Coisas que os outros sabem
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Soube hoje que a RTP prepara uma série de seis episódios sobre o rei D. Carlos, de cujo cruel assassinato se assinala em 2008 cem anos. Como é que a televisão vai tratar o monarca e o seu período histórico?
A televisão fez ontem meio século em Portugal. Lembro-me daquela caixa de madeira escura e polida que depois de largos segundos a aquecer as “válvulas” se acendia numa brilhante paleta de tons cinzentos. Lá em casa, um histérico chamamento (que soava qualquer coisa como “DESANIMADOS!!!”) interrompia quaisquer que fossem as nossas actividades e punha-nos aos cinco irmãos numa correria para um bom lugar em frente ao aparelho. Este momento mágico decorria ao final da tarde quando a generosa RTP nos presenteava com um ou dois “cartoons” do Pica-pau, do Super Rato, ou, com sorte, do Perna Longa. Nesse tempo, quando em família assistíamos a um western na Noite de Cinema, era certa no dia seguinte a brincadeira com os "John Waynes" em correria no recreio da escola. E os festivais da canção, autênticos acontecimentos nacionais? Uns anos mais tarde, lembro-me bem da sensação de ir à mercearia durante a hora da novela, e ouvir ao longo da rua o genérico da Gabriela ecoando unânime e plurifónico, saindo de cada casa, de cada janela, a voz de Gal Costa: Eu nasci assim…
s em crescendo nos placards magnéticos. E o Eládio Clímaco. E depois, lá para a frente, indignávamo-nos com as reacções unanimemente vitoriosas por parte dos partidos contendores. Ao raiar da manhã, sob a ordem do meu pai, normalmente apreensivo com os resultados, desligávamos a TV já fervente, desvanecendo-se as imagens prateadas num decrescente alvo branco, emitindo um ligeiro e agudo silvo final.
miúdos para os seus recantos isolados, para os seus mundos e fascínios. Desconfio que a televisão que hoje festejamos, além de ser outra, está a acabar. No futuro, será o “audiovisual interactivo”, qualquer coisa parecida com uma mistura de YouTubes, Blogues e Chats que veremos num ecrã individual. Cada vez mais personalizado, particular e… egocêntrico. Veremos.Etiquetas: Televisão

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Oiço o Dr. Santana Lopes no programa Grandes Portugueses a debitar uma série de vulgaridades e alguns disparates: por exemplo referindo-se à 1ª républica: “Antes do 25 de Abril só tínhamos tido 16 anos de liberdade”. O homem só deve ler as revistas do cabeleireiro, e depois dá nisto!
PS - Nunca o tinha visto, o programa é mesmo mau.