quarta-feira, outubro 31, 2007

Ainda a (des)compostura de Sarkozy

Na república, o lugar da mulher do Chefe de Estado, a chamada "1ª Dama", é um tão ilegítimo como inevitável devaneio patrocinado pelos media para gáudio da turba. Definitivamente o personagem colhe e garante um bom retorno no negócio do circo mediático. Não me parece viável que um candidato a chefe de estado oculte a sua realidade familiar e afectiva. O ideal será de facto que ela promova boa imprensa e simpatia popular à instituição e ao protagonista. Quer se queira quer não, a mulher dum candidato terá sempre o involuntário poder de promover ou estorvar a sua imagem pública. Um verdadeiro berbicacho.
Sendo por natureza o divórcio um penoso acontecimento do foro privado, sendo a figura do casamento alheia à instituição do cargo, indica o bom senso a um mediano jornalista que o assunto é impertinente e que extravasa claramente o interesse público.
Parece-me saudável a atitude de Nicolas Sarkozy perante a indiscreta jornalista americana. Parece-me inquietante o aparente descontrolo emocional que sobressai na tomada de posição do Presidente da República Francesa.

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sábado, outubro 06, 2007

Sinais

À passagem do 5 de Outubro, os media do sistema e os cronistas regimentais ignoraram olimpicamente a reflexão e o “contraditório” à desgastada república. Por outro lado, na blogosfera essa análise aconteceu tanto da parte de monárquicos como de republicanos com profícuas e plurais abordagens... num coro de inconformadas reservas.
O mais evidente sinal de decadência dum regime é quando os seus anafados actores, acomodados e corrompidos até à medula, se tornam autistas.

Fotografia de Paulete Matos via Zero

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quarta-feira, setembro 19, 2007

D. Carlos em Cascais

Enquanto hoje, para deleite dos apaniguados da república, Aquilino Ribeiro vai a trasladar para o Panteão Nacional - não sei sob que critério - permitam-me dar nota de que foi inaugurada no passado Sábado, aqui no meu concelho de Cascais, na rotunda D. Carlos I, Areias – Guincho, uma singela estátua desse nosso notável Chefe de Estado, penúltimo rei constitucional de Portugal, herói e mártir, a quem o país e a história tardam em fazer justiça. Na cerimónia de inauguração marcaram presença António Capucho, Presidente da Câmara Municipal e D. Duarte de Bragança.

P.S.I: Infeliz o povo acrítico que ignora a sua história, despreza os seus heróis e mitifica a mediocridade.
P.S. II: Apaniguado: adj. e s. m., protegido; favorecido; favorito.

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quinta-feira, julho 26, 2007

Festas e romarias

Como o João Gonçalves, até compreendo que se podia recuperar o dia 24 de Julho para o calendário de festas do regime, como sugere Medeiros Ferreira no Bicho Carpinteiro. A malta gosta de festas e feriados, e para estímulo nacional há que alimentar alguns mitos. Mas aqui entre nós, que ninguém nos oiça, o que festejamos no 5 de Outubro? Além da ditadura “democrática” que pôs o país num caos e da “bandeira de pretos”, como dizia o republicano Guerra Junqueiro, que razão temos para fazer festa? O voto das mulheres? Eleições livres? Liberalismo económico? Liberdade de imprensa? Liberdade de culto? Mais ensino? Paz social? Tolerância nos costumes?
Sobre o assunto, desafio Medeiros Ferreira, por quem nutro uma simpatia "empírica", a dar-nos uma resposta intelectualmente honesta e historicamente fundamentada.

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quarta-feira, maio 02, 2007

Amanhãs que brilham

Ainda a respeito dos amanhãs que brilham do centenário da república do Portugal dos pequeninos, obrigatório ler este texto do João Gonçalves. De resto, para que conste, eu não nutro qualquer ódio por ninguém. Mesmo ao mais empedernido ateu, republicano, homossexual ou... benfiquista. Era o que mais faltava!

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segunda-feira, abril 30, 2007

Lá vamos cantando e rindo...

O nosso zeloso regime republicano, (de Arriaga, Teófilo, Cabeçadas, Salazar, Tomaz, Gomes, Soares e tantos outros), que tão exuberantemente nos vem governando há quase 98 anos, prepara, pela cabeça das suas luminárias oficiais, umas opíparas e masturbatórias celebrações centenárias. O regime implantado pela força da violência, e arreigado à custa da mentira e da ingenuidade popular pretende dentro em breve promover-se em opulenta festa nacional. À conta dos meus impostos. Para isso, não serão poupados esforços na propaganda ou meios para a maquilhagem da história. Antevêem-se para esta orgia regimental a consumação de novas e prometidas conquistas populares, como uma lei para o casamento entre homossexuais e quem sabe que outros brindes mais.

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