. Como cristão e democrata, bater-me-ei sempre com todas as minhas forças pela liberdade e pela justiça. Hoje como então.
Por mim, agradeço a liberdade pela qual afinal também lutei. Mas não me convidem para esta festa da qual fui excluído faz amanhã 33 anos.
gabriel e o génio
Como bom português que sou, eu também gosto muito do Cristiano Ronaldo e acho que ele é dos melhores, ou mesmo o melhor, do mundo. Mas acabo de ver o Manchester-Inter e já não aguentava ouvir o "gabriel alves" que eles têm agora a fazer comentários na RTP a dizer que o Cristiano Ronaldo era um génio e a ver genialidade em cada toque que dava. A verdade é que, fora a cabeçada que deu golo e mais dois ou três remates e outros tantos passes, o génio teve um comportamento de fuçãozinho típico de um miúdo de 22 anos a quem passam a vida a chamar de novo Pelé ou Maradona. Em campo, de génio foram os dois golos do Kaká, o passe de Scholes (segundos antes do gabriel alves dizer que ele estava muito apagado) e o último golo do Rooney. Tomara que o Cristiano seja um génio, mas ainda tem muito que fazer para demonstrá-lo. E, sobretudo, não ouvir aos gabriéis alves cá do sítio e de outros sítios.(Este post é um pouco injusto em relação ao verdadeiro Gabriel Alves, mas saiu assim)
E só daqui a umas horas...
(embora a modos que ligeiramente mais alto)
Terá ele (também) uma lágrima no canto do olho?
Etiquetas: Televisão
Água com picos
O Água Lisa chama-me "pitonisa da ciência política"; o Paulo Gorjão não discorda completamente, até dá de barato que os barrosistas "possam vir a ter um papel relevante na derrota interna de Luís Marques Mendes em 2008", mas parece-lhe que "o maior perigo, a emergir antes de 2009, será outro". Já agora, qual deles, meu caro Paulo? Os "perigos" são tantos... O J. M. Coutinho Ribeiro concorda com a minha opinião e compara-a com um post seu de há uns tempos.São ecos de um post que até era para ser dos pacíficos. Estava longe de pensar que, por causa dele, me iriam chamar "pitonisa" na blogosfera. Logo eu. Esta é boa. O cartomante das águas com picos fique sabendo que não colecciono cromos há muitos anos, não mastigo pastilha elástica de boca aberta e não sinto as saudades que me atribuiu.
Defeso
O Pedro Arroja deixou o Blasfémias com uns cravos na lapela (quem diria), o texto mais curto que conseguiu escrever e 371 comentários (sim, leram bem, nem o blogue do Vasco e da Constança ia tão longe) na caixa do correio dos leitores. Sai, não se sabe muito bem porquê, nem a troco do quê. A mim nem me interessa, até porque vou continuar a ler o Carlos Abreu Amorim, o Rui Albuquerque, o João Caetano Dias, o João Miranda, o Gabriel Silva, a Helena Matos, entre outros. O 31 da Armada, sempre atento ao mercado, já lançou o isco ao homem...Jornalismo de trincheira
Praticam ambos um jornalismo de facção: para sabermos o que realmente se passa em Espanha temos de ler os dois e fazer a síntese possível daquilo que publicam. Não custa vaticinar que se descredibilizem a curto prazo, talvez sem remissão. E não custa perceber que se este modelo ainda pode funcionar num vasto mercado de leitores, como o espanhol, seria um desastre completo em Portugal, onde é preocupante o número de pessoas que vivem permanentemente divorciadas dos jornais. O equilíbrio editorial, além de uma imposição deontológica, é também uma questão de simples bom senso. Há coisas que podemos e devemos importar de Espanha: o jornalismo de trincheira não.
Devoto do Governo
O escriba do regime (I)
«Lóbingue ao contrário»
Etiquetas: Comunicação
Há taras piores, não há?
Etiquetas: Old school
Mal posso esperar
Esta noite, no Maxime, stand up comedy com Fernando Alvim e Odete Santos. À atenção de todos os bloggers com câmaras no telemóvel.
Etiquetas: Seriamente avariados da pinha como eu
Entrevista do artista enquanto jovem
Etiquetas: Música, Seriamente avariados da pinha como eu
Segunda-feira, Abril 23, 2007
Este post não tem imagem
É certo que, nos píncaros da mencionada decadência, a melhor peça do último número da revista (literariamente falando) é a experiência de um redactor da FHM no Second Life, na vã tentativa de abrir um bar onde se jogue aos dardos e ao snooker. Mas também é certo que o artigo é tão, tão desenquadradamente bom, porque é escrito por um inglês. Tudo o resto é triste e não é fado, mas antes uma música de elevador para entreter quem não pode comprar as t-shirts a cento e tal euros, os gadgets que custam balúrdios, ou as acompanhantes a 150 paus a hora. É a modos que assim triste, muito triste. Como se não houvesse lugar para o amor. E um homem e uma mulher fossem coisas tão artificiais como um ecrã de plasma, onde imagens e legendas só falam do que não queremos ter, a não ser que não tenhamos uma vida. Ou sejamos qualquer coisa de imbecil, olhando para uma mulher como cãezinhos ou engatatões ao bom estilo da Mouraria antes de começarem a levar estalo das ditas. Enfim...um anacronismo que se alimenta dos subúrbios da alma. Adenda: Caro Pedro, não linko o nome porque não me parece coerente ligá-lo para a Atlântico. Mas aqui estou, de braços e estômago abertos, pronto para o contraditório e tendo por ti a amizade e reconhecimento que sempre tive. Agora, ele há coisas que um homem tem que dizer quando as sente. E hoje, ao ler a revista de fio a pavio, senti-as. Um abraço.
Etiquetas: Imprensa
O cerco barrosista
Muitos pensam que Luís Marques Mendes tem tido vida difícil no PSD e que tem sido muito fustigado por causa da oposição interna que figuras como Pedro Santana Lopes ou Luís Filipe Menezes (com os seus acólitos) lhe vão fazendo. Não estão longe da verdade, mas esquecem-se que a oposição mais forte a Marques Mendes é silenciosa. É discreta. Não se move nos corredores e nos bastidores da intriga. Colabora até, se isso lhe for solicitado. Essa oposição está suficientemente próxima de Mendes para lhe dar, no momento certo, o golpe fatal. São os barrosistas.Atente-se só, por exemplo, à inteligente distribuição de lugares e tarefas: José Luís Arnaut, deputado e presidente da Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros, Miguel Relvas, deputado e presidente da Comissão Parlamentar de Obras Públicas, José Matos Correia, deputado e presidente da Comissão de Ética, Henrique de Freitas, deputado e ex-vice presidente do grupo parlamentar, Feliciano Barreiras Duarte, deputado e grande defensor do aeroporto da Ota e do TGV (contrariamente a Mendes), Hermínio Loureiro, deputado e presidente da Liga de Futebol, entre muitos outros. Nuno Morais Sarmento, o mais atrevido e corredor em pista própria, renunciou ao mandato de deputado e voltou ao escritório de advogados (o maior do País, escusado dizer qual é). Assume-se como reserva do barrosismo, foi contra as eleições directas no PSD e este fim de semana, num artigo para o Expresso, desferiu talvez um dos ataques mais violentos contra Marques Mendes de que há memória. Contrariando os impulsos de privatização da RTP que Mendes parece sentir, Morais Sarmento descreveu a ideia como pura "irresponsabilidade" política.
Aí está. O barrosismo está vivo e os seus pontas-de-lança fazem questão de o lembrar - há duas semanas Miguel Relvas e Matos Correia escreveram a Jaime Gama, pedindo-lhe a organização de uma conferência parlamentar sobre a Ota, de que discordam. E o próprio José Manuel Durão Barroso? Quem achava que estava cada vez mais alheado de Lisboa com a vida e o trabalho em Bruxelas que se desengane. Na semana passada esteve no Parlamento, onde foi defender uma nova agenda para a União Europeia, deixando escapar que sentia saudades dos debates mensais... Ninguém nos garante que não queira voltar. Não será amanhã, nem depois. Mas que pode haver espaço para isso, não resta dúvida. Primeiro, será preciso ver se o mandato de cinco anos, que curiosamente acaba em 2009, é renovado. Se não for, e veremos que papel pode ter aí o novo equilíbrio de forças no eixo franco-alemão, não é improvável dar-se a circunstância de, paulatinamente, Barroso ensaiar um regresso a Portugal e ao PSD. Deixará que alguém se espete nas legislativas e depois pode abalançar-se de novo ao partido. Romano Prodi fê-lo em Itália, não será novidade. Barroso pode fazer nova cura de oposição ou esperar que Cavaco Silva não se recandidate a Belém. Barroso é "chinês". Sabe esperar e, mais que isso, sabe lidar com as adversidades.
Estou nessa
Questão de estilo
Lido este post, considero que é só mais um dos exemplos - que têm vindo a ser cada vez mais recorrentes - em que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa surfa nos limites da coloquialidade. Não há semana em que eu não fique estarrecido com a forma como recorre a certas expressões, ou adjectiva isto ou aquele. Compreendo a vontade em ser entendido pelo português médio e até pelo português abaixo da média. Admito até que, em televisão, a coisa passe e até possa soar divertida. Mas, no dia seguinte, as palavras são impressas em papel de jornal. E aí adquirem outro peso e evidenciam a ligeireza do vocabulário. E reparem que não estou a defender a contenção de MRS, era o que faltava. Dir-me-ão que é um estilo e que é esse estilo que faz dele a personagem mediática em que indubitavelmente se tornou? Talvez. A mim, só não me parece que lhe dê postura de Estado chamar «tontinho» seja a quem for. Mas é só uma opinião.Etiquetas: Ler os outros, Media
As coisas que eu ouço
Pior do que ter um Primeiro-Ministro que lacrimeja, só ter um que nos faz chorar.
A nova França
A primeira volta já era, agora trata-se de um duelo. Como disse "Sarko", entre duas visões da política e da sociedade. Uma estafada, que mais não é do que uma mistela de Terceira Via fora de prazo com resquícios do socialismo bacoco que a Europa produziu com particular fulgor nos anos 70 e 80 (e em alguns países, com o habitual atraso, nos 90). Madame Ségolène, por mais que tentem, não é sequer a reencarnação de François Mitterrand com saias. É muito vazia para isso.Já Nicolas Sarkozy é um caso sério. Ou muito me engano ou o homem pode mudar a face da França. Por isso é que muitos dentro e fora do seu país estão autenticamente em pânico. Com ele, acaba a chafurdice à la racaille, mas também o politicamente correcto do dolce fare niente no Eliseu, no governo e na Assembleia Nacional. Com ele, a Alemanha não está sozinha ao volante da União Europeia. E os EUA não estão sozinhos a policiar o mundo. Com ele, o francês deixa de ser língua oficial da diplomacia do croquete e passar a ter voz no xadrez mundial. Com ele, a Europa terá mesmo de decidir se anda ou não para a frente com o Tratado Constitucional. Para mim, mais vale uma démocratie irréprochable do que uma democracia pseudo-decente...
Faltam 13 dias, oito horas e não sei quantos minutos.
Prémio JV
Etiquetas: Imprensa
Ter um filho, plantar uma árvore e...
Etiquetas: Quotidiano
A reacção de Cavaco
Não percebo o último post que o Pedro escreveu. O presidente da República acaba de manifestar a sua preocupação com o estado de saúde de Eusébio e com a obesidade infantil em Portugal.
Domingo, Abril 22, 2007
O que terá Cavaco a dizer disto?
Dois anos e meio depois
Há que admitir que ele tinha razão
De todas as citações deste livro de João Pombeiro que o Francisco reproduziu no A Origem das Espécies, a minha preferida é esta:Etiquetas: José Sócrates, Ler os outros
Perigoso ilusionismo
Etiquetas: Política, Quotidiano
Uma questão de gosto
Amanhã, livros baratos, flores e postais
Etiquetas: Livros
"Conta-me Como Foi"

A RTP1 estreia hoje a nova série "Conta-me Como Foi", adaptação do original espanhol Cuentame Como Pasó. Segundo o artigo do DN, trata-se de uma "série de época, que retrata a sociedade portuguesa desde o ano de 1968 e que requereu um trabalho intenso de investigação ao nível de cenários, roupas, linguagem, hábitos e costumes." A pesquisa documental e o processo de reconstrução da época esteve a cargo de Helena Matos.
Confesso não estar muito interessada na ficção (logo se verá), mas tenho curiosidade na reposição da época tanto pelos interiores, vestuário, mobiliário, como pelos exteriores e sobretudo pela linguagem, costumes e práticas socais. Penso que será sobretudo aqui que tudo se destrói e onde tudo começa. Eventualmente será um flash back para os soixante-huitard e um regresso para os nostálgicos dos sixties.
Para quem trabalha com documentação, será muito curioso observar como se trabalham as fontes e como da leitura de microfilmes e periódicos se reconstrói uma época. Suponho que tenham sido necessárias muitas horas de investigação, muitos exemplares e muita paciência. Segundo a investigadora, "a maior dificuldade foram alguns "preços difíceis de arranjar, para serem expostos na mercearia do bairro".
Etiquetas: Televisão
Cultura socialista
Parafraseando, com a devida vénia, Isabel Pires de Lima: "É triste olhar para o Conselho de Ministros e ver só homens."
Liberdade de imprensa
Do estatuto do líder da oposição
Não consigo entender a razão para a direcção do Hospital de Estarreja ter ontem impedido a entrada de Luís Marques Mendes nas suas instalações. Num País evoluído estas situações não acontecem de todo em todo. Aguardemos por futuras explicações da parte do Ministério da Saúde. Porque o reconhecimento do estatuto do líder da oposição não se resume a uns minutinhos no debate mensal com o primeiro-ministro e a uma escalada no protocolo de Estado. É na prática e no dia a dia que a coisa se vê.Também espero que o PSD não se cale sobre o assunto. O "caso" é bem mais preocupante do que se julga. Trata-se do não preenchimento dos "mínimos" em democracia. Quem diz que o primeiro-ministro revela uma "falha de carácter" no seu 'dossier' de licenciatura e avisa para o perigo de Pina Moura ir presidir à TVI, não pode ficar calado, pois não? O "caso" pode e deve ser levado ao Parlamento.
O trunfo escondido
Estava eu ontem a ler o primeiro caderno do "Expresso" quando deparo com uma página inteira de publicidade cheia de fotografias (de péssima qualidade) com o sugestivo título: "Eles já fazem parte". E quem são eles? "Deixa-me cá ver isto", pensei. Eles são, entre outros, Teresa Zambujo, antiga presidente da Câmara de Oeiras e actual vereadora, Maria João Rodrigues, ex-ministra de Guterres e parece que futura assessora de Sócrates, Carvalho da Silva, o ainda secretário-geral da CGTP, Pedro Norton de Matos, ex-presidente da Oni, Pedro Adão e Silva, investigador, Estrela Serrano, da ERC (claro), António José Seguro, deputado do PS, e por aí adiante. É claro que a indicação das funções era bem menos exaustiva que esta, mas no caso de Fontão de Carvalho fiquei estarrecido. Em baixo do nome surge só "BDO". Então o senhor não é, para todos os efeitos, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, embora com o mandato suspenso? Ou será que já renunciou e ninguém soube?Voltemos ao anúncio. Ao fundo da página 33 é-nos sugerido: "Você poderá ser o próximo. Saiba como na página seguinte". Vira-se a folha, em letras garrafais surge a inscrição: "ISCTE - Clube dos Antigos Alunos. Com o nosso passado vamos consruir o futuro". Aí é que fiquei mesmo pasmado. Então os mentores desta brilhante jogada de marketing prescindem da melhor arma para promover a instituição? O nosso primeiro-ministro. José Sócrates não frequentou e concluiu, como disse na célebre entrevista à RTP, um MBA no ISCTE? Estranho, o ISCTE prescindir assim de um trunfo como este, o de apresentar um primeiro-ministro ainda no activo como antigo aluno...
Domingo
Evangelho segundo S. João 21,1-19.
Algum tempo depois, Jesus apareceu outra vez aos discípulos, junto ao lago de Tiberíades, e manifestou-se deste modo: estavam juntos Simão Pedro, Tomé, a quem chamavam o Gémeo, Natanael, de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos. Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar.» Eles responderam-lhe: «Nós também vamos contigo.» Saíram e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada.
Ao romper do dia, Jesus apresentou-se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele. Jesus disse-lhes, então: «Rapazes, tendes alguma coisa para comer?» Eles responderam-lhe: «Não.» Disse-lhes Ele: «Lançai a rede para o lado direito do barco e haveis de encontrar.» Lançaram-na e, devido à grande quantidade de peixes, já não tinham forças para a arrastar.
Então, o discípulo que Jesus amava disse a Pedro: «É o Senhor!» Simão Pedro, ao ouvir que era o Senhor, apertou a capa, porque estava sem mais roupa, e lançou-se à água. Os outros discípulos vieram no barco, puxando a rede com os peixes; com efeito, não estavam longe da terra, mas apenas a uns noventa metros.
Ao saltarem para terra, viram umas brasas preparadas com peixe em cima e pão. Jesus disse-lhes: «Trazei dos peixes que apanhastes agora.» Simão Pedro subiu à barca e puxou a rede para terra, cheia de peixes grandes: cento e cinquenta e três. E, apesar de serem tantos, a rede não se rompeu. Disse-lhes Jesus: «Vinde almoçar.» E nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-lhe: «Quem és Tu?», porque bem sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com o peixe. Esta já foi a terceira vez que Jesus apareceu aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos.
Depois de terem comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta os meus cordeiros.» Voltou a perguntar-lhe uma segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-me?» Ele respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.» E perguntou-lhe, pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu és deveras meu amigo?» Pedro ficou triste por Jesus lhe ter perguntado, à terceira vez: 'Tu és deveras meu amigo?' Mas respondeu-lhe: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu bem sabes que eu sou deveras teu amigo!» E Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo atavas o cinto e ias para onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te há-de atar o cinto e levar para onde não queres.» E disse isto para indicar o género de morte com que ele havia de dar glória a Deus. Depois destas palavras, acrescentou: «Segue-me!»
Da Bíblia Sagrada
Etiquetas: Cristianismo, Religião
Sábado, Abril 21, 2007
PP (partido previsível)
Paulo Portas venceu as eleições directas para a presidência do CDS/PP. Fê-lo de forma arrasadora, como era previsível, e o seu adversário, o bem intencionado José Ribeiro e Castro, não demonstrou propriamente mau perder, mas também não saiu com grande dignidade. Digamos que não resistiu a mandar umas bocas ao senhor que aí vem, ao mesmo tempo que o sinalizou. Do género: "Olha que aquilo que me fizeste, também te posso fazer a ti, só não o farei porque não sou igual a ti". Enfim, tudo muito elevado, tudo ao nível de um partido que se diz com vocação para estar no Governo. Nem que seja como mera muleta. Da próxima vez que lá chegar, parece-me mais que poderá estar, com o mesmo Paulo Portas, ao lado de um partido de cor diferente. Mas nesse caso, será uma bengala. Essa será a aposta de Portas para o futuro. Demonstrar que tanto pode ser muleta do PSD, como bengala do PS, caso este não chegue à maioria absoluta. Segundo consta, os contactos de 15 em 15 dias entre Sócrates e Portas durante o ano passado tinham alguma na manga... A ver vamos.O CDS ou Paulo Portas
Hoje decorrem as eleições directas no CDS, partido pelo qual sempre nutri simpatia, e do qual, por questões ideológicas ou meramente afectivas, sempre segui as atribulações.A previsível vitória do Paulo Portas (PP) sobre o “meu” CDS, mais comprometido com os valores conservadores e cristãos de Diogo Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa, Adriano Moreira ou mais recentemente de José Ribeiro e Castro e Maria José Nogueira Pinto, causa-me a maior das apreensões.
É traço do meu carácter uma necessidade pertença, de compromisso de grupo e dedicação às suas causas identificativas. Mas sempre em plena consciência e liberdade de arbítrio. Nesse sentido, com a descrença na mercenária política “mainstream”, fui divergindo progressivamente do curso desta "pequena história", de vaidades e ganâncias, do poder pelo poder, maquiavélica e tecnocrata. Sem nunca me ter desiludido com a política, (porque apesar de idealista nunca me iludi) hoje, objectivamente apenas me assumo politicamente como monárquico e um convicto cristão católico.
Suspeito que o CDS, uma vez mais travestido de PP (Paulo Portas), me causará os maiores embaraços e constrangimentos, como se de o “meu” partido ainda se tratasse. E assim, chego à conclusão que talvez tenha chegado a hora de aderir ao grupo daqueles que respeitam a memória dos fundadores do partido. Porque o CDS não pode ser uma marca, um franchising, a máquina de logística para um qualquer narcísico arrivista dispor e se servir a seu bel-prazer. Para um qualquer oportunista utilizar na prossecução dos seus egocêntricos objectivos. O CDS não necessita de chegar ao poder a qualquer custo. Necessita sim de quem não necessite dele, mesmo que esses todos caibam num táxi, mas tenham ideais. Para dessa forma um dia legitimamente renascer das cinzas da redundância e da vacuidade ideológica.
Sexta-feira, Abril 20, 2007
Decência
As frases
"É preciso reagir, (...) a história ensina-nos que o homem esteve sempre à altura - e sempre ultrapassou - as crises que ele próprio engendrou, por erro, ambição ou incúria."
Mário Soares, ontem à noite no jantar dos 34 anos do PS
"Não nos interessa apenas o respeito pelas regras formais da democracia, do direito, ou a realização periódica de eleições. Não queremos uma democracia formal. Queremos uma democracia com os valores da tolerância e do respeito pelos adversários - uma democracia com decência."
José Sócrates, na mesma ocasião
Estes belos recortes literários sugerem-me algumas questões, meramente indicativas e sem qualquer malícia, nem má educação: A quem se refere o antigo Presidente da República e fundador do PS? O que é uma democracia com decência? Será uma democracia sossegada, bem comportada, que não diz palavrões? Ou é uma democracia amorfa, onde não se pode investigar, mexer e remexer, analisar e discutir? Se não é formal, então deve ser o quê? Informal? Do tipo, "bora aí, ó primeiro-ministro beber umas minis e amigos como dantes"?
Deve ter nascido depois do PREC
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E ambas as duas? Não pode ser?
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Já me passou a neura
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Imaginem se fosse virada para o ataque
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Boas maneiras
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Eles andam aí
Sendo um facto o silêncio quase geral da oposição enquanto fritavam na bolgosfera as primeiras noticias e comentários sobre as incongruências académicas do Sr. Pinto de Sousa, pergunto-me então quem será esse monstruoso manipulador de comunicação social a que se refere o nosso vetusto ex-presidente: será o BE do Dr. Louçã (o primeiro a “aderir” ao escândalo) ou ao poderoso PNR, que tão magistralmente têm aprimorado as suas técnicas de relações públicas?
De qualquer forma estou convencido que o Dr. Pina Moura agora se vai empenhar resolutamente na correcção da actual e tresmalhada agenda mediática.
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Quinta-feira, Abril 19, 2007
Trajes sem monges
Vestidos como os camponeses e operários que somos e engalanados, em dias de festa com os trajos das nossas terras, deixaríamos de andar com versões rascas de roupas dos ricos e passaríamos a ser, facilmente, os mais bem vestidos da Europa.
Assim é que não podemos continuar, desculpem lá.
Miguel Esteves Cardoso - "Os bons hábitos dos monges", Única Expresso, 6 Maio 2006, pag. 16
Soares ainda é "fixe"
A organização chegou a prever mil pessoas, depois 1400, e agora, segundo consta, estarão cerca de 2400 almas socialistas enfiadas num qualquer recinto de Lisboa a aplaudir o seu grande timoneiro. O ambiente só muito dificilmente será de festa. Mas quem melhor do que Soares para tentar desdramatizar as coisas? O mesmo Soares que teve mau perder nas Presidenciais e que se remeteu depois a um profundíssimo silêncio, só interrompido para falar há uns meses sobre as suas apostas literárias, o barco, a casa de férias e os seus projectos pessoais, deixando de fora as trapalhadas que envolveram o seu avanço para nova corrida a Belém, coroada com um humilhante terceiro lugar, depois de Cavaco Silva e de Manuel Alegre.
Agora, contudo, e tratando-se do aniversário do partido, Soares faz falta. E pode fazer a diferença numa altura destas. Nada melhor do que lembrar o passado, assoprar umas velas e dar o palco a um político que pode ser do passado mas é muito "fixe"...
Duelo ao pôr-do-sol
Vi ontem à noite o frente-a-frente entre os dois candidatos à liderança de um partido virtualmente inexistente. Paulo Portas e Ribeiro e Castro, que disputam a presidência do CDS, responderam durante uma hora às perguntas de Judite Sousa, regressada ao prime time do canal público após um brevíssimo interregno que coincidiu com a recente entrevista de José Sócrates à RTP. Do que vi ficou claro que aquilo não tem conserto. Portas e Castro odeiam-se cordialmente e o confronto entre ambos não deixará pedra sobre pedra no Largo do Caldas. Portas, com a ligeireza habitual, trocou o boné da lavoura e a samarra das feiras pelo partido "cosmopolita" que diz agora defender. Castro, que não abandona aquela expressão dorida própria dos treinadores de futebol à beira da chicotada psicológica, deixou transparecer demasiado azedume contra o seu antagonista, "promotor da mais baixa intriga dentro do partido". Mesmo assim, coube-lhe a melhor frase da noite: "Os derrotados de 2005 não podem ser os vencedores de 2009." Nada mais certo.Não há beleza no Mal
«My dear gentlemen, the Nazis knew how to put themselves in the limelight and present themselves. (…) Leni Riefenstahl's movies and Albert Speer's buildings and the mass parades and the flags - just amazing. Really beautiful».
Ora 90% do que o ex-Roxy Music disse é verdade: Eles «sabiam apresentar-se» e visionar o «O Triunfo da Vontade» basta para evidenciar bem o que era capaz de gerar a combinação da propaganda de Goebbels com a arquitectura de Speer e a técnica de realização de Riefenstahl. Era, com certeza, «just amazing». Mas «really beautiful» é que não. Chamar bela à manifestação orquestrada do mal e à sua iconografia é, das duas uma: Ou ser irresponsável o suficiente para não conhecer o poder gerado nas massas por esse profissionalismo imagético, canalizador das mais baixas vibrações individuais e colectivas, ou conhecer e partilhar dos sentimentos gerados. As insígnias das Waffen SS eram «amazing» logótipos? Admito que sim. Belas? Nunca na vida. Embora indubitavelmente na morte.
Momentos Kodak (47)

Gosto deste filme. Tem drama, suspense, acção e muito, muito humor. Ontem tive uma pequena participação especial no enredo. Do realizador aos actores toda a equipa é excelente, o ambiente é fantástico, de muita camaradagem e acima de tudo é uma produção nacional. Independente. A única coisa que lamento é no fim não terem oferecido uma sanduíche e um sumo ao pessoal...
(18 de Abril 2007)
Foto: Rodrigo Cabrita
Tertúlia literária (173)
- Álvaro de Campos era engenheiro.
- Mas ele tinha mesmo um diploma ou saiu-lhe como brinde da farinha Amparo?
Aqui há caciquismo
O truque está em preferir as outras
Etiquetas: Ler os outros, Miúdas giras que não sabem quem é Agustina Bessa Luís
Posta à João Villalobos
“Portugueses fazem mais sexo que os espanhóis.”
Valha-nos ao menos isto! ...e a Vanessa Fernandes, o Cristiano Ronaldo e o facto de não termos terrorismo...
Etiquetas: Bocas
E eu faço coro
Gato escaldado
A entranhar
Etiquetas: Imprensa
Não podia estar mais de acordo
Quarta-feira, Abril 18, 2007
Conclusão bombástica
A transferência da época
É a transferência da época: Pina Moura troca o Parlamento, onde jogava nas linhas mais recuadas do grupo parlamentar do PS, pela administração da Media Capital, onde será uma espécie de ponta-de-lança. Alguém aí falou em promiscuidade entre o poder socialista e a Comunicação Social?
II
Pina Moura, segundo a Lusa, cessa funções de deputado na Assembleia da República mas não abandona a presidência da Iberdrola Portugal, que exerce desde 2004. Entre um dos 230 lugares no espartano hemiciclo de São Bento e o principal assento na administração da eléctrica espanhola alguém agora vocacionado para os "valores do mercado" (depois de ter abraçado sem êxito o "socialismo real") pode alguma vez hesitar?
Afinal, quem é que tem a combinação?
Simplex mais simples não há
Gostei de ler
8. A culpa é da sociedade americana. De João Miranda, no Blasfémias.
Desculpem o incómodo...
A não perder na integra este texto da Sofia Sá Lima no Fora de Estrutura
Etiquetas: Ler os outros
Do bombástico ao soft
2 em 1
«Receber telefonemas de assessores interessados em influenciar o que sai ou não sai nos jornais é "o pão nosso de cada dia" e faz parte do exercício do jornalismo nos tempos que correm. O problema não está nas pressões, está em ceder a elas». Joaquim Fidalgo, Ibidem
Etiquetas: Ler os outros
Ontem à noite na cidade
Estella
Chama-se Estella Warren, é canadiana e fez de Chaperon Rouge num anúncio do Chanel 5. Guarda segredos, faz filmes e natação sincronizada. Parece-me fundamental ela saber nadar bem.Etiquetas: Miúdas giras que não sabem quem é Agustina Bessa Luís
Terça-feira, Abril 17, 2007
Um francês no écran
Está bem que o António Banderas é o espanhol de serviço assim como há-de haver o alemão, o brasileiro, o russo, o chinês ou o japonês. Mas o Jean Reno é o italiano Molinari, o do inesquecível filme do mergulho
e só por isso é o meu estrangeiro de serviço. Será porventura assim: um filme faz um actor, para o bem ou para o mal e muitas vezes para sempre.Etiquetas: Cinema
A Campanha Negra
Quase uma semana depois de José Sócrates ter esclarecido tudo na entrevista à RTP, as notícias sobre o seu curso continuam a a abrir telejornais e noticiários da rádio, a encher páginas nos jornais, a ser comentadas na blogosfera, a estar nas conversas (e nas anedotas) das pessoas. E todos os dias surgem novidades sobre o assunto. Ou seja, Marques Mendes continua a orquestrar esta conspiração político-jornalística com grande competência, numa aliança espúria com a Igreja, a banca, as farmácias, o Manuel Alegre e o Bettencourt Picanço. Só realmente é de lamentar que Marques Mendes tenha pedido um inquérito independente a esta questão, como se alguém tivesse interesse sobre isso, como se fosse importante saber se o primeiro-ministro andou ou não a enganar as pessoas e a adulterar documentos. Só em democracias imaturas como a inglesa e a americana é que estas questões são levadas a sério. Em Portugal, o que realmente importa é que o País está no bom caminho, que as pessoas estão alegres e cheias de esperança num futuro radioso, lideradas por um grande reformista, só comparável ao Marquês de Pombal. E a Cavaco SIlva.Mistérios
Estrelas de cinema (6)
O estado a que isto chegou
A revista brasileira Veja tomou uma excelente decisão editorial: a partir de agora passa a grafar a palavra Estado com letra minúscula. E justifica-a assim: “se povo, sociedade, indivíduo, pessoa, liberdade, instituições, democracia, justiça são escritas com minúscula, não há razão para escrever estado com maiúscula.” Contraria assim os grandes dicionários de língua portuguesa editados no Brasil, como o Aurélio e o Houaiss, que recomendam a maiúscula na acepção de “nação politicamente organizada”.“Vale a pena contrariá-los”, refere a nota editorial publicada na revista. “Grafar estado é uma pequena contribuição da Veja para a demolição da noção disfuncional de que se pode esperar tudo de um centralismo provedor.” Jamais tinha pensado nisto. Mas só posso aplaudir esta decisão. Por mim, passo a fazer o mesmo: estado não merece maiúscula. Este estado não a merece de todo.
Postais blogosféricos
A ler
1. "Coerência", por Manuel.
2. "Erros de secretaria", por Gabriel.
3. "Custar muito caro", por Paulo Gorjão.
4. "Royalties", por Nuno Amaral Jerónimo.
5. "Sinais dos tempos", por João Melo Alvim.
6. "O prometido é devido", por Carlos Furtado.
7. "Advogados", por Eduardo Pitta.
The horror
Em alta
Dentro de dias, a Marta irá ter também uma rubrica fixa na imprensa onde rivaliza com Paula Teixeira da Cruz. Duas mulheres inteligentes e com futuro nos respectivos partidos. Uma prova, aliás cabal, de que o Dr. Costa continua a saber movimentar muito bem os seus peões...
Vamos ao que interessa
Etiquetas: Miúdas giras e que percebem de Economia
Da instabilidade
Também adorei ouvir o bem intencionado Ribeiro e Castro admitir que "o dr. Marques Mendes também tem tido dificuldades semelhantes às minhas"... O homem está em forma, apesar de tudo.
O plano B
A grande revelação do dia
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Lição matinal
Be Kind
we are always asked
to understand the other person's
viewpoint
no matter how
out-dated
foolish or
obnoxious.
one is asked
to view
their total error
their life-waste
with
kindliness,
especially if they are
aged.
but age is the total of
our doing.
they have aged
badly
because they have
lived
out of focus,
they have refused to
see.
not their fault?
whose fault?
mine?
I am asked to hide
my viewpoint
from them
for fear of their
fear.
age is no crime
but the shame
of a deliberately
wasted
life
among so many
deliberately
wasted
lives
is.
Charles Bukowski
A gerência agradece
Segunda-feira, Abril 16, 2007
Muito jogo
E nós?
Parece que os cidadãos da Velha Europa participaram numa animada sondagem sobre as presidenciais francesas que se avizinham. Um estudozeco diz que Ségolène Royal é muito melhor do que Nicolas Sarkozy para ocupar o Eliseu? Ainda por cima a escolha é feita com votantes (por Internet) da União Europeia? E quem lhe dá lastro? O insuspeito "Financial Times", que publicou a dita sondagem realizada pela net aqui ao lado em Espanha, em Itália, na Grã-Bretanha e na Alemanha. Nestes países, 16% escolhe a 'madame Royal', ao passo que 'Sarko' se fica pelos 7%. O mais curioso, para além do facto do estudo ter ignorado completamente que nós também tínhamos qualquer coisa a dizer, é que nos resultados obtidos em França o cenário muda bruscamente. Sarkozy tem 23%, Ségolène 22%. Acho que a eleição ainda irá decorrer em França, não?Parabéns ao Papa
Etiquetas: Cristianismo
Maus sinais
Hoje, ao ouvir a noticia sobre o fenomenal crime perpetrado na Universidade Tecnológica da Virgínia, perguntei-me se não será este tipo de loucura parte da resposta.
Etiquetas: Quotidiano
Talvez seja injusto mas...
...De cada vez que há um massacre numa escola americana agradeço aos deuses a falta de poder do lobbying em Portugal
Psicologia de massas e análise do eu
O DN visto por um míope
Etiquetas: Imprensa
Sem analogias, s.f.favor
Etiquetas: Seriamente avariados da pinha como eu
Ainda na Tabú...
Etiquetas: Imprensa
Momento semi-tablóide
A Margarida passou da publicidade para os jornais, numa altura em que um editor não podia ver um bom par de pernas sem ficar taralhoco. Nesse tempo, imaginem, havia poucas mulheres nas redacções e as que havia, benza-as Deus, não tinham nem as pernas nem os olhos da Margarida. Ela aturou muita coisa, é o que vos digo.
Durante anos, não desistiu de prosseguir um objectivo: Viver daquilo que escrevia. Alcançou-o, e só não digo que o ultrapassou porque seria redutor. Não me interessa discutir aqui a sua qualidade literária. Nas prateleiras de uma livraria há espaço para tudo e há, também, espaço para os seus livros e leitores que os compram e apreciam, como ficou mais do que provado nos últimos anos. Sobre a entrevista, só não gostei de a ver mencionar depreciativamente «um tal de Augusto Abelaira». A Margarida é mais inteligente do que isso e tenho a certeza de que, se não gostou de «A Cidade das Flores», ainda vai gostar um dia. Pelo menos prefiro pensar que sim.
Etiquetas: Tertúlia literária
A história instrumental
Carlos Bobone na Alameda Digital
Etiquetas: Ler os outros
Um outro "recordista" português
Domingo, Abril 15, 2007
A "qualificação" a que temos direito

O relatório da Inspecção-geral do Ensino Superior à Universidade Independente, divulgado no semanário Sol pela jornalista Andreia Félix Coelho, é verdadeiramente demolidor, traçando um retrato negro da instituição que José Sócrates escolheu para concluir o curso.
Desde 2002 que a universidade não era inspeccionada, o que atesta bem dos critérios de rigor dos sucessivos governos nesta matéria. Incluindo o actual, que tanto apregoa a prioridade à "qualificação" dos recursos humanos.
O que diz o relatório?
Passo a citar:
- O reitor "não tem o doutoramento registado, não lhe sendo, assim, legalmente reconhecidos os direitos inerentes à titularidade deste grau académico".
- O corpo docente não garante, "na maioria dos cursos, as qualificações académicas legalmente exigidas, bem como o regime de funções em tempo integral".
- "A concessão de equivalências é realizada sem a intervenção do Conselho Científico", o que viola a lei.
- "O Conselho Científico não é composto exclusivamente por doutores", o que também viola a lei.
- O ingresso de alunos na universidade "revela a existência de frequentes actos de negiglência e falta de rigor na aceitação e apreciação das candidaturas".
Há mais, muito mais. Mas fico-me por aqui. Assim vai o ensino "superior" em Portugal. Alguém aí falou em qualificação?
O caminho
Habituamo-nos a festejar os aniversários dos miúdos todos os anos, sem contar que a vida passa, sem pausarmos o filme por uns momentos. Para memorizarmos definitivamente aquela pele imaculada e aqueles olhos fundos e tão grandes, brilhantes de surpresa, tão cheios como toda a nossa vida. Os tempos passam marcados pelos rituais, com tantas conversas banais, novos projectos, trabalhos e tantas estações. Com roupas de Verão e roupas de Inverno. Mas ressuscitámos sempre o amor, ainda mais quando o frio apertava. Fazendo das misérias as fortalezas, para nunca morrermos nem um bocadinho. Sempre atentos juntando os pedaços, a compor e recompor o mesmo amor. Avidamente, juntando os sons e as harmonias, moldando uma obra divinal. Sem nunca desistir daquela nossa utopia de vencermos o tempo e o mal. Sem nunca desistirmos de ser gente feliz e maior.
Etiquetas: Crónicas
Postais blogosféricos
1. O Mel com Cicuta festeja o segundo aniversário. Em excelente forma. Muitos parabéns!
2. Descobri este blogue, recém-nascido. E recomendo-o desde já - a começar pelo nome, de que gosto muito: Arde Lua.
Um Borbón em Belém
Os tempos estão a mudar a uma velocidade alucinante que nem sempre consigo acompanhar. Percebi isso na última vez em que fui ao barbeiro, num estabelecimento diferente do habitual: a menina, depois de me cortar o cabelo, perguntou-me se eu queria também "arranjar as sobrancelhas". Percebi isso melhor ainda ao ler ontem mais uma excelente entrevista do José Fialho Gouveia no semanário Sol: a escritora comunista Alice Vieira afirma-se pela união ibérica, assegurando que "não desgostava de ter Juan Carlos como rei". Estou definitivamente desactualizado: os comunistas já não são o que eram. Mas, vendo bem, por que motivo um país que há 20 anos importa espermatozóides de Espanha não há-de ter um Borbón instalado no Palácio de Belém?Domingo
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, com medo das autoridades judaicas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!»
Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor. E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.»
Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.»
Tomé, um dos Doze, a quem chamavam o Gémeo, não estava com eles quando Jesus veio. Diziam-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor!» Mas ele respondeu-lhes: «Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito.»
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez dentro de casa e Tomé com eles. Estando as portas fechadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: «A paz seja convosco!» Depois, disse a Tomé: «Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.» Tomé respondeu-lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe Jesus: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto».
Muitos outros sinais miraculosos realizou ainda Jesus, na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e, acreditando, terdes a vida nele.
Da Bíblia Sagrada
Etiquetas: Cristianismo, Religião
Ao contrário de Sócrates
Sábado, Abril 14, 2007
Um amigo para as ocasiões
É bom sinal

O pedido de inquérito de Marques Mendes já teve um mérito. A volta do ministro da informação iraquiano do governo Guterres, José Junqueiro, que reagiu, com um brilhantismo de que eu já não me lembrava, às palavras de Mendes. Como é que o PS tem um valor destes e o deixa escondido tanto tempo? Ou era eu que andava distraído?
Do Portugal Profundo sempre a subir
Novidades no Blogómetro: este blogue acaba de ultrapassar o Abrupto, de Pacheco Pereira. Não admira nada.
As palavras dos outros
Pensamento de solarengo sábado
Sexta-feira, Abril 13, 2007
Entrevista a PSL (a Banda Sonora)
...
Like a baby, stillborn,
like a beast with his horn
I have torn everyone who reached out for me.
But I swear by this song
and by all that I have done wrong
I will make it all up to thee.
...
Bird on a Wire, Leonard Cohen
Etiquetas: Música
Revista de imprensa
Perplexidades
2. Pinto Monteiro, que há quatro ou cinco dias não falava, chegou-se à frente para se declarar disponível na magna tarefa de investigar as eventuais irregularidades cometidas no percurso universitário de Sócrates. Pasmo com isto: como pode a Procuradoria-Geral da República, a quem compete o protagonismo no domínio da acção penal, detectar algum crime neste caso? Nada mais vislumbro aqui do que um excesso de zelo do procurador-geral, talvez entusiasmado em excesso com as infelizes palavras de Marques Mendes.
O melhor conselho do dia
Etiquetas: A Mulher esse princípio activo do Universo
Ota e otários
Referendo
Já aqui escrevi que não deve haver referendo ao novo tratado europeu, mas acho que o tema devia ser discutido. Penso mesmo que é, neste momento, o tema mais importante para discussão. Na blogosfera surgiram algumas vozes (como Medeiros Ferreira ou Francisco José Viegas, entre outros) que defendem o referendo. Os seus argumentos são relevantes: parece evidente que um tratado aprovado pelos eleitores é muito melhor do que um aprovado pelos partidos, em votação parlamentar.No entanto, há dois problemas. O primeiro está relacionado com essa votação e o segundo com o calendário.
Acho que não faz sentido referendar um assunto onde a resposta está decidida à partida. Se os eleitores não podem rejeitar o tratado sem causarem uma crise política grave, então para quê referendar? Países como Dinamarca ou Irlanda podem recusar o tratado, são ricos, Portugal simplesmente não pode. Além disso, todos sabemos que a campanha seria um granel sem paralelo, com os nacionalistas a dizerem disparates em conjunto com a extrema-esquerda. Seria tudo discutido, menos o tratado.
A segunda questão, a do calendário, parece-me evidente, mas não tenho lido muitos comentários sobre ela. A solução do tratado (que está ferido de morte) cairá provavelmente na presidência portuguesa. Ora, será absurdo que o país que preside à UE não tenha ratificado o tratado que pretende salvar. Nesse contexto, qual é a credibilidade da presidência portuguesa?
Ratificar por referendo depois da presidência, após haver um tratado definido, com a solução encontrada? Isso ainda parece mais ridículo: se o tratado foi resolvido durante a presidência portuguesa, não fará qualquer sentido ser Portugal a rejeitar o texto que salvou. Era a loucura total.
Ou seja, só há uma saída: ratificação parlamentar do texto existente, antes do início da presidência portuguesa. Isso implica que Portugal pode ter uma posição negocial durante a sua presidência e credibilidade mínima para fazer o seu trabalho de discutir e alterar o documento.
Etiquetas: Europa
Ainda a tempestade
Etiquetas: Comunicação, José Sócrates
Caro João Marcelino et al
Etiquetas: Imprensa
Quem sai aos seus
Etiquetas: Seriamente avariados da pinha como eu
Síntese matinal
Uma coisa que não percebo sobre a minha mulher:
Por que larga ela mais pêlo do que qualquer animal de estimação.
Uma coisa que ela não percebe sobre mim:
Por que me cumprimentam algumas amigas com um beijo na boca.
Etiquetas: A Mulher esse princípio activo do Universo
Série nostalgia

Os Pequenos Vagabundos
Dedicado aos admiradores da série, a pensar na Marion des Neiges e nos olhos do Jean-Loup.
Quinta-feira, Abril 12, 2007
Está tudo claro, não está?

Depois de só ter feito asneiras ao tentar abafar a história da licenciatura do primeiro-ministro, parece que a central de informação socialista (que, como é sabido, não existe, ainda ontem Sócrates o disse e Sócrates é um homem honrado) está a reagir. O tom foi dado logo a seguir à entrevista: está tudo explicado, tá bem, ele pode ter cometido alguns pequenos erros na juventude ao usar o título de engº, mas tudo o resto não interessa e está ultrapassado, foi um caso inventado por não sei quem. Mas deixa-se entender que é o Público ao serviço de um Belmiro irritado com o resultado da OPA, a Rádio Renascença ao serviço de uma Igreja Católica rancorosa com o resultado do referendo ao aborto, o Expresso... bem o Expresso é mais difícil, mas certamente que o Balsemão também quer tramar o primeiro-ministro por qualquer razão. E é do PSD. Por detrás de tudo isto, a coordenar a conspiração, claro, Marques Mendes e a sua tremenda influência sobre os jornalistas portugueses. Apesar de tudo, Sócrates só ligou para directores de jornais e jornalistas para lhes responder a perguntas e prestar esclarecimento. Aliás, ele quase não liga para jornalistas, não se preocupa com o que vem na Comunicação Social ou com assuntos de imagem (ainda ontem Sócrates o disse e Sócrates é um homem honrado).
Hoje de manhã, ao ligar a TSF, ouvi dizer que as inscrições no Fórum, que tratava da entrevista, já se tinham esgotado mal o programa ia começar. Não me lembro de ver tanto interesse em comentar um assunto político. Ainda ouvi três ou quatro "ouvintes" a dizer que, tá bem, Sócrates tinha feito umas asneiritas quando era um pequeno deputado, mas quem não as comete, mas que era um óptimo governante, que o FMI até estava muito satisfeito, que o Marques Mendes, que horror, estava a aproveitar o assunto, não tem vergonha nenhuma, não acreditava nas explicações de Sócrates, que toda a gente sabe que é um homem honrado. Alguns estavam tão indignados por haver gente com dúvidas, sobretudo do PSD, que tinham escrito as suas intervenções que interpretavam veementemente.
E até ao ver os comentários de certos anónimos a posts escritos hoje neste blogue, percebi que há imensa gente (certamente representativa dos Portugueses Anónimos) que não percebe a importância que se dá a este assunto, que está tudo explicado, que há coisas muito mais interessantes a discutir e sobre o que escrever. E alguns anónimos, tal como os ouvintes da TSF no Fórum, nem sequer votaram em Sócrates...
Kurt Vonnegut (1922-2007)
As personagens de Kurt Vonnegut parecem deambular ao acaso no meio de coisas bastante absurdas. Este autor captou bem a força do acaso e o confuso descontrolo que o ilógico assume nas nossas vidas. Infelizmente, em Portugal, o escritor americano, que faleceu na quinta-feira com 84 anos, é ainda pouco conhecido.
Quando era novo, li um dos seus livros, publicado em dois volumes na colecção Argonauta (tinha uma tradução tão absurda como as suas histórias, Utopia 14; o original é Player’s Piano). Na altura, sem compreender muito das suas ideias, fiquei impressionado com a criação de ambientes e o aparecimento de uma personagem que se passeia por tudo aquilo sem compreender patavina. Nesta história de ficção científica, Vonnegut inventa um mundo onde as máquinas substituem os trabalhadores, que não têm nada para fazer, excepto flanar pelos cafés e preparar a revolta contra a modernidade que os afastou da vida. Lembro-me de uma situação particularmente brilhante, a do trabalhador que inventa a máquina que torna redundante o seu próprio emprego.
Matadouro 5 e Cat’s Cradle são dois outros livros fantásticos de Kurt Vonnegut, mas que eu saiba o segundo não está traduzido e o primeiro foi publicado quase discretamente. Matadouro 5 é um livro terrível, um verdadeiro murro no estômago, onde estão patentes as experiências do próprio autor durante o bombardeamento de Dresden, um dos maiores massacres da Segunda Guerra Mundial. Vonnegut era prisioneiro de guerra e estava na cidade durante o bombardeamento; tinha sido capturado nas Ardenas, após deambular pelo campo de batalha durante vários dias, perdido atrás das linhas alemãs. Escrito durante a Guerra do Vietname, este livro pacifista é provavelmente o primeiro a exibir um conceito tornado entretanto famoso: o choque e pavor.
O segundo livro, Cat’s Cradle é mais difícil de definir, tal como o seu título, referência ao jogo dos fios que se pode ver na imagem. A história baseia-se numa substância de apocalipse, chamada Ice-Nine, e na questão da moral, ou da sua ausência, nas decisões humanas. Sempre a mesma flutuação desinteressada de cada ser. O escritor mostra a sua vastíssima cultura, usando boa dose de humor negro. Tudo gira em torno do acaso e da falta de controlo das pessoas sobre o seu destino. Enfim, Vonnegut era, sem dúvida, um grande escritor e merece ser lido com atenção.
Para descontrair
Um jantar em Matosinhos no W?Duck, onde as pessoas comem sentadas em...retretes. O bife de pato laminado com gergelim e noodles é a 12€.
Etiquetas: Seriamente avariados da pinha como eu
Dúvidas que subsistem
2. É normal um só professor leccionar quatro cadeiras em simultâneo? Vasco Pulido Valente, no Público de hoje, garante que não. António José Morais, que foi esse professor, desempenhava em simultâneo funções no Governo socialista – o mesmo em que Sócrates se integrava no ano lectivo 1995/96, como secretário de estado adjunto do Ambiente.
3. É normal que o reitor de uma universidade se substitua ao habitual regente de uma cadeira, leccionando-a à sua revelia? Terá sido o que aconteceu com Luís Arouca, que aprovou Sócrates na disciplina de Inglês Técnico, cadeira cujo titular era o professor Eurico Calado, vice-reitor da Independente.
4. Quantos dados biográficos diferentes costuma ter um chefe do Governo? Sócrates já teve várias versões no seu currículo. Duas enquanto foi deputado, nos anos 90, três outras no portal do Governo, de há um mês para cá. Lapsos alheios – foi a justificação. Que não convence muito boa gente. Sócrates persiste em não assumir culpas próprias num processo em que foi protagonista.
5. É aceitável que três semanas de silêncio público sobre uma questão relevante coincidam com inúmeras pressões privadas feitas pelo primeiro-ministro junto de jornalistas?
As dúvidas persistem. Não ficaram dissipadas com a entrevista de Sócrates à RTP.
Conviver mal com a crítica
A entrevista
Sou marciano e aprendi muito, a ver o programa de ontem na TV. Os portugueses são mestres na arte especial de discutir temas laterais e, lá em Marte, temos muito a aprender. Dou um exemplo: anteontem, na televisão marciana, discutiu-se a Constituição de Europa (o famoso satélite de Júpiter) e, dois dias depois, o planeta ainda não acordou.
Embora não perceba muito de política (não compreendi qual a importância de saber todos os pormenores do currículo do primeiro-ministro), assisti, com interesse, à entrevista de José Sócrates, fascinado pelo grau detalhado de interesse que existe na opinião pública sobre o escandaloso tema das diferenças subtis entre engenheiro e engenheiro técnico. Foi um belo resumo de dois anos de governação.
Lá em Marte, não há teorias de conspiração. Não é como aqui, na Terra portuguesa, onde eles nem disfarçam que fazem de propósito. Inventa-se um tema, para entreter, bate-se muito no peito (porque é uma questão de princípio, naturalmente) e no fim é alegremente esquecida a tinta gasta em tão profundas questões de Estado. Que sabedoria profunda!
Nos temas da economia e da Ota, o interrogatório foi pouco dirigido para o concreto, como convinha. Ouviu-se dizer, fala-se em, parece que. Devia-se discutir uma nova localização, mas ninguém sabe onde ela fica.
No final, para a questão do referendo ao novo tratado europeu, acho que foram vinte segundos, ou talvez mais dois ou três, não consegui cronometrar. Houve risco sério de se adormecer a população.
Quem não tivesse estado atento às notícias, não percebia patavina. Pela primeira vez José Sócrates admitiu não fazer referendo, embora defendendo a sua realização.
Parece óbvio que não faz sentido realizar um referendo onde a resposta está decidida à partida. O País só pode responder “sim” ao novo tratado, pelo que é no mínimo hipocrisia política consultar os eleitores, para mais havendo o perigo de ser discutido o preâmbulo ou a vírgula do currículo do signatário da página 451. Os partidos podem muito bem decidir. Estava a fazer estas reflexões quando caí em mim: este é um raciocínio marciano.
O facto de Portugal ainda não ter ratificado o projecto de tratado coloca o País numa situação bizarra: terá previsivelmente de organizar uma Conferência Intergovernamental (CIG) onde serão introduzidas pequenas modificações cosméticas no documento rejeitado pela França e Holanda. Ou será decidida uma simplificação do documento, também na presidência portuguesa, também através de uma CIG.
E, no entanto, Portugal ainda não manifestou a sua posição. A única maneira de sair do imbróglio é aprovar no parlamento o projecto de tratado, no dia anterior ao início da presidência portuguesa.
Ai! Lá estava eu outra vez a confundir a Europa com o satélite de Júpiter do mesmo nome.
Os otários
No final das contas ficou tudo na mesma, o assunto não tem assunto, o "nosso" Sócrates também não. Portugal, esse é que continua adiado, quando o país precisava de um herói, de um grande estadista.
Mas a dura realidade é bem diferente: as verdadeiras reformas continuarão em suspenso, o deficit das contas publicas por controlar. Enquanto isso, os otários disfarçam o escândalo e pagam uma das mais altas e brutais cargas de impostos da Europa. Essa é que é essa!
Etiquetas: José Sócrates, Política
Eu, cidadão...
Durante cinco anos fui estudante universitário. Sei como se é favorecido numa universidade. Testemunhei alguns desses casos na Universidade Católica. Este episódio mostrou-me que Sócrates, enquanto foi aluno universitário, se comportou como um desses chico-espertos com que tive de conviver.
Com a minha experiência universitária, há coisas neste dossier que não me deixam dúvidas sobre o favorecimento de Sócrates. Não me interessa se esse favorecimento foi procurado por Sócrates ou se lhe foi oferecido por alguém da universidade e ele o aceitou sem remorsos. As duas situações são-me repugnantes.
Em que universidade é que um reitor dá aulas de Inglês Técnico a um aluno em separado?
Em que universidade é que um diploma é passado a um domingo?
Em que universidade é que um aluno faz um teste separado da restante turma?
Em que universidade é que as pautas têm diferentes notas para uma mesma disciplina?
Em todas, desde que a universidade ganhe com isso.
É isto que as pessoas que dizem que nada se provou neste processo não percebem. É que quem já foi um aluno universitário e viu como certas pessoas passavam milagrosamente de ano reconhece os sinais a milhas. Eu e alguns amigos meus, quando falávamos deste caso, só nos riamos. Porque reconhecíamos o modus operandi.
O problema de Sócrates é que o que se passou com ele não é novo. O repugnante nisto é que o PM seja apenas mais um daqueles chicos-espertos.
Para ter um canudo José Sócrates concedeu neste tipo de comportamento. A forma como se defendeu ontem só me veio provar que não se importa de conviver com o mesmo tipo de comportamentos nestes dias.
Quarta-feira, Abril 11, 2007
A ler
1. "Simplex", por Paulo Tunhas.
2. "As leituras do share", por Paulo Gorjão.
3. "A estratégia que seria boa se tudo fosse mentira", por Henrique Burnay.
4. "Planeamento centralizado", por João Caetano Dias.
O que diz Pacheco
Pacheco não poupa nas palavras. Diz que existem “compromissos invisíveis” entre a comunicação social e “o poder socialista, o seu Governo e o primeiro-ministro”. Afirma que se estendeu um manto de silêncio sobre o currículo universitário do primeiro-ministro – apenas rompido pelo Público, que lançou o tema, e pelo Expresso, duas semanas mais tarde. Tudo porque Sócrates, garante, tem “mecanismos que chegam às redacções”.
Às vezes parece que Pacheco vive noutro país. Um português que abra qualquer jornal ou veja qualquer noticiário televisivo depara a todo o instante com notícias destacadas sobre o diploma universitário de Sócrates, obtido em condições pouco claras na Universidade Independente. Ao contrário do que diz Pacheco, a grande maioria dos órgãos de informação tem cumprido bem a sua missão. Em questões como o aeroporto da Ota e o recente relatório do Tribunal de Contas sobre gastos astronómicos em gabinetes governamentais, têm-se multiplicado manchetes que incomodam seriamente o Executivo.
No que diz respeito à relação entre Sócrates e a Universidade Independente, Pacheco é particularmente injusto. Porque neste caso só os jornalistas têm incomodado o Governo. O PSD, partido de Pacheco, mantém um silêncio sepulcral sobre o assunto. Na Assembleia da República, como Pacheco não ignora, nem o mais leve sussurro ocorreu até agora. Houvesse oposição a sério à direita do Governo e já toda a balbúrdia em torno da Independente estaria a ser dissecada, na frente partidária e na frente parlamentar.
Pacheco sabe disto. Mas dá-lhe mais jeito atacar os jornalistas do que atacar Marques Mendes. Só é lamentável que pretenda virar tudo do avesso. Quem ele acusa de estar calado, não tem deixado de falar – com profissionalismo, com responsabilidade. Quem ele não acusa, permanece mudo – como se não visse telediários nem lesse jornais. Se o Governo fosse escrutinado pelo Parlamento e pelo PSD como é pela Comunicação Social, teria a vida bem mais difícil do que tem.
História de algibeira (19)
Uma das visitas mais espectaculares terá sido a visita do seu tio Eduardo VII de Inglaterra, em 1903, em promoção da velha aliança, e a caminho de Paris. Além do habitual banquete no Palácio das Necessidades, e do serão no São Carlos, o programa da visita incluiu uma caçada às rolas e uma tourada na praça de touros do Campo Pequeno.
Lisboa esteve em grande festa durante três dias, e o testemunho que guardamos hoje desse grande evento é o conhecido parque de Lisboa, que foi baptizado com o nome do ilustre convidado: Eduardo VII.
Etiquetas: História
Tertúlia literária (171)
- Aprendi a ler na Cartilha Maternal.
- A mim também foi a minha mãe que me ensinou a ler.
Postais blogosféricos
1. Vida das Coisas, o excelente blogue de Rui Perdigão, dá hoje entrada na nossa barra lateral.
2. Um abraço de parabéns ao Leonardo Ralha pelo primeiro aniversário do seu Papagaio Morto.
Juro que não plagiei ninguém
Etiquetas: José Sócrates, Ler os outros
E ele a dar-lhe com os tubarões
Etiquetas: Ler os outros
É hoje, ó Henrique!
Etiquetas: José Sócrates, Ler os outros
Para aligeirar
> manual de como lhe dar com adolecentes rebeldes (conselho: dê-lhe com o que estiver à mão)
> quarentões giros e bonitos (obrigado, estou a pensar incluir uma fotografia no perfil)
> grandes armazens elcorteingles adultério (enviar por favor história de vida)
> fita rigor trabalhando no sabonete (parabéns pela experiência dadaísta)
> existe diferenças entre o partido liberal eo partido conservador? (who cares? Get a life)
> o que sao giras (a minha mais sincera compaixão ou esperança de que tenha 12 anos)
Etiquetas: Seriamente avariados da pinha como eu
Falta de prestígio
Mais paracetamol é que não
Terça-feira, Abril 10, 2007
Depois da tempestade, os tubarões?
Etiquetas: Ler os outros
As palavras dos outros
"O mais relevante na intervenção do Ministro do Ensino Superior não foi a universidade que ele fechou, mas todas as outras que ele deixou abertas."
João Miranda, Blasfémias
"Fez mal Mariano Gago em referir o percurso académico de José Sócrates na circunstância da conferência de imprensa."
José Medeiros Ferreira, Bicho Carpinteiro
"A licenciatura de Sócrates não é reconhecida pela Ordem dos Engenheiros. Logo, Sócrates quis ser licenciado apenas porque, provavelmente, para ele é importante ser engenheiro neste país de parolos."
Coutinho Ribeiro, O Anónimo
"Quando perceber que é imperioso investir na educação pelas razões certas e não pela obtenção de qualquer canudo como factor de prestígio ou de acesso a determinado lugar, talvez o país acorde para uma vida que lhe foge a cada minuto que passa."
Joaquim Gagliardini Graça, E-jetamos
"O silêncio [de Sócrates] já não constitui a resposta adequada às especulações jornalísticas e às desconfianças instiladas na opinião pública."
Vital Moreira, Causa Nossa
"José Sócrates deve explicar o seu provincianismo, com simplicidade. A sua necessidade (quando veio do interior) de apresentar, num país medíocre e provinciano, um grau académico consentâneo com os cargos políticos e institucionais que desempenhava, usando o conceito popular (e não o rigor académico) de Engenheiro (em qualquer cidade de província qualquer engenheiro técnico é chamado engenheiro) e, consequentemente, pede desculpa aos portugueses por esse facto."
Tomás Vasques, Hoje Há Conquilhas
Video killed the blogger star
Não estava a pensar filmar o meu acto de contrição. Mas, enfim, é uma ideia.
Etiquetas: Seriamente avariados da pinha como eu
A Independente e o canudo de Sócrates
Um inevitável lamento
Etiquetas: Aborto
A propósito
que chega até ao fim do horizonte – o povo.
Alegria e tristeza dele descem
em rumorosas correntes,
mas cada dia inventa uma distracção
segue o seu caminho
e vai vivendo – o povo».
Etiquetas: Futebol, José Sócrates
Uma equipa fantástica
Continuo a achar extraordinário como a equipa de futebol do Sporting, sendo maioritariamente constituída por jogadores tão jovens, se mantém galhardamente na luta pelo titulo. A grande qualidade da escola leonina não é a única justificação, há também um jovem treinador, Paulo Bento um verdadeiro líder cheio de personalidade. Finalmente, também é extraordinário (excluído do ordinário) como o Sporting se distingue da vulgaridade imperante, com a sua equipa de futebol profissional composta predominantemente por atletas nacionais, caso único no panorama do paupérrimo futebol doméstico. E não me chamem xenófobo por torcer e congratular-me pela afirmação e sucesso dos artistas nacionais.A tempestade
Luís Bernardo, o principal assessor de José Sócrates e do Governo, sabe bem como as coisas funcionam e decidiu lançar a linha para ver até que distância consegue correr o peixe. Que é como quem diz, até perceber o que a comunicação social consegue efectivamente apurar e provar, relativamente aos assuntos que verdadeiramente interessam ao comum dos mortais e que são apenas dois: O Primeiro-Ministro concluiu efectivamente a licenciatura? E, em caso afirmativo, houve algum favorecimento na obtenção da mesma? Sim ou não.
Quanto mais dias de silêncio decorrem, menos respostas surgem e mais questões a imprensa coloca, até elas ficarem finalmente limitadas (ver Público de hoje), numa equação em que mais questões equivalem a mais ruído e que origina de leitores habitualmente bem informados e exigentes, como o Paulo Gorjão e o Eduardo, críticas a essa ausência de clareza. No fundo, à inexistência de resultados. E tudo isto, finalmente, leva a que comece a solidificar-se a imagem de perseguição, de ataque, de tentativa sabe-se lá de que interesses para minar a credibilidade de José Sócrates, imagem essa construída por aqueles que vão falando em seu lugar.
Etiquetas: Comunicação, Imprensa, José Sócrates
Falou grosso, mas falou tarde
Tertúlia literária (170)
- Leio sempre no metro. E tu?
- Também. Mas sempre a mesma frase: "Conserve este bilhete até ao fim da viagem."
Efeitos do novo Milénio
Etiquetas: Imprensa
Este blogue não tem grolhas
Etiquetas: Imprensa
Segunda-feira, Abril 09, 2007
Espanha: tão próxima e tão distante
São os espanhóis, são os espanholitos
Etiquetas: Relações internacionais
A semente cresce oculta *
Foi o bastante para que as habituais caras de enterro se diluíssem um pouco, na sombra de um sorriso, perante aquela alegria estampada no rosto de uma futura mãe.
E ainda querem que comece a semana bem disposto
Etiquetas: Estados Unidos da América
Precocidades & Intimismos
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Pois eu não
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Agora falando sério
Etiquetas: O melhor do mundo são as crianças
Ridículo ou talvez nem isso
Etiquetas: Ler os outros
Domingo, Abril 08, 2007
Sinto em mim uma cumplicidade que começa a tecer-se
Etiquetas: Ler os outros
Esta não vai ficar sem resposta :)
«Se Manuel Pinho me desse ouvidos também contratava a Ipsis. Nada mais apropriado que um Villalobos a promover um Allgarve.» Luís Paixão Martins.
Etiquetas: Ler os outros
Domingo

Evangelho segundo S. João 20,1-9.
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.» Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao túmulo. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão, mas não entrou.
Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão, ao passo que o lenço que tivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição. Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e começou a crer, pois ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.
Da Bíblia Sagrada
Etiquetas: Cristianismo, Religião
Mesmo isso
António Charrua, entrevistado por Patrícia Reis na Portefólio, revista da Fundação Eugénio de Almeida.
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Irish do it with the lights off
Sábado, Abril 07, 2007
Conquilhas em emissão radiofónica
Mea Culpa
Etiquetas: Ler os outros
Nos 50 anos da RTP (15)
Momento Carlos Castro
"Os blogues estão mais crescidos"
- Os nomes são importantes : um nome simples de memorizar e com URL curta e fácil;
- Regularidade/actualização.
- Seja um bom vizinho (incluir links para outros sítios) ;
- Faça amigos (frequentar os blogues com temas semelhantes ao do seu, deixe comentários - mas comentários relevantes, que não sejam apenas "vão ver o meu blog!". Seja simpático e paciente - na blogosfera, um comentário mal medido pode resultar em discussões azedas. Pode também comentar outros textos através de um post no seu blogue(...).
- Não seja tímido (divulgar o nome verdadeiro e colocar uma fotografia sua no seu blogue é uma forma simples de ganhar credibilidade. É mais fácil confiar numa "pessoa real" que num nickname anónimo.)
- Tags e bookmarking para facilitar a leitura e a pesquisa. Também é boa ideia incluir atalhos para sites sociais, como o Digg, o Del.icio.us ou o português Do Melhor.
- Lembre-se do RSS (dar a opção aos leitores de seguir um feed de RSS ou subscrever actualizações por e-mail do seu site.)
- Amigo dos motores de busca (Usar os campos de de descrição e palavras-chave. Para além do nome do blogue, inclua uma curta frase de descrição.)
Etiquetas: Blogues
Crise? Que crise?
Gostei de ler
Um lugar no céu por 3,90€
Etiquetas: Imprensa
Sexta-feira, Abril 06, 2007
Capacidade de decisão
Qualificação, diz ele
Se isto não é racismo...
Homenagem original
Para que serve um presidente da República?
Leio no Diário de Notícias de hoje que Cavaco Silva está preocupado com o caso do curso de Sócrates e da repercussão que está a ter na opinião pública, mas a presidência da República já desmentiu. É pena, porque Cavaco deveria mostrar interesse pelo assunto. Não sobre o facto de o primeiro-ministro ser ou não "engº", mas sim sobre as pressões que os jornalistas dizem ter recebido por parte do Governo. Aliás, o simples facto dos bombeiros de serviço na Comunicação Social não terem conseguido apagar este incêndio no campo socialista mostra que os tempos estão a mudar. Mas, tal como fez em mais de um ano de mandato, o presidente da República acha que nada é com ele e a tal "cultura de exigência" que proclamou na campanha resumiu-se a uma mensagem de Ano Novo de que só os comentadores políticos se lembram. Ou seja, para que serve um presidente da República?, pergunto eu, monárquico que votou em Cavaco. Diziam alguns dos meus amigos republicanos que, tal como eu, criticaram a forma de exercer o mandato dos presidentes socialistas, que agora ia ser diferente, que Cavaco ia mostrar as virtudes do cargo, que ia ajudar o país a mudar para melhor e mais não sei o quê. Um ano depois, não vejo nada disso. Cavaco está apenas a reforçar as minhas convicções monárquicas e a provar que o nosso sistema republicano de regime é um factor de atraso em relação à Europa.Sexta-feira Santa
Hoje, pela noite dentro, comunidades cristãs oram e velam Jesus Cristo, traído e condenado. Fazem-no discretamente enquanto a vida corre, cada vez mais indiferente, ali no repleto casino, no trânsito agitado ou no imponente shopping.Em muitos templos e paróquias pelo país afora, há um povo cristão que nesta noite de Quinta para Sexta-feira Santa reza fervorosamente e pede perdão a Deus. Pedimos perdão pelas vezes sem conta que displicentemente entregamos Nosso Senhor aos fariseus por umas míseras moedas. Pelas nossas distracções e traições. Pedimos perdão pela pesada cruz que há dois mil anos Lhe teimamos em depositar nas costas torturadas.
Hoje pela noite dentro, na Igreja de Stº António do Estoril, com o sacrário vazio e a figura de Cristo coberta por um manto branco, por entre cânticos e silêncios, reza-se, faz-se penitência por Jesus crucificado e pela humanidade. Que tarda a discernir a sua matriz divina e o seu caminho para Deus, para o bem e para Liberdade.
Hoje, por algumas horas roubadas à minha agitada rotina, de joelhos, rezei e pedi a Deus por todos e por mim - o único sobre qual possuo alguma influência para a mudança. E então, de coração aberto, ter a Graça de participar na festa do próximo Domingo. O dia em que celebraremos a ressurreição de Nosso Senhor triunfante em toda a glória. A Páscoa Cristã.
(N. 1255, Siena, M. 1319, Siena)
Etiquetas: Cristianismo, Páscoa, Religião
Quinta-feira, Abril 05, 2007
Serviço público
Para quem vive por Lisboa, o Paulo Ferrero (O Carmo e a Trindade) dá sugestões de confeitarias e pastelarias onde se podem comprar todo o tipo de amêndoas.O roteiro vai desde amêndoa tipo francês, amêndoa de sobremesa, com cobertura de caramelo, amêndoa exótica (prata, de cacau, etc.) e também de trufas com champagne ou mascarpone (ainda mais exóticas).
Etiquetas: Páscoa
Afinal, escrevo mais uma coisinha
«Muito quis ser doutor,
arquitecto ou engenheiro.
Ter uma vida melhor,
ser Deputado ou Primeiro.
O curso chegou ao fim
e foi bastante maçudo.
Mas parece que, para mim,
não era preciso canudo.
Se tivessem dito antes,
o que não teria feito!
Como alguns militantes
com bem melhor proveito.
É a vida, já dizia
um verdadeiro engenheiro.
Se soubesse o que fazia
não fazia o curso inteiro».
Etiquetas: Tertúlia literária
E uma pirâmidezinha, não vai?
«Governo quer organizar uma Expo e um Euro em cada dez anos». Título de capa do DN.
Etiquetas: Seriamente avariados da pinha como eu
Dois anos de férias
Etiquetas: José Sócrates, Ler os outros
Nas colunas
Etiquetas: Música
Leituras cruzadas
Etiquetas: Blogues
Quarta-feira, Abril 04, 2007
Cartas anónimas, quem as não tem?
Etiquetas: Blogues
E o roteiro habitual, qual é?
Etiquetas: Ler os outros
Momento tablóide
Etiquetas: A Mulher esse princípio activo do Universo
Plágio primaveril
Etiquetas: Ler os outros, Seriamente avariados da pinha como eu
Infantilismo agudo
Há indícios cada vez mais claros do infantilismo que se apoderou do nosso jornalismo – e em particular da nossa televisão. Ouço esta pérola na pantalha: “Apesar da idade, Roman Polanski [de 73 anos] está a trabalhar num épico sobre a batalha de Pompeia.” A miúda que debitou este texto – seria a mesma que “entrevistou” o sonso Hugh Grant com um ar tão embevecido que parecia ir desmaiar a qualquer momento? – desconhece certamente que Manoel de Oliveira, aos 98 anos, está já a rodar um novo filme. Oliveira tem idade para ser pai de Polanski...Onde se prova que não sei para onde vou
Tertúlia literária (169)
Terça-feira, Abril 03, 2007
Encontro de desalinhados
Quando se junta um bom repasto, o bom humor, e as boas causas, dá-se o tempo por bem empregue.
Etiquetas: Blogues
Todos diferentes todos iguais
Pode ser em português, em francês ou em espanhol, mas desde que se arranje o autógrafo para as crianças, qualquer língua serve e os encontrões não têm fronteiras. Afogueados, de máquina fotográfica em punho e livrinho de autógrafos em frente ao focinho do Pluto, do bico do Donald, dos cabelos da Daisy ou da coroa do Rei João, é praticamente a guerra. Daisy!, Mickey! Mais um empurrão e uma fotografia tremida, confrontos corpo a corpo, sem contemplações nem hesitações, em várias línguas que a criança chegou aqui primeiro e daqui não sai sem o autógrafo. O primeiro round é para perder, ao segundo já se lhe apanham os truques e à terceira tentativa já se apanha um autógrafo. Pobres bonecos. Ufff..(Parque Disney Paris)
Postais blogosféricos
Cruel dilema
No excelente programa de ontem do Prós e Contras, conduzido de forma muito competente por Fátima Campos Ferreira, penso ter ficado claro que a posição do PSD de pedir redução de impostos é politicamente errada. O problema dos social-democratas ficou evidente na discussão. Se o Governo decidir desde já baixar os impostos será sempre sua a decisão, com o correspondente ganho de popularidade; se o fizer no próximo ano, como tudo indica irá acontecer, disfarçará a medida eleitoralista com a seguinte desculpa: a própria oposição andava a pedir, de que se queixa agora?
Confesso que não entendo a insistência do PSD. A única explicação é que os dirigentes social-democratas sabem à partida que José Sócrates não baixará impostos, o que lhes dará oportunidade para acusar o Governo de teimosia. Mas parece haver aqui uma visão de curto prazo. Se existe folga orçamental, como afirma o PSD, então os socialistas podem baixar impostos logo antes das eleições, numa altura em que o défice atingirá apenas 3,3% do PIB, em vez dos actuais 3,9%. A folga será então muito maior.
Mas o problema do PSD é ainda mais grave. A sua argumentação básica sustenta que os portugueses estão a pagar demasiado ao fisco. Mas, por outro lado, mantém-se a necessidade de equilibrar as contas públicas. A posição de Campos e Cunha, a meu ver, foi fortíssima no debate da RTP e a da oposição parecia frágil: se baixam os impostos, a única maneira de reduzir o défice será diminuir a despesa; no entanto, os representantes social-democratas não se cansaram de criticar cortes de maternidades e escolas, que reduzem a despesa.
Resumindo: o PSD tem de ser mais claro. Ou defende a consolidação orçamental e ganha as eleições se o Governo falhar nessa tarefa; ou defende a baixa de impostos, não podendo criticar o Governo no caso de haver défice excessivo. Mais tarde ou mais cedo, estas contradições vão afundar o navio das críticas.
Um país cor-de-rosa
Reparem só nos títulos:
- Aveiro: Administração do porto garante cumprimento do Plano Estratégico (12h38)
Tudo tão oficioso que até parece que a central de informações do ex-ministro Morais Sarmento ressuscitou, desta vez pintada de cor-de-rosa. E se calhar foi isso mesmo que aconteceu.
Tertúlia literária (168)
- António Aleixo era algarvio.
- Ah, sim? Então devia chamar-se Alleixo. O Manuel Pinho havia de gostar.
É o delírio (II)
Ministro considerou «incompatível» a assessoria ao seu gabinete e a prestada na Universidade Independente. E decidiu exonerar Carlos Narciso.




















































































