Quinta-feira, Maio 31, 2007
Ter pedalada

Parece que o nosso primeiro-ministro se prepara para ir até Paris, para um encontro de trabalho - onde deve receber as principais recomendações sobre o que tem mesmo de ser feito durante os próximos seis meses da presidência portuguesa da União Europeia - com Nicolas Sarkozy. Estou curioso em saber se José Sócrates também aí vai fazer o seu jogging matinal, com a ligeira diferença de que em Paris não se poderão fechar os Champs-Élysées nem fazer figuras tristes. É que não é propriamente a mesma coisa que correr no Calçadão do Rio de Janeiro, na marginal de Luanda, na Praça Vermelha ou em Pequim. Em Paris, ainda por cima, há agora um Presidente que faz jogging a sério, anda a cavalo e faz mais uma série de desportos. Vai uma corridinha?
Uma boa notícia
Etiquetas: Ler os outros, Tertúlia literária
Bye-bye Nani
Como se previa, o Sporting perde Nani para o Manchester United já este ano e está em risco de ver também sair Romagnoli, se não chegar a acordo com o Vera Cruz. A saída de Tello, da forma que aconteceu, e a faltar ao respeito ao clube, não merece qualquer lamento. Mas também aí o clube é responsável por não ter chegado a um acordo para a renovação mais cedo. O Besiktas rouba um jogador sem dar um chavo que seja ao SCP. Mas a saída de Nani era inevitável, continuando o clube de Alvalade na senda da descoberta e formação de grandes jogadores que deixam Portugal mal a fama ultrapassa fronteiras. 25 milhões de euros por aquele jogador é melhor que nada, mas é pouco. Se a renovação tivesse acontecido há meses, no início da época, nada disto iria suceder e quem o quisesse levar tinha que pôr vários zeros no cheque. Vamos ver como é que Paulo Bento vai montar a equipa do próximo ano, que irá estar na Champions, onde não se joga apenas com remendos. Gostava que os senhores Filipe Soares Franco, Miguel Ribeiro Telles e Miguel Salema Garção explicassem melhor os contornos destas operações. E que nos dissessem qual a estratégia de ataque para a próxima época, se é que ela existe.
Tertúlia literária (184)
Os tugas (15)
O núcleo já não é tão duro
A senhora deputada dança?
Etiquetas: Música
Com tranquilidade?
Ligar Sócrates à terra
Mais uma vez a escolha do tema para o debate mensal de hoje à tarde recaiu sobre um tema que é de extrema actualidade e de impacto directo sobre o dia a dia de cada português: “Acesso às Tecnologias de Informação e Competitividade”. É um tema actual, modernaço e que fica sempre bem ter à mão quando não se quer discutir trapalhadas como as gravíssimas declarações do ministro Mario Lino a propósito do novo aeroporto da Ota ou o "caso Fernando Charrua".O primeiro-ministro bem pode tentar hoje aparecer com os números do acesso à banda larga, as inúmeras casas que já têm Internet, os bairros onde há rede sem fios e as escolas mais à frente, mas o que se espera é que as oposições, e em particular Marques Mendes, o liguem "à terra". Marques Mendes, e muito provavelmente Paulo Portas, terão de obrigar Sócrates a reconhecer que nos dois casos o Governo agiu mal. No primeiro, porque é impensável que o autismo na defesa da Ota leve a "gaffes" daquele tamanho, ofensivas para populações e, sobretudo, para alguns grupos de risco em matéria de saúde. No segundo, porque o Executivo peca, pelo menos, por omissão. E a liberdade, quando exercida com responsabilidade, é um valor supremo.
Flop geral
Também posso?
Já agora, aproveito para fazer a crítica literária do livro da Lucy Pepper , O Livro das Receitas Nojentas:«Receitas Nojentas são receitas com aspecto horroroso e nomes que fariam um porco ficar com vontade de vomitar... Contudo, são as melhores e mais deliciosas do mundo. Podes aprender a cozinhar coisas muito saborosas ao mesmo tempo que aterrorizas os teus pais, irmãos e amigos. As avós, particularmente, vão achar estas receitas um nojo... Apenas por causa do nome, pois se tiverem coragem para as provar, vão querer que lhas ensines. No fim, poderás dizer "Eu é que fiz". E deixas aos outros a tarefa de lavar a louça!»Etiquetas: Livros
Quarta-feira, Maio 30, 2007
Mais livros
Gilles Lipovetsky, o teorizador da Era do Vazio, chega a Lisboa na sexta-feira para especular sobre a Felicidade Paradoxal. Mau prenúncio para Costa
Ao comentarista que me mandou cozer(?) meias
Carregado de livros
Pensava espreitar apenas alguns escaparates, mas rapidamente fui fazendo compras. E vim da Feira carregado de livros. Alguns que já pretendia comprar há muito, outros que adquiri no impulso do momento.Fica a lista:
- A Fogueira e Outros Contos, de Jack London. Tradução de Ana Barradas. Edição Antígona.
- As Lições dos Mestres, de George Steiner. Tradução de Rui Pires Cabral. Edição Gradiva.
- Artur ou a Felicidade de Viver, de Françoise Giroud. Tradução de Rute dos Santos Leite. Edição Inquérito.
- Contos do Dia e da Noite, de Guy de Maupassant. Tradução de Eugénio Vieira. Edição Guimarães.
- Contos Satíricos, de Mark Twain. Tradução de José Costa. Edição Guimarães.
Além destes, a preços simpáticos, trouxe três verdadeiras pechinchas. Este é, aliás, um dos motivos que me leva todos os anos à Feira: encontrar livros a preços imbatíveis.
Quais foram? Estes:
- Fascismo e Comunismo, de François Furet e Ernst Nolte. Tradução de Francisco Agarez. Edição Gradiva.
- A Geração de 70, de João Gaspar Simões. Edição Inquérito
- Tristão, de Thomas Mann. Tradução de Hildegard Bettencourt e Fernando Lopes Graça. Edição Inquérito.
O primeiro destes três (que irei ler sem demora) custou-me 2,5 euros. Paguei apenas um euro por cada um dos restantes. Só por isto já valeu a pena deslocar-me ao parque.
Editoras aos solavancos
Gostei de ler
O Dani faz falta
Etiquetas: Ler os outros, Seriamente avariados da pinha como eu
Bué da cool
Etiquetas: Espectáculos
O dia em que Sócrates fez parar o trânsito
Foi preciso José Sócrates chegar a Moscovo para fazer parar o trânsito. Aconteceu na Praça Vermelha, onde o primeiro-ministro não prescindiu do mediático jogging que já exibira aos jornalistas portugueses em Luanda, Rio de Janeiro e Pequim. Mas o trânsito não parou devido aos méritos atléticos (ou outros) do chefe do Governo: ao bom velho estilo soviético, a polícia moscovita fechou a praça ao trânsito para Sócrates dar a sua corridinha matinal, acompanhada por um batalhão de repórteres fotográficos e operadores de câmara. Intrigante é o facto de só lhe apetecer fazer jogging quando se desloca ao estrangeiro. Por cá, tanto quanto se sabe, as "corridas" são no automóvel oficial, que não ficam tão bem na fotografia mas sempre cansam um bocadinho menos do que as outras.Partidarite
Alguém que me explique
Etiquetas: Seriamente avariados da pinha como eu
Sou a favor do direito à greve
Etiquetas: Fracturas expostas
Os tugas (14)
Sou contra o direito à greve!
Se a greve fosse uma arma justa, seria o grito dos sem voz. Mas não. É apenas uma demonstração sazonal de força das centrais sindicais, sem qualquer remota relação com o marxismo.
Estou farta. Sou contra. Está dito.
Terça-feira, Maio 29, 2007
Parabéns, Inês
Pois é
"O ministro Mário Lino é o melhor argumento vivo, personificado, contra a escolha da Ota."
Carlos Abreu Amorim, "Choque Ideológico", RTP N
Já está
Informação e propaganda
É de perder a cabeça
Ora pois
Etiquetas: Ler os outros
Esta é forte
Etiquetas: Ler os outros
Paridade
Etiquetas: Miúdos giros e que não sabem quem é António Lobo Antunes
Comissão de quê e para quê?
Segunda-feira, Maio 28, 2007
Actualidade nacional
2. A responsável da Direcção Regional do Norte do Ministério da Educação também.
Presidência com griffe
Lá dentro, a reportagem é tudo menos privada: depois da cerimónia de tomada de posse, o presidente da França organizou um concerto exclusivo. Um grupo de cordas, os músicos vestidos a rigor, ataca uma partitura do bisavô de Cécilia. Esta posa estática e misteriosa no centro da sala de festas, vestido de seda Prada, sapatos rasos e aparentando não ter maquilhagem. O único sinal da privacidade que a capa anuncia será o casaquinho de malha da primeira-dama, pousado sobre os ombros, e a pose do marido, meio curvado, com um braço aberto de quem diz: "Tudo isto é para ti".
Temos muito que aprender com os franceses.
Cada vez mais
O sinal das ditaduras
Os últimos minutos da RCTV
(Via O Insurgente)
CARACAS - A emissora privada de TV Radio Caracas Televisión (RCTV) deixou de transmitir sua programação em sinal aberto no domingo às 23h59 (0h59 de segunda-feira em Brasília). Sua concessão de freqüência estatal não foi renovada pelo governo venezuelano.(...)
Os tugas (13)
- Então quanto lhe devo por esta reparação?
- Com recibo ou sem recibo?
Ser pobre é normal?
Domingo, Maio 27, 2007
Tão perto e tão longe
Postais blogosféricos
1. Parabéns ao Daniel pelo primeiro aniversário do seu Arrastão, mais polémico que nunca.
2. Um abraço ao João Espinho: a sua Praça da República em Beja completa quatro anos. Bonita idade para um blogue.
3. Este blogue é muito simpático. Acreditem: vale a pena visitá-lo.
Elm Street
Discutia-se o Ensino Superior, cursos, professores, cadeiras e até chegar aos pesadelos, foi um saltinho. Falo de sobressaltos, suores frios e uma infinidade de terrores nocturnos que perturbam o sono e nos transportam agitadamente para o passado. Pesadelos com cursos incabados, cadeiras por terminar, chumbos, diz-lhes alguma coisa? Pois só ali num instantinho se confessaram dois traumatizados do Direito, um com fracturas expostas de Fiscal e outro com uma hérnia com Reais. A M. coube-lhe uma cadeira tenebrosa que envolvia a divisão de palavras em árvore, gramática generativa ou algo semelhante. Foi com esta matéria completamente inútil que conheceu Chomsky e com os anos, a animosiade contra a criatura não tem parado de aumentar.
Eles andam aí: gente com suores frios, pesadelos com cursos inacabados e ninguém dizia nada? Pois, não têm blogs.
Domingo
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».
Da Bíblia Sagrada
Etiquetas: Cristianismo, Religião
À volta do mundo


Sim, Pedro,
Os Tugas são tudo isso, mas não são os piores turistas do mundo. Esses são quem? Os franceses, considerados os visitantes menos desejados nos hotéis da Europa, seguidos pelos indianos, chineses, russos e britânicos. Como vê, não figuramos na lista. Suponho que nos dediquemos sobretudo ao "mercado interno" porque lá fora até nem fazemos má figura.
A fazer fé no estudo da agência de viagens britânica Expedia, "os mais mal vestidos, contudo, são os americanos, britânicos e alemães, que insistem em usar sandálias com meias. Os melhores turistas do mundo são os japoneses, pela sua organização e bons e modos.
Seguem-se os americanos, pelo esforço em aprender a língua local, logo seguidos pelos suíços, considerados discretos e atenciosos.
Os italianos, franceses e espanhóis foram considerados os mais elegantes, muito embora os primeiros tenham sido considerados demasiado barulhentos.
Os alemães são conhecidos por arrumarem os quartos antes mesmo das empregadas chegarem, mas são os mais avarentos no que toca às gorjetas."
Notícia Portugal Diário
Os tugas (12)
- Olha lá, para que é que andas a dar voltas ao quarteirão?
Spooooooortiiiiiiiing
Vamos lá ganhar este jogo entre dois clubes civilizados. Até porque o Sporting não ganha um título há cinco anos, tendo perdido o último campeonato por um triz, com aquele empate infeliz do outro lado da rua. O jogo de hoje é para voltar à rota das vitórias concretizadas em títulos e taças. Vamos a isto.PSD: a crise segue dentro de momentos
O centrinho
Acho notável a análise do Francisco, no post Lisboa à Beira do Abismo, publicado neste blogue. O texto suscita-me uma pequena observação: os partidos tradicionais vão sofrer um fortíssimo abalo. A abstenção é imprevisível, mas pode chegar a metade do eleitorado. Os independentes Carmona e Roseta vão somar cerca de um terço dos votantes (e trata-se de voto de protesto). Os pequenos partidos, juntos, terão mais de 20% (também parcialmente voto de protesto). O que deixa o centrão com o seu pior resultado de sempre, algo como um em cada cinco eleitores. Corrijam-me se estou errado, mas penso que nunca foi visto em nenhuma eleição importante deste país. O Francisco já mencionou algumas das consequências, mas penso que é o próprio regime que está a ser posto em causa (a confirmarem-se os valores das sondagens).
A votação de Lisboa, no fundo, consiste numa série de duelos: Costa devia ter um resultado muito melhor do que Roseta (o que parece difícil); Negrão devia bater Carmona (o que parece quase impossível). E há os pequenos duelos, entre Bloco e PCP, que o segundo parece capaz de vencer; entre Monteiro e Telmo, que parece ser uma promessa de derrota para ambos. Enfim, ninguém escapa: todos os partidos terão de extrair consequências.
imagem: pintura de Carlos Botelho (1899-1982)
Estilhaços no PSD
Mas isso não se passou. Em vez disso, Mendes protelou e deixou andar. E agora terá problemas internos que irão começar nas listas, passarão pelos lugares (de assessores, colaboradores, etc) que deixarão de existir e irão acabar nas declarações que Menezes e Lopes farão no pós-15 de Julho. É óbvio que concordo numa coisa consigo, Paulo: Marques Mendes não irá sair pelo próprio pé. Mas julgo que não se irá safar de ir a congresso e a directas ainda este ano ou no princípio do próximo (há sempre a desculpa da presidência portuguesa da UE, de não querer dar má imagem externa). Carlos e Paulo: para além daqueles nomes, julgo que ainda poderíamos acrescentar mais três ou quatro putativos candidatos a líderes, que têm em comum o facto de não quererem ter a trabalheira de remover Mendes, blindado em 'pins', códigos, quotas e numa refiliação que irá deitar metade do populismo borda fora. Os realmente interessados deixarão que figuras como Menezes e Santana abalem a estrutura. E aparecem depois da "terra queimada".
A ler
1. "Argumentos impróprios para consumo" e "O impacto de Lisboa no futuro de Marques Mendes", do Paulo Gorjão.
2. "Isto é que é jornalismo de sarjeta", do Carlos Abreu Amorim.
3. "Copacabana, como sempre", do Francisco José Viegas.
4. "O Ranço" e "O homem de palha", do João Gonçalves.
Sábado, Maio 26, 2007
Lisboa à beira do abismo

O estudo da Eurosondagem para o Expresso, SIC e RR levanta questões muito preocupantes e levanta o véu sobre o que vem aí na política municipal e nacional. Segundo a sondagem hoje publicada, António Costa vai na frente com números (que não revelamos aqui porque tínhamos que publicar a ficha técnica) que lhe dariam seis mandatos, insuficientes para atingir a maioria absoluta. Carmona Rodrigues é segundo, com três mandatos certos (serão eles o próprio candidato, mais Fontão e Gabriela?), e Roseta a terceira, com outros três mandatos. Negrão tem dois certos (ele e Salter Cid) e está a lutar pelo terceiro com Sá Fernandes e Telmo Correia. Ruben de Carvalho é eleito. O Bloco corre o risco de ficar fora da CML, provando-se que a entrada de Roseta na corrida atinge directamente o partido de Louçã (daí a insistência numa coligação).
O PSD, com dois vereadores eleitos (o independente Negrão e o "cavaquista" Salter Cid), irá explodir primeiro em Lisboa e na distrital, depois a nível nacional, com Santana Lopes a servir de lebre a Menezes, ou vice-versa. À espreita irão estar Rui Rio, Aguiar-Branco (que se acha um homem providencial), António Borges e, dizem-me, um ex-amigo de Marques Mendes que dá pelo nome de Pedro Passos Coelho.
Sucede que, a confirmarem-se os dados 'fantasmagóricos' da sondagem, Costa terá uma vida muito difícil à frente da CML, sem maioria no executivo e com a oposição cerrada da Assembleia Municipal de Lisboa, liderada por Paula Teixeira da Cruz. Para fazer maioria Costa precisa: ou dos três mandatos de Carmona Rodrigues, ou dos três de Roseta (imagine-se) ou dos dois do PSD com mais um da CDU. Um cenário de terror para o candidato do PS, que deixou o confortável lugar de número dois no Governo para uma aventura de dois anos e meio deste calibre. Não lhe invejo a posição. Está nas mãos de Carmona, Roseta e Paula Teixeira da Cruz. Poderá enterrar em Lisboa muitas das suas legítimas ambições à sucessão de Sócrates.
Fotografia: Lisboa, por Henri Cartier-Bresson.
Face lifting
Etiquetas: Ler os outros
Rir é o melhor remédio
Os comentadores do Corta-Fitas, anónimos ou não, andam cada vez com mais piada. Chegou a altura de deixar aqui uma pequena antologia dos comentários aqui recebidos esta semana. Alguns fizeram-nos sorrir. Outros fizeram-nos mesmo rir à gargalhada."Lisboa a sprintar. Dê o voto a um motard."
"O Portas há uns anos nem patilhas tinha. Rapava rentinho. Hoje tem, qual campino."
Postais blogosféricos
2. O Réprobo escreve aqui sobre um dos filmes da minha vida, Paris, Texas. Dificilmente alguém poderia escrever melhor.
Vento cá dentro
Pauvre feuille desséchée,
Où vas-tu ?
- Je n'en sais rien.
L'orage a brisé le chêne
Qui seul était mon soutien.
De son inconstante haleine
Le zéphyr ou l'aquilon
Depuis ce jour me promène
De la forêt à la plaine,
De la montagne au vallon.
Je vais où le vent me mène,
Sans me plaindre ou m'effrayer:
Je vais où va toute chose,
Où va la feuille de rose
Et la feuille de laurier».
Antoine Vincent Arnault (1766 - 1834)
Etiquetas: Amor essa coisa linda e inesgotável
A ler
1. "Mau gosto", do Henrique Burnay.
2. "Quem anda a tramar o PPD?", de Carlos Manuel Castro
3. "Negrão: e a lista?", do Paulo Gorjão.
4. "Entalado", do Rui Costa Pinto
5. "Dúvida lisboeta", de Carlos Botelho.
O problema do humor
- Tás a ver o que eu te dizia, ó Charrua? Temos que esperar pela altura certa para dizer uma piada.
- És o maior, Lino!
Sexta-feira, Maio 25, 2007
Sexta-feira (tréplica)
Etiquetas: Sexta-feira
Tempestade no deserto
Quando a esmola é muita...
Etiquetas: Lisboa
Referendo, qual referendo?
A propósito da vontade que alguns ainda dizem ter em fazer um referendo ao Tratado Constitucional europeu (que será revisto, presume-se, durante a presidência portuguesa da UE), veja-se o que disse o novo presidente francês, numa entrevista recente à revista Politique Internationale, número 115. Nicolas Sarkozy, com um discurso curto, directo e grosso, como diria o dr. Portas: "Ce traité simplifié, qui modifiera les traités de Nice et d'Amsterdam, pourra, comme eux, être soumis à la ratification du Parlement. Notre objectif devrait être de lancer au plus vite son élaboration de manière à l'appliquer dès les prochaines élections européennes, à partir de 2009, comme l'a confirmé le récent sommet de Berlin". E agora, dr. Mendes e eng. Sócrates? Vai uma pirueta?Se querem que vos diga
História de algibeira (22)
Entre 15 de Outubro de 1910 e 19 de Junho de 1911, a bandeira nacional foi alvo de acérrima contenda entre os republicanos, a chamada Polémica das Bandeiras. Por forma a marcar a mudança de regime urgia mudar o mais importante símbolo nacional. Então estiveram em confronto a facção moderada representada por Guerra Junqueiro, que defendia a manutenção das cores azul e branca, e a facção radical liderada por Teófilo Braga, que defendia a adopção das cores “verde-rubra” da bandeira do PRP como nova bandeira nacional. O culminar da disputa é por todos nós conhecido, e hoje temos a bandeira que temos...Ilustração gentilmente cedida por Carlos Bobone – Livraria Bizantina
Etiquetas: História
An-tó-ni-o
Momento cultural
Etiquetas: Ler os outros
A ler
1. "O Quase", de Helena Ayala Botto.
2. "Ainda se fosse para trabalhar a sério", de PMF.
3."Tempestade no horizonte", do Paulo Gorjão.
4. "Aceitam-se apostas", do Carlos Abreu Amorim.
5. "La France bling-bling", da Marta Rebelo.
6. "Isto é uma espécie de país, com música de Marques Mendes e letra de Mário Lino", do José Adelino Maltez.
Os tugas (11)
A quem possa interessar...
A implantação da república portuguesa é um assunto pacifico e arrumado, conquanto não se aprofunde muito o assunto, não se levantem demasiadas lebres. Com noventa e tal anos de propaganda não se conseguiu mascarar a história, apenas iludir um povo ignorante e indolente. Vamos então pôr as mãos na massa, desfolhar a história e enfrentar tabus? Gloriosos tempos se avizinham!Etiquetas: Centenário da república
Quinta-feira, Maio 24, 2007
Cinco blogues que nos fazem pensar
Desta vez foi o Politicopata a mencionar-nos. Este simpático blogue elegeu o Corta-Fitas entre os seus cinco favoritos, no âmbito da iniciativa Thinking Bloggers Awards. Agradecemos a distinção, que já nos havia sido concedida pelo Pensamentos e pela Geração Rasca. E para manter a boa tradição, depois de o João Távora e o Francisco já o terem feito, compete-me agora eleger cinco blogues de que gosto muito. Aqui vão, por ordem alfabética:Politicamente calmo
Chega?
Já não vão aparecer mais candidatos à CML. Neste momento são 12, mais um seriam 13. E podia dar azar. Se a Carmelinda Pereira se lembra de ir a votos, estamos tramados. A nossa sorte é que a líder do POUS deve ter as férias marcadas para a segunda quinzena de Julho e prefere ir a banhos do que às sardinhas assadas dos bairros históricos...
Somos Portugueses
Estes socialistas não andam bem
Almeida Santos
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Ler também:
- "Eu ainda sou do tempo em que só havia aquela ponte do Dr. Salazar", de João Luís Pinto, n' O Insurgente
- "O que virá a seguir?", de Paulo Tunhas, na Atlântico
- "Ota", de Francisco José Viegas, n' A Origem das Espécies
- "Os terroristas preferem a Ota", de Jorge Ferreira, no Tomar Partido
- "Almeida Santos: o delírio", de Paulo Gorjão, na Bloguítica
Lino "vintage"
O que pensarão disto os autarcas socialistas da Margem Sul do Tejo e os deputados do PS eleitos pelo distrito de Setúbal?
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Ler também:
- "Mário Lino, o deserto e uma constatação final", de Vítor Dias, n' O Tempo das Cerejas
- "Milhões", de João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos
- "Ninguém os pára", de Tiago Machado da Graça, nos Incontinentes Verbais
- "O deserto", de Eduardo Pitta, no Da Literatura
- "O sonho de Lino", de Tiago Mendes, na Atlântico
- "Até o otismo militante deveria ter limites", de Carlos Abreu Amorim, no Blasfémias
- "Mau aspecto", de Daniel Oliveira, no Arrastão
- "Os filhos do Estado Novo", de Rodrigo Moita de Deus, no 31 da Armada
Tertúlia literária (183)
- Vais à Feira do Livro?
- A essa nunca vou. Compro tudo quanto preciso lá na Feira de Carcavelos.
Postais blogosféricos
Tudo boa gente
A Federação Portuguesa de Futebol, a prestigiadíssima entidade organizadora da Taça de Portugal, reservou para si própria um terço dos bilhetes disponíveis para a final no Estádio Nacional no próximo dia 27. Até aqui tudo bem se não fosse o facto de ninguém saber onde param estes bilhetes, com que critério e a quem eles vendem ou oferecem os mesmos. No seu site oficial, apenas somos avisados de que a FPF “Não vai abrir um processo de venda de bilhetes”.Aceito que a FPF e os seus beneméritos dirigentes possam fazer o que quiserem aos 12.000 bilhetes: oferecer aos patrocinadores, aos ministros ou assessores, vender na candonga ou aos padrinhos, oferecer aos dedicados funcionários, amigos e amantes dos amigos. Mas que o fizessem de forma transparente. Sempre são 12.000 bilhetes, 1/3 da capacidade do recinto ao preço médio de 30€, dos quais ninguém nos dá “cavaco”. É também a imagem da Federação que fica em jogo, ou não?
Eu por mim, ao que tudo indica vou ter que ver o jogo pela televisão, a não ser que um certo amigo meu belenense me desenrasque dois preciosos ingressos.
Etiquetas: Futebol
Quarta-feira, Maio 23, 2007
Cavaco entra em campo
Critérios "jornalísticos"
Helena Roseta não evitou ontem à tarde uma exclamação de espanto no hotel de Lisboa onde apresentou publicamente os cidadãos eleitores da capital que a acompanham na lista concorrente à câmara. "Não está ninguém de nenhuma das televisões?! Regista-se." De facto, só lá estava um operador de câmara da agência Lusa. Em compensação, um almoço "privado" entre Fernando Negrão e Manuela Ferreira Leite num restaurante com vista para a estação ferroviária de Santa Apolónia mobilizou duas horas antes um batalhão de repórteres. Assim vão os critérios "jornalísticos" cá na terra, perante a indiferença total dos jornalistas. E assim vai a "igualdade de oportunidades políticas" nesta excelente democracia onde em teoria todos podem concorrer.Nota oficiosa
P. S. - A reunião decorreu à porta fechada, sem a presença da comunicação social...
Expectativa
Lisboa primeiro. Dê o voto a um engenheiro.
Etiquetas: Lisboa
Imparável
Manuel Pinho não acerta uma. Ricardo Araújo Pereira que se cuide: tem aqui um concorrente à altura.
Casar não é obrigatório II
Etiquetas: Amor essa coisa linda e inesgotável, Bocas
BE no supermercado
- Estou-me a sentir um bocadinho culpado.
- Ah sim? Então, peço desculpa mas tenho que tirar o divórcio e vai ter que ir a tribunal, pelo sistema antigo. É mais caro e mais demorado, mas se se sente culpado tem que ser.
- Acho que já estou melhor. Não pode fechar os olhos?
- Não posso, não posso. Andam aí os vigilantes e depois eu é que fico com a culpa.
Poder paternal, segundo o BE (adaptado)
- Concerteza. Ama os seus filhos?
- Mais do que nunca!
- Mais do que nunca, mais do que nunca... - peço desculpa, o sistema é novo - ora aqui está! Tem que preencher o impresso "O papá ama-vos muito mas vão ficar com a mãezinha que é melhor". É tudo?
O PSD aos quadradinhos
O divórcio, segundo o BE
- Boa tarde.
- Faxavor
- Queria divorciar-me.
- Já não a ama?
- Já não.
- Então é só preencher o impresso "Meretíssimo juiz, já não a amo e quero ser livre para poder amar outra vez e assim ser feliz". É tudo?
- Já agora, sabe dizer-me quando é que posso amar outra vez?
- Tem que esperar que a sua ex-mulher receba o duplicado pelo correio. São quatro dias de carência.
- Maldita burocracia.
Pré-25 de Abril
Mendes que se cuide
A genética explica muita coisa
Não é que precisem que os defenda, mas...
Gostei de ler
Pontos de fuga. Do Adolfo Mesquita Nunes, n' O Insurgente.
Tertúlia literária (182)
- Comecei a ler a biografia do Salazar, escrita pelo Franco Nogueira.
- Mas tu és um homem de esquerda! Como te passou isso pela cabeça?
- Foi rapidamente e em força.
- E como te sentes?
- Orgulhosamente só.
Humilhados e ofendidos
Etiquetas: Lisboa
O eterno candidato
Etiquetas: Lisboa, Política, Quotidiano
A Ota pode baralhar as contas?
Assisti ontem ao lançamento do livro "O Erro da Ota", muito por causa da editora ser do Pedro Avillez e de um dos autores, que co-apresentou a obra, ser o meu amigo Mendo Castro Henriques. Sucede que coube a Carmona Rodrigues, o putativo recandidato à CML, dizer umas breves palavras (durante uma hora). Pelo que disse, fiquei a perceber que a Ota, como já demonstraram também Helena Roseta, José Sá Fernandes e Fernando Negrão, pode muito bem vir a ser a pedra no sapato de António Costa, completamente comprometido com o projecto enquanto ex-membro do Governo Sócrates.Carmona ontem apresentou uma série de argumentos válidos, puxou dos seus galões enquanto "engenheiro com doutoramento em Engenharia do Ambiente", lançou vários alertas (do tipo, há um projecto escondido de vender a ANA e a TAP, se aquilo correr mal e as contas derraparem) e ainda disse que 'sim' com a cabeça quando, no fim, foi lida uma mensagem de Manuel Alegre. O ex-candidato presidencial, a caminho de Itália, disse que a Ota é "cada vez mais uma questão de interesse nacional". Acredito, por isso, que vá ser 'a' questão de interesse municipal nestas autárquicas intercalares de 15 de Julho. Ganha mais votos quem souber explicar melhor por que razão aquilo não deve avançar. Por este caminho ainda vamos ver António Costa a descolar de Sócrates e a levantar voo... Vrrruuuuuum, aí vai ele...
Terça-feira, Maio 22, 2007
(Caixa 5) - Secção de Necrologia
Hoje, na fila do supermercado, uma senhora toda vestida de preto e fios de prata contava as últimas catástrofes a uma amiga toda florida:
"O sol e o cancro da pele, os peixes gordos que evitam a cegueira (?), o uso continuado de tintas para o cabelo, os problemas da pomada retirada do mercado e os últimos chás milagreiros". Quando chegou a minha vez de pagar e me afastei, estava a descrever muito graficamente a última maleita, apontando para um joelho mártir que me abstive de observar.
Não sei qual das duas estaria mais angustiada, eu ou a senhora florida com cara de quem estava a pensar: "O que uma pessoa ouve por um pacote de arroz e uma dúzia de ovos."
- Cartão família?
NOTA:O post no Tugir: Sopa de letras
O casamento segundo o BE
- Caramba, Gimbas, logo hoje! Sonhei que o Paulo Varela Gomes me explicava os problemas de Lisboa, acordei preocupada com o professor da DREN que disse a piada sobre o Sócrates e agora vejo que tenho uma borbulha no queixo! Desculpa, mas hoje não te amo lá muito...
- Não há problema, caso contigo unilateralmente. Logo à noite, se estiveres mais bem disposta, também casas comigo.
- Ok, Gimbas. Mas está-me a parecer que esta semana vamos ficar pela união de facto.
Quando a direita muda de pele
Trezentos mil
Uma pausa só para assinalar que acabamos de passar a cifra dos 300 mil leitores. Vamos prosseguir.
Os tugas (9)
Qual igualdade de géneros?!
Hergé: eternamente jovem
Ainda o tributo a Hergé
Assim, sim
'Bora lá?
É o juntas!
Etiquetas: Música (?)
A propósito de Moçambique
Recordo com saudade os abraços, os beijos, as mangas apanhadas das árvores, as capulanas compradas com sacrifício, as cantigas em dialecto, em sinal dum agradecimento sincero e puro daquelas mães que já tinham algum arroz para alimentar os seus filhos nessa semana.
Há dias a Irmã Alice, uma mulher fantástica e corajosa que trabalha com esta população, pediu-me ajuda... Estão a precisar de dinheiro para comprar leite, papas, arroz para os mais pequeninos.
Sei que todos vocês têm um enorme coração. Se ajudarem com um bocadinho cada um, todos juntos, farão muito! Neste momento, é inviável enviar bens, porque não viajo para lá tão cedo e as taxas alfandegárias são muito altas... Qualquer encomenda que se envie fica muito cara.
Com toda a sinceridade, aquilo que é mesmo necessário é dinheiro para comprar alimentos para as crianças que a Irmã Alice acolhe.
Toda a vossa ajuda (nem que seja €1) será muito importante e fará a diferença!
Do fundo do coração e em nome de todas elas, Muito Obrigada»!
Su (96 234 22 65, e-mail: susanamariaoliveira@gmail.com )
Em jeito de homenagem
Agarrem-no senão ele vai!
Depois, foi o "vou, não vou". Não foi.
Quando hoje ouvi na rádio que Carmona Rodrigues ainda vai anunciar se é ou não candidato ri-me a bom rir, a pensar na cara do jornalista da estação quando reparasse que estava a ler uma notícia antiga. Substimei Carmona. Agora, aguardo com expectativa o que se vai seguir. Avança? Não avança? E a quem é que isso ainda interessa realmente? Lembram-se do Tino de Rans, que catalizou o congresso do PS mas depois nunca mais largava o microfone?
Leiam-lhe as letras pequeninas das regras, sff.
Segunda-feira, Maio 21, 2007
Cutty Sark
Queda para a câmara
António Pedro Carmona Rodrigues, há um ano, a descer Alfama de BTT. O "slogan" da campanha, a existir campanha, podia muito bem ser: Carmona, o homem que enfrenta as quedas...
Cheira a Lisboa
Dragão de ouro
Como num velório
Super Pop
Vamos a isso!
Etiquetas: José Sócrates
Um sonho azul e branco
Parabéns aos tripeiros, honra seja feita aos vencedores. Fiquem lá então com o campeonato, que nós vamos prá semana ao Jamor arrecadar o caneco, carago!
Etiquetas: Bocas
Um decisivo equívoco dos nossos tempos
(...) o ‘politicamente correcto’ não só funciona como censura mas também como um meio de transformar a realidade. Chamar as coisas pelos nomes é o primeiro requisito de qualquer discussão séria. Distinguir a realidade da fantasia é a primeira condição para qualquer análise política verdadeira. A ler tudo, no Insurgente por Patricia Lança.
Etiquetas: Ler os outros
O outro que era eu*
Etiquetas: Ler os outros
Descanse em paz
Domingo, Maio 20, 2007
Diz que é uma espécie de entidade civil
Corrijam-me se eu estiver a perceber mal, mas a governadora civil de Lisboa marcou uma data para as eleições que, prejudicando Helena Roseta, favorecia António Costa. Depois, foi obrigada a mudar a data e ficou nas calmas. Finalmente, apareceu ao lado de António Costa a apoiar a candidatura deste "na qualidade de cidadã". Pode-se fazer isto?!?
Tempestade perfeita
Os grandes partidos portugueses parecem caminhar alegremente para um valente susto nas eleições de Lisboa. Adivinham-se votos de protesto, candidatos independentes a minarem os resultados tradicionais, maus candidatos em cada partido (com uma excepção, António Costa), apenas um candidato com experiência lisboeta (o do PCP), discussão de assuntos laterais e discursos populistas (e ainda não vimos os previsíveis golpes baixos). A campanha será curta, com grande separação da realidade, disparates em doses cavalares e uma previsível data de votação em dia de praia, com um quarto da população de férias. Cenário para uma tempestade perfeita?
Domingo
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas disso. Eu vos enviarei Aquele que foi prometido por meu Pai. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos com a força do alto».
Depois Jesus levou os discípulos até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. Enquanto os abençoava, afastou-Se deles e foi elevado ao Céu. Eles prostraram-se diante de Jesus, e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria. E estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus.
Da Bíblia Sagrada
Etiquetas: Cristianismo, Religião
Blogosfera futura, os tomates
Etiquetas: Ler os outros, Passatempo para gente que está aborrecida
As palavras dos outros
O que é a justiça?
Etiquetas: Livros
Sábado, Maio 19, 2007
...(...)...
Os tugas (8)
No país dos valentins
A frase
"Nem o primeiro-ministro se chama Tony, nem eu me chamo Gordon".
António Costa, in 'Expresso'
Sexta-feira, Maio 18, 2007
Algumas dicas práticas para Marques Mendes
Não conseguiu evitar alguns pequenos erros, julgo que por descurar os pormenores (por exemplo, que ideia foi aquela de, numas jornadas, aceitar falar num palanque rodeado pela frase "Objectivo: crescer 3%"?; ou decidir que "arguido não entra" sem antes fazer uma lista de arguidos reais e potenciais em quatro anos?).
O processo da câmara de Lisboa, no entanto, correu-lhe mesmo mal. Mas há que aprender com os erros:
1 - Nunca anunciar uma demissão sem o demitido estar ao lado a acenar com a cabeça que sim;
2 - Nunca convidar ninguém sem tomar precauções mínimas prévias.
Por exemplo, quer convidar Fernando Seara para candidato a Lisboa? Primeiro que tudo, há que arranjar alguém de confiança que vai jantar com o visado. A conversa pode ser mais ou menos assim:
- É pá, Fernando, há um grupo de pessoas no PSD que me pediu para te sondar. Gostávamos que fosses candidato a Lisboa e queríamos propor o teu nome ao Mendes. O que é que achas?
- Blá blá, tenho que pensar, blá blá
- Então diz-me qualquer coisa ainda hoje, porque eu tenho medo que o Sicrano (nomear alguém profundamente irritante para Seara) se antecipe.
- Blá blá, esse gajo é um garganeiro, blá blá
- Então já sabes. Entretanto, bico calado. Leste o livro do professor, sabes como são estas coisas. O Mendes, então, fica uma fera! Se sair alguma coisa nos jornais é razão para já nem querer ouvir falar de ti!
Muita maçada se teria poupado.
Uma grande alegria!
As coisas mesmo importantes não se adiam por muito tempo. Nem as tomamos como facultativas. Cumprem-se primeiro, podem ser questionadas depois. Não perguntei a nenhuma das nossas crianças se queriam ou não ser portuguesas. E se queriam ou não o nosso amor de pais. Ou que língua queriam falar. Por amor tomámos isso tudo antecipadamente por acertado.Etiquetas: Cristianismo
Aquele abraço
A cena indescritível protagonizada por um grupo de secretários de Estado e um ex-ministro que se candidata em Lisboa é, para mim, de uma notória falta de sentido de Estado. Eu sei que as televisões adoraram, que toda a gente hoje em dia acha normal que um grupo de governantes e homens de responsabilidade na alta hierarquia do Estado se abrace à boa maneira da liga de basketball norte-americano, mas eu não vou nessa. Eu vou continuar a ser antiquado e a achar que nestas ocasiões deve haver sempre um certo respeito e contenção. Os abraços e os give me five podem esperar por um qualquer jantar de despedida em restaurantes como o Terreiro do Paço ou o Eleven. Em Belém a etiqueta é outra.Guedes, o ambientalista
Lisboa está a mudar
A ler
1. "Preocupo-me com ele", de Helena Ayala Botto.
2. "Critérios", do Paulo Gorjão.
3. "Altos e baixos", de João Caetano Dias.
4. "Papel de parede lisboeta", da Marta Rebelo.
5. "O poder corrompe?", de José.
Os tugas (7)
Casar não é obrigatório!
O efeito mais perverso do "divórcio na hora" é a sentimentalização do casamento. Ao trocar a figura jurídica do divórcio litigioso, sempre traumático, pela piedosa ficção do divórcio por "fim do amor", cláusula puramente subjectiva, a lei torna-se arbitrária e parcial - a favor do lado que quer o divórcio. Não há nenhum outro caso em que a oscilação afectiva sirva de fundamento à denúncia de um contrato. Mas, se houvesse, alguém devia explicar aos incorrigíveis românticos da nossa esquerda que o contrato de casamento nada tem a ver com o amor. Pelo menos, tal como o imaginam no Bloco: suspiros, palpitações, passarinhos a cantar e aquele fogo mais forte do que todos os conselhos da nossa mãezinha nas pontas dos dedos e de outras extremidades suspeitas. (...) A não perder na integra aqui.
Etiquetas: Ler os outros
Os tugas (6)
- Filho, queres um Sumol ou um galão c'a sande?
- Pode ser um Sumol...
- Bebes um galão que é por causa das coisas!
Quinta-feira, Maio 17, 2007
Louvor às rotinas e aos rituais
Sou uma pessoa basicamente indisciplinada e logo assim bastante desorganizada. Quando era miúdo, lembro-me bem, só não perdia a cabeça porque estava agarrada. E assim se manteve até hoje nem sei bem como. Então a minha cabeça voava, voava. Sempre fui um sonhador, um idealista, com traços de meio poeta. Focado numa qualquer paixão de circunstância, perdia-me facilmente. Estas características cedo me guiaram ao caos. Até ao liceu não me lembro de ter agendado um teste e estudar a sério o que fosse. Cada um era uma surpresa aterrorizadora, descoberta no corredor antes de entrar para a aula. As minhas notas eram imprevisíveis. Era capaz do melhor e do pior. Vesti muitas meias desemparelhadas, perdi documentos importantes, cadernos, livros e até deixei a minha mochila viajar sozinha de autocarro até ao Bairro Madre de Deus. Chegado ao auge da adolescência, com as experiências inerentes ao estatuto, com as borgas mais ou menos alcoólicas ou psicadélicas, o caos chegou ao rubro. Por essa altura experimentei uma precoce e traumática experiência laboral, como paquete de uma conhecida empresa de promoção de torneios desportivos. Resultado: depois de várias broncas e humilhações descobri que só havia uma maneira de sobreviver no mundo concreto real e cruel: pousar os pés no chão e organizar-me. Foi duro e levou muito tempo.Hoje, passada a tormenta e digamos que bem sucedido, considero-me um homem feliz em grande parte graças às rotinas que afincadamente criei, e aos rituais que aprendi a referenciar. Hoje, deixo o telemóvel no mesmo sítio todos os dias. A carteira e os meus pertences apenas em caso de catástrofe não estarão no sítio previsto. Doeu muito mas hoje sou surpreendentemente organizado, quase como um computador (a minha descoberta dos computadores foi determinante para a minha organização mental). O meu telemóvel ou o portátil apitam sempre quando tenho uma reunião ou outro compromisso. Ou quando um familiar ou amigo faz anos. Desta forma ainda não falhei um aniversário de casamento. Raras vezes chego atrasado a algum sitio. Com o tempo aprendi a dominar o tempo. Deito-me a horas e levanto-me com as galinhas. Com um sempre delicioso café, sempre à mesma hora, com os previsíveis (e também às vezes deliciosos) programas familiares, um trabalho exigente e cansativo, levo afinal uma vida bastante previsível. Quando faço uma noitada fico quase dois dias doente.
Hoje sou o mais certinho dos seres vivos. Convicto, contente e sem arrependimento. Agora, promovo animadamente os rituais e rotinas, como se fossem as linhas e as margens de um caderno onde escrevo a minha vida. Que inspiram e suportam segurança e um projecto de vida. Rotinas e rituais que afinal são garantia de liberdade... proporcionando por vezes umas boas fatias de pacíficos tempos livres. Que servem até para com eles eu quebrar uma sólida rotina e falhar algum importante ritual.
O tribunal mais político do País
A fraqueza de Carmona
As palavras dos outros
As eleições de Lisboa
Ainda a procissão vai no adro, mas já parece evidente que as eleições de Lisboa vão mudar o cenário político. Os dois maiores partidos registam crescente dificuldade em manter a unidade. O PSD tem problemas adicionais, pois a sua divisão ameaça tornar-se permanente. A questão pode estar relacionada sobretudo com o afastamento do poder e rivalidades internas, mas penso que pode ser mais grave: trata-se da ausência de ideologia e, portanto, de argamassa. O PSD anda à procura de ideias e não encontra as causas que levam as pessoas a votar num partido. Com a derrota que se adivinha em Lisboa, (o candidato não é mau, é péssimo) Marques Mendes terá a sua liderança muito ameaçada.
Os problemas da direita vão mais longe. Na luta pelo poder dentro do CDS, o então presidente do partido avisou que dificilmente o eleitorado votaria em 2009 naqueles que perderam em 2005. A frase ameaça tornar-se profética. Após ter sido copiosamente derrotado na Madeira, Paulo Portas prepara-se para ser irrelevante nas eleições de Lisboa.
As dificuldades à esquerda são também visíveis, mas penso que terão efeitos apenas a médio prazo. O aparecimento da candidatura de Helena Roseta, depois do que se passou nas presidenciais, revela que o PS tem uma crise inversa da do PSD: ali, a questão é ideológica e promete uma divisão a prazo. Se o PS não estivesse no poder, os problemas seriam bem mais sérios e a ala esquerda já teria feito estragos.
Nestas eleições, continuaremos a ver a luta entre Bloco e PC, com vantagem para os segundos.
A capital é um dos mais importantes centros de poder do País. António Costa tem todas as condições para vencer a eleição, sobretudo se conseguir manter o debate nas questões de Lisboa. Por outro lado, faltam dois anos para as legislativas e a direita já não tem muito tempo para se reorganizar. O Bloco, para sobreviver, terá de entrar em outras questões, na ecologia, por exemplo, mas também ganhar mais eleitorado na ala esquerda do PS, aproveitando o descontentamento com as políticas de José Sócrates. No CDS, dificilmente será esquecida a luta interna, uma verdadeira vitória de Pirro para Paulo Portas. E o PCP, de forma paradoxal, resiste nas bases, sonhando com o dia em que será crucial para formar um governo de esquerda.
Etiquetas: Política
Os tugas (5)
- Farto disto, pá. Os políticos andam todos a roubar. Gatunos do caraças. País de merda, pá. Não há meio de endireitarem isto. A culpa é do povo português, que é estúpido. Cambada de calhaus. Escolhem sempre a mesma corja para mandar, pá.Carmona quer enfrentar Mendes
Para isso Carmona conta com a experiência adquirida na CML para, nos debates, falar cara a cara com Costa, Roseta, Sá Fernandes e Ruben de Carvalho. Negrão, que quererá, como ontem, vir invocar o que Costa fez no Governo, poderá ficar a falar sozinho. Terá, isso sim, que sair de Setúbal (onde mora e é eleitor) e vir conhecer Lisboa. Saber se o túnel do Marquês melhorou ou não a circulação automóvel, se há solução para a Baixa-Chiado, para os bairros sociais, para o caos financeiro. Depois, noutros 'fora' pode confrontar Costa com o que quiser.
Quarta-feira, Maio 16, 2007
Para o João Queiroz
O enigmático perfil de Espinoza passou a acompanhar-me para todo o lado e a ocupar um lugar de destaque em todas as minhas casas de tal forma que, quando começaram a falar, os meus filhos peguntaram se era o pai, julgo que induzidos em erro pelo excessivo nariz de ambos.
Recentemente, em nova mudança de casa, retirei mais uma vez o Espinoza da parede para ser embrulhado e transportado. E só nesse momento reparei nas letras pequenas, traçadas a faca no fundo azul: Wttg.
João Queiroz,
Vi hoje no jornal que tem uma exposição no espaço Tranquilidade do Chiado. Segundo li, são paisagens. Quando fizer uma exposição de retratos, o Wittgenstein está comigo.
O aeroporto fica onde está
Político não entra
Novo inquérito
Estreia hoje um novo inquérito no Corta-Fitas sobre as eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa. Pleno de actualidade, aqui ao lado na barra lateral:
Qual o candidato ideal para liderar a Câmara Municipal de Lisboa?
António Costa
Carmona Rodrigues
Fernando Negrão
Helena Roseta
Manuel Monteiro
Ruben de Carvalho
Sá Fernandes
Outro
P. S. - Como Paulo Portas está a fazer caixinha e ainda não avançou com nenhum nome, pode ficar com o "outro". Pelo menos até ao congresso do CDS/PP, onde promete fazer revelações bombásticas...
Postal não ilustrado
História de algibeira (21)
A Rainha D. Amélia (...) foi na opinião dos seus contemporâneos a rainha mais bela do seu tempo. (...) em 1898, aos 33 anos, apareceu ao escritor Eça de Queirós como “terrivelmente linda – e extra-amável”. Foi também uma das rainhas menos afortunadas. Cumpriu o seu papel oficial durante vinte e um anos, apenas para ver o marido e o filho mais velho morrerem à sua frente , assassinados durante um atentado em que ela teve de se defender batendo na cara de um dos pistoleiros com um ramo de flores. Aconteceu a 1 de Fevereiro de 1908, na Praça do Comércio, em Lisboa. Aos 43 anos, D. Amélia vestia-se de negro.Pouco tempo depois (...) a mulher do representante diplomático de França em Portugal encontrou a rainha no Palácio das Necessidades, em Lisboa. (...) Acabara de enterrar o marido mais velho num país onde ninguém mostrava grande pena pelo destino da família real. O filho mais novo, que tinha sido ferido no atentado e era agora o rei de Portugal parecia ameaçado. Outros talvez se tivessem entregue ao desespero, desistido, fugido. Mas D. Amélia sabia que não era uma pessoa qualquer. Como explicou à mulher do diplomata francês: “Quando on est dans le métier, on ne lâche jamais.” Era uma rainha, nascida de uma família real. Não ia desistir, ia aguentar até ao fim, enfrentar tudo, cumprir o seu dever.
Excerto da introdução de Rui Ramos ao livro Rainha D. Amélia Memórias Inéditas de Lucien Corpechot, Editora Caleidoscópio Abril 2007.
Imagem: D. Amélia em visita ao Dispensário de Alcântara - daqui
Etiquetas: História
Tudo simplex, um dia de trabalho perdido.
A dúvida
Portas abertas: do TC para o MAI
Sobre o que escrevi aqui ontem, leia-se hoje o meu amigo Carlos Abreu Amorim e o constitucionalista Vital Moreira. Insuspeitos de algumas vez terem estado de acordo...
À quinta no 5
A Marta Rebelo não pára de nos surpreender. Agora vai estar no Cinco Dias às quintas-feiras. Indispensável.
Tertúlia literária (181)
O fim da era Mendes
"Falar de blogues"-Amanhã
17 de Maio, às 19 horas, na livraria Almedina, Atrium Saldanha, Lisboa
Há cronistas que têm blogues. Porquê? O que acrescenta o blogue à crónica na imprensa e ao comentário na televisão?
Abrupto, José Pacheco Pereira
Bicho Carpinteiro, José Medeiros Ferreira
Bomba Inteligente, Carla Quevedo
Glória Fácil, Fernanda Câncio
Há partidos com problemas sérios
Reunião da célula de Lisboa do PNR.
- Companheiros, vamos apoiar o Negrão?
- Não podemos, é contra os estatutos.
Terça-feira, Maio 15, 2007
A enésima escolha
Marques Mendes encontrou finalmente um candidato para Lisboa: Fernando Negrão. Depois das recusas de Manuela Ferreira Leite, Paula Teixeira da Cruz, Joaquim Ferreira do Amaral, Eduardo Azevedo Soares, Fernando Seara, Marcelo Rebelo de Sousa, Alexandre Relvas, Álvaro Barreto e José Pacheco Pereira, entre os que foram efectivamente convidados e os que só foram sondados.Cá vai, cá vai....
É, pois, com os dedos trémulos de emoção que me atrevo a partilhar uma suspeita sobre as intenções do nosso Primeiro. Despachado o António Costa para o buraco que é a Câmara de Lisboa, para o qual foi aliciado com sonhos de protagonismo e outra quinquilharia do género, falta arrumar o Mário Lino, autor da péssima piada sobre a validade do seu canudo de engenheiro quando comparado com o do nosso Primeiro. Suspeito que vai para vereador dos espaços verdes, ou assim.
Vamos ao que interessa
Pereira e Costa, Lda.
Já António Costa prova a sua vocação para salva-vidas do secretário-geral. Em três anos é cabeça de lista ao Parlamento Europeu e larga Estrasburgo para vir para o Governo, como seu número dois. Agora larga o MAI para ir para os Paços do Concelho, evitando mais uma derrota política de Sócrates. O País soma e segue.
Sarkozy em directo
As portuguesas serão mesmo assim?
Sugestão para Lisboa
Pela democracia e por Lisboa...
Não haverá por aí nenhum voluntarista e patriótico advogado que interponha rapidamente uma providencia cautelar ao Dr. Sá Fernandes inibindo-o de boicotar impunemente a governação da câmara por mais dois anos? Alguém, utilizando as artimanhas deste inqualificável edil, lhe deveria assacar as responsabilidades por tanto prejuízo causado à cidade de Lisboa.Costa, o imbatível?
Mas Costa não é imbatível, ao contrário do que o PSD vai julgando por estes dias. Desde que se soube que o Secretariado do PS, vulgo Sócrates, tinha escolhido o ministro que Marques Mendes perdeu o controle do processo de escolha do candidato do PSD. Com um óbvio nervosismo, Mendes deixou que várias figuras próximas de si sondassem candidatos, fizessem contactos e acabou por acontecer o insólito: Fernando Seara, que nem sequer era a primeira escolha, a dizer nas televisões que foi convidado e que por "motivos pessoais" não aceita. A partir de agora qualquer nome que não seja de primeira água será uma segunda escolha. Porque Costa não é imbatível, mas será um osso muito duro de roer. O PSD tem que apelar aos seus melhores quadros. Ao nível de uma Manuela Ferreira Leite ou de uma Paula Teixeira da Cruz. Tudo o que vier por aí abaixo estarám condenado ao mais humilhante dos resultados. A ex-ministra está bem no seu lugar de administradora de um grande banco espanhol. A advogada tem certamente motivos fortes para não aceitar. Só que pertencer a um partido como o PSD não tem só vantagens, há sacrifícios que se têm de fazer. E este era, ao mesmo tempo, o grande desafio.
Saiba mais
GEMINAÇÃO VILA DAS AVES - SAINT-ETIENNE-LES-REMIREMONTA convite das entidades autárquicas de Saint-Etienne-Les-Remiremont, o executivo de Vila das Aves promoveu a deslocação de um grupo de 35 pessoas àquela cidade francesa, a fim de aí se comemorar o 20º aniversário da assinatura do protocolo de geminação.
Concluindo uma viagem de 25 horas, em autocarro, o grupo chegou ao seu destino, pelas 10.30 do dia 28 de Abril. Depois de uma acolhedora e, díriamos mesmo, fraterna sessão de boas vindas, pudemos degustar sabores franceses num almoço servido no Pavilhão de Desportos, onde funciona diariamente o Restaurante Escolar.O restante tempo foi de repouso e convívio nas famílias de acolhimento – ocasião propícia para partilhar conhecimentos dos respectivos países de origem e (para alguns) o alegre reviver de momentos vividos em comum, seja em Vila das Aves, seja em Saint-Étienne.
(informação e fotografia retiradas do site da freguesia)
Segunda-feira, Maio 14, 2007
Imagine-se o absurdo...
...na última jornada o Futebol Clube do Porto está a ganhar ao Desportivo das Aves nas Antas por um a zero. O povo nas bancadas antecipa euforicamente a festa do título. Entretanto o Sporting está a ganhar ao Belenenses mas isso já pouco importa.De repente, o insólito acontece: de um cruzamento fortuito o ponta de lança do Aves mete a bola dentro da baliza... com a mão! A equipa de arbitragem, num colectivo lapso de vista, valida o tento e o Porto termina o jogo empatado.
Quem seria o campeão?
No domingo, somos todos avenses
Vila das AvesOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Vila das Aves
Brasão
Concelho Santo Tirso
Área 6,07 km²
População 8 492 hab. (2001)
Densidade 1 399,0 hab./km²
Orago S.Miguel Arcanjo
Freguesias de Portugal
A Vila das Aves é uma freguesia portuguesa do concelho de Santo Tirso, com 6,07 km² de área e 8 492 habitantes (2001). Densidade: 1 399,0 h/km². Foi elevada a vila em 4 de Abril de 1955, sendo até aí conhecida somente como Aves.
Aqui se situa a Escola da Ponte, uma escola básica particular que segue o paradigma da educação inclusiva.
O Clube Desportivo das Aves é o clube de Vila das Aves.
À boca da urna
Gostei de ler
Casos de polícia - Homicídios políticos. De Laura Abreu Cravo, na Atlântico.
Tony Blair, um caso clínico? De António Oliveira, na Estrada Poeirenta.
Casablanca. João Caetano Dias, no Blasfémias.
Questão polémica
Etiquetas: Fracturas expostas
Dias portugueses
Algures nuns subúrbios totalmente caóticos e indescritíveis, sai de uma vivenda (igualmente indescritível) um sujeito com uma tshirt da selecção, com uma super bandeira da selecção nas janelas e, num acto de amor à Pátria, despeja o lixo numa lixeira a céu aberto a 15 metros de casa (com sofás velhos, colchões, fogões e toda a espécie de porcarias.)
Algures numa praia nos arredores de Lisboa, uma jovem usa uma tshirt da selecção com os dizeres "Até os comemos". O que comeram não sei, mas as latas e as garrafas lá ficaram, vazias. Mais amiguinhos da pátria.
Algures na estrada para Lisboa, numa fila com algum trânsito, sai um casal de um carro, aproxima-se aos gritos do carro da frente, desatam aos pontapés ao carro e ao sujeito que se encontra dentro do carro através da janela aberta. Tão assustada, nem ohei para as t-shirts.
Algures num bairro "fino" da cidade, vejo duas carrinhas em movimento com os condutores animados ao telemóvel. Instaladas nas cadeirinhas, duas crianças por viatura. Não, não e não.
Algures numa rua no centro da cidade, um sujeito tenta estacionar em cima da passadeira. Uma transeunte ajuda-o e ajeitar a viatura: "um nadinha mais para trás. Isso. Bem em cima das riscas. Perfeito, disse ela rindo-se. " Finalmente entendeu. Estava difícil.
A vantagem de Seara

Fernando Seara poderia sempre trazer a Periquita para Lisboa, não? Desde pequenino que adoro os travesseiros e as queijadas e, como já não temos lá casa (foi-se em pleno PREC), dava sempre jeito, poupava-se na viagem e naquele trânsito infernal do fim de semana. Também evitava o IC-19, que não há meio de virar auto-estrada. Aceite lá o desafio do dr. Mendes, caro amigo, e, se não conseguir trazer a Periquita, pode sempre tentar a Sapa, o Gregório ou a Casa do Preto. Eu que fui baptizado ali em S. Pedro de Sintra ficava-lhe muito agradecido...
Os tugas (3)
Blogger, O Pensador
Corre por aí um novo concurso onde o Corta-Fitas foi brindado (e já é a segunda ou terceira vez) com um elogioso prémio. Desta vez, o excelente Geração Rasca elegeu-nos (muito bem acompanhados) como um dos cinco melhores Thinking Blogs. Como a iniciativa me parece louvável, aqui vão cinco blogues de que gosto muito e outros cinco de que gosto imenso (não vou incluir aqui o da nossa Miss Pearls para não ser acusado de favorecimento)...Blasfémias
Bloguítica
Atlântico
Origem das Espécies
Grande Loja do Queijo Limiano
Portugal dos Pequeninos
Geração de 60
Tugir
31 da Armada
A Lasciva
P. S. - Como é evidente, a lista é demasiado curta, por isso optei por pôr mais cinco, dos quais gosto tanto como os outros. Ainda estou aqui a pensar em mais uns dez ou 15, mas não quero abusar...
Tertúlia literária (179)
Hemisfério feminino
Aves raras
Recomendação
Domingo, Maio 13, 2007
Domingo
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou. Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse. Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis».
Da Bíblia sagrada
Etiquetas: Cristianismo, Religião
Os tugas (2)
Fé
Sábado, Maio 12, 2007
12 de Maio

Que todos os seres venham a alcançar a felicidade e as causas da felicidade,
Que todos os seres se livrem dos desgostos e das causas dos desgostos;
Que todos eles nunca sejam separados da felicidade sagrada que é sem desgostos,
Que todos eles possam viver em igualdade, sem demasiados apegos e sem demasiadas aversões.
E que vivam a acreditar na igualdade de todas as vidas». OM
Desaparecido em combate
O corredor de fundo e o beco sem saída
Descubra as diferenças
Vá lá, mãozinhas à palmatória

Vivo e trabalho na zona directamente afectada pelo túnel do Marquês e durante seis anos ouvi tudo e mais alguma coisa sobre ele. Que não ia resolver nada, que não tinha segurança, que a inclinação era proibida pela União Europeia, que passava a não sei quantos centímetros do túnel do metropolitano, que ia aumentar a poluição, etc, etc. Depois, quando abriu, depois de mais não sei quantos alertas de "especialistas" em segurança, o trânsito melhorou imenso e as pessoas gostaram. Mas os jornalistas, entre os quais alguns com quem falei pessoalmente, e outra "vozes autorizadas", de má vontade, lá alertaram: "tá bem, isto é dos feriados, a cidade está vazia, deixa chegar uma semana normal e vais ver se resolve alguma coisa". Pois bem, essa semana "normal" acabou de passar e eu testemunhei pessoalmente, de carro e andando a pé por ruas antes totalmente engarrafadas na hora de ponta do fim da tarde (Joaquim António de Aguiar, Castilho, Alexandre Herculano, Braamcamp, Barata Salgueiro, Av. da Liberdade, Rodrigues Sampaio, Fontes Pereira de Melo, António Augusto Aguiar, a própria rotunda, entre muitas outras), a extraordinária melhoria que o túnel veio trazer. Todos os especialistas que andaram entretidos durante anos a pôr defeitos na obra estão caladinhos que nem uns ratos, a começar pelo "inqualificável" José Sá Fernandes (para usar o termo que ele gosta tanto de aplicar aos outros...) que no dia da abertura punha um ar grave e, como tem que dizer sempre qualquer coisa quando lhe põem um microfone à frente, aconselhou os autombilistas a andarem a 30 km/h no túnel. Uma jornalista, quando lhe perguntei, "então que tal o túnel?", lá respondeu contrariada que já tinha havido dois "acidentes"...ou seja, dois toques entre dois carros....Ou seja, não há nada a fazer. Por honestidade intelectual, já não espero nada dessas pessoas, no reconhecimento dos erros que alimentaram durante anos. Mas, apesar de tudo, esperava um mínimo de decência.
Sexta-feira, Maio 11, 2007
A ler
1. "Sem limites", do Vítor Cunha.
2. "Céu muito nublado em Lisboa", do Paulo Gorjão.
3. "E agora, Lisboa!", de Sofia Loureiro dos Santos.
4. "O tempo da Justiça", de Pedro Norton.
5. "Obama passa Hillary pela primeira vez", de André.
6. "O mesmo problema", do Carlos Furtado.
7. "Tem de ser regulamentado!", do Carlos Abreu Amorim.
Boas vindas
Costa sob pressão
A verdade é que Sócrates está num beco sem saída, depois do anúncio de candidatura de Helena Roseta e das recusas de Ferro Rodrigues e supostamente de António José Seguro, um nome que o primeiro-ministro nunca quis, mas que chegou a testar em sondagens. Resta quem? João Soares? Talvez. Ana Paula Vitorino? Um suicídio. Edite Estrela? Um desastre ambulante. Maria de Belém? Faria certamente uma campanha animada, combativa e certeira, só não se sabe se seria suficiente. Mas António Costa é um upgrade, é a demonstração de que Sócrates teme o "efeito Roseta". Por isso, resolveu chamar o seu melhor nome. O número dois do Governo. O homem que o substitui nas ausências para férias no Quénia, no Brasil ou na neve. O bombeiro para todo o serviço.
Só que António Costa, se for realmente inteligente, como penso que é, não aceita. Ao trocar o cargo de ministro de Estado e da Administração Interna pelo de candidato à CML estará a rebaixar-se mais do que a acudir ao primeiro-ministro. Estará também a hipotecar o futuro, no cenário pós-Sócrates, lá para 2013. Tudo porque uma vitória em Lisboa, apesar do marasmo no PSD, é tudo menos segura a partir do momento em que Roseta entrou na corrida.
Costa está neste momento entre duas apostas: na casa preta, a de vir a ser uma espécie de Fernando Nogueira daqui a uns anos; na casa vermelha, a de arriscar tudo o que tem e não tem numa luta imprevisível que, se for bem sucedida, lhe dará dois anos e meio de dores de cabeça e nenhum poder. Nem político, nem estratégico.
Quinta-feira, Maio 10, 2007
Alguém falou em circo?
“Fui eleito pelas pessoas da minha cidade. Saio agora com o voto dos partidos”
“Digam não à vaidade, aos jogos partidários e à jurisdição política”
"Vi-me transformado de bestial em besta e no bode expiatório de todos os interesses que giram em torno desta câmara. Mas não abandonei o barco e continuo a acreditar que o tempo me dará razão" - Carmona Rodrigues.
... Das ist Portugal.
O circo continua
A situação mudou
Paulo Gorjão, em Bloguítica, elogia a posição de Marques Mendes sobre o novo tratado europeu e lembra afirmações do líder do PSD, segundo o qual deve haver referendo em Portugal “qualquer que seja o conteúdo” do tratado, por ter sido esta a promessa de todos os políticos. Escreve Paulo Gorjão: “Ao contrário do que mandaria o manual pragmático de regras de procedimento, Marques Mendes, voluntariamente, retirou a si próprio qualquer margem de manobra numa questão de princípios. Ainda bem”.
Concordo com o que escreve o autor de Bloguítica, mas discordo do elogio. Penso que a posição de Marques Mendes constitui um erro político.
Confirmada a eleição de Sarkozy, os líderes europeus tentarão aprovar um tratado limitado ao que consideram essencial: as regras institucionais da UE. O plano A inclui presidência fixa, comissão de pequena dimensão, MNE vice-presidente da comissão e alargamento das maiorias qualificadas. Será mais fácil fazer cooperações reforçadas e haverá políticas comuns em novos domínios, como justiça e imigração.
Isto será vendido como mini-tratado, tem tudo o que é necessário e pode ser ratificado pelos parlamentos nacionais (em França ou no Reino Unido).
Feita esta negociação, que até pode coincidir com o fim da presidência portuguesa, Marques Mendes terá o seu bizarro referendo, que presumivelmente servirá para dizer “sim”. E se o povo português disser “não”? Volta tudo à estaca zero?
Os políticos devem cumprir as promessas, concordo, mas não devem cumprir aquelas que a realidade entretanto tornou irreflectidas.
Etiquetas: Europa
Estrelas de cinema (7)
O filme de Iñárritu é muito bom pelo argumento, pela narrativa, pela montagem, pela banda sonora. E também pela excelente qualidade dos seus intérpretes, com destaque para a japonesa Rinko Kikuchi e a mexicana Adriana Barraza, que ombreiam com a nata de Hollywood, representada nesta película por Cate Blanchett e Brad Pitt. Há aqui amor ao cinema. A um cinema ancorado no real – um cinema com poeira e lágrimas e suor e sangue. Nada de academismos decorativos: o compromisso de Babel é com a arte. Mas também com a vida.
A ler
1. O Triunfo da Ciência Arguidológica, de João Caetano Dias: "Há que saber separar o arguido trigueiro do arguido de joio. O facto de Jaime Soares se ter mantido em funções até hoje e não ter sido atirado pela borda fora pelo presidente do PSD, é uma prova da refinada capacidade de avaliação arguidológica do líder laranja".
2. Pedra de Roseta, de Paulo Gorjão: "Se o desempenho eleitoral de Roseta conduzir a uma votação final em que o PSD obtenha mais votos do que o PS, automaticamente os grandes derrotados serão os socialistas e José Sócrates em particular".
3. O Mal Amado, de Rui Ramos: "A política é o contrário da natureza: tudo se cria e tudo se perde, mas nada se transforma. Assim foi com Blair. Não houve queda e decepção, porque nunca houve apogeu e entusiasmo".
4. Coisas que me comovem, de Helena Ayala Botto: "Imaginar o sorriso de mosca gigante na cara de Manuel Monteiro por ter metade dos deputados que tem Paulo Portas na Madeira".
5. Óleo para fritura..., de Nuno Ribeiro da Silva: "Na América, a Venezuela, a Bolívia, o Equador e o velho de Cuba, insultam os Estados Unidos e interferem desesperadamente na política interna das duas clássicas potências regionais, o grande Brasil e a Argentina".
6. Um homem do fado, caça e das toiradas só podia ser um dos nossos, do Rodrigo Moita de Deus: "Em nome da direita portuguesa queria agradecer, penhoradamente, ao Dr. Manuel Alegre. Depois de ter sido o único candidato que verdadeiramente nos representou nas últimas presidenciais, o seu contributo para uma candidatura de Helena Roseta pode conseguir o que todos julgavamos ser impossível: uma vitória do PSD na câmara de Lisboa".
A saída de Blair
Tony Blair anunciou oficialmente a sua saída (que será a 27 de Junho) num discurso de grande qualidade, onde mostrou mais uma vez os seus enormes dotes de orador. Penso que Blair foi um dos melhores primeiros-ministros britânicos do pós-guerra e, certamente, um líder que ficará na história (onde muitos só conseguem acesso às tradicionais notas de rodapé). É ainda cedo para fazer um balanço, mas o Reino Unido é hoje um país mais próspero e influente, sem ter perdido o seu lugar na Europa. Blair também mostrou novos caminhos à esquerda e não é de todo líquido que Gordon Brown, o seu sucessor, não possa vencer as próximas legislativas. Há ainda outro ponto: após dez anos no poder, e apesar das controvérsias (sobretudo o erro do Iraque), o primeiro-ministro britânico deixa o seu país numa situação política sólida, sem divisões insustentáveis ou excessos ideológicos.Etiquetas: Internacional
Homens (2)
Perto de minha casa há uma florista. A avaliar pelo entra-sai, há muita clientela a comprar flores(e a que preços!). Mas hoje, não é a clientela no geral que me interessa. São os homens. Reparo com atenção quando saem com os seus ramos de flores (gostam muito do rosas, os cavalheiros), com alguma timidez, embaraço, sem jeito, a atravessar a rua em passo de corrida, pode ser que ninguém os veja, Deus queira que ninguém os aborde. O homem com quem hoje me cruzei, por exemplo, com um valente ramo de flores, quase que poderia dizer que sorria. Um sorriso apertado, envergonhado, indecifrável, mas era um sorriso. Como se o acto de transportar aquele ramo não estivesse na sua natureza, receoso que alguém lhe adivinhasse os pensamentos, o destinatário, lhe descobrisse a intenção, lhe capturasse o momento. No entanto, aquele homem sem jeito e possivelmente sem hábitos de florista, sorria. Aquelas flores tinham uma história, talvez fossem o início ou o mais um momento de uma história. Um romance, pensei logo. Um ramo de flores para fazer alguém feliz. E quando o homem se cruzou comigo, percebi que a felicidade era também aquele momento. Onde estarão agora aquelas flores? Abandonadas, espero, mas não esquecidas. Como lhes compete.
Com um brilhozinho nos olhos
dissemos sei lá
o que nos passou pela tola
do estilo: és o number one
dou-te vinte valores
és um treze no totobola
e às duas por três
bebemos um copo
fizemos o quatro e pintámos o sete
e com um brilhozinho nos olhos
ficámos imóveis
a dar uma de tête a tête
(Já editado)
Homens (I)
O blogue hoje acordou mais tarde, sem praticamente ninguém na Câmara, mas cheio de vontade de dançar.
(Hugh Grant "Love, Actually")
Mal podemos esperar
Entretanto, o "site" do CDS já está conforme com os desejos do líder de transformar o partido numa organização muito modernaça. Tem actualizações constantes e algumas pérolas notíciosas, como esta: "Frontal e duro. É esta a posição que Paulo Portas tomará quando se pronunciar sobre a actual situação na Câmara Municipal de Lisboa que, segundo este, será para breve. O líder dos democratas-cristãos tem mantido o silêncio em relação a toda a agitação vivida na autarquia de Lisboa nos últimos dias. E, sobre quando irá falar sobre toda esta crise, o líder do CDS-PP disse apenas que 'não falta muito', para além de que, o que tem para dizer 'é curto, directo, frontal e, em alguma medida, duro'."
O estilo da escrita não é bem a do antigo Independente, mas ao menos é "curto, directo, frontal e duro"... Pelo menos em "alguma medida". Só não percebo é todo o secretismo e reserva a falar com o "site" do próprio partido. Qualquer dia ainda temos Portas a responder desta maneira a um dos meninos que fazem o "site": "Sobre isso, não presto, neste momento, quaisquer declarações". O Paulo não tem mesmo noção.
Quarta-feira, Maio 09, 2007
Lisboa de saias
Acabo de ouvir Maria José Nogueira Pinto numa entrevista a Alberta Marques Fernandes no canal 2 afirmando com um vivo brilho nos olhos como gostaria de voltar à Câmara numa lista independente e de “salvação” para Lisboa. Depois de Helena Roseta, não seria esta a outra figura de proa, capaz de liderar uma lista que dignificasse este imprevisto acto eleitoral? Será Marques Mendes capaz de por momentos desligar “o aparelho” para dar ouvidos a uma alternativa à direita capaz de recuperar Lisboa? Agora é que são elas
Dúvidas que fazem pensar
Etiquetas: Ler os outros, Oscar Wilde
Teaser
O Corta-Fitas vai conhecer novos e interessantes desenvolvimentos. Muito em breve. Stay tuned.
Uma loura ou talvez três
Pensieri, pensieri...
Portas e os seus novos ídolos: Copiar é feio
E porquê? Desde logo porque os dois partidos de que fala o dr. Portas em história, tamanho e importância não terem nada a ver com o seu revisitado CDS. A UMP (União para uma Maioria Presidencial) é uma renovação/transfiguração do RPR (Rassemblement pour la République) de Chirac, partido poder de sempre em França, que por seu vez já era uma evolução depurada do gaullismo - que conheceu várias formas desde o original Rassemblement du peuple français (RPF) do general De Gaulle. O Partido Conservador inglês remonta aos finais do séc. XVII e, até era escusado dizer, é dos partidos a nível mundial que mais pergaminhos tem na governação, na defesa da democracia parlamentar e no sedimentar dos ideais justos na Europa e no Mundo. Na primeira versão, o dr. Portas não se cansou de garantir que era um fiel admirador de Winston Churchill e de De Gaulle com três ou quatro décadas de atraso. Na segunda, só fala em "Sarko" e Cameron, com cinco ou seis anos de décalage e já depois de ter passado pelo Governo com responsabilidades e sem seguir nenhum dos modelos passados ou presentes. 
Uma coisa é o dr. Portas andar muito excitado com a vitória do brilhante Sarkozy em França e com a iminência da derrota de Gordon Brown aos pés do Vote Blue, Go Green de Cameron, outra é querer revelar alguma semelhança, por mais leve que seja, com estes dois grandes partidos. Pode custar muito ao dr. Portas ouvir algumas verdades, mas o CDS não passa hoje de um partido marginal do sistema político, sem qualquer representação autárquica ou influência no aparelho do Estado. É um partido que não aspira a ser mais do que muleta do partido que ganhar as legislativas seguintes, desde que esteja disposto a sentar uns quantos supostos democratas-cristãos para comer à mesa do Orçamento.
A UMP e o Conservative Party são dois enormes partidos, enraízados nas respectivas sociedades, com grandes estruturas, com dirigentes locais reconhecidos, com quadros bem formados. Não são partidos de opereta de um só tenor.
Eu sei que ainda vamos ver o dr. Portas passar de infoexcluído a grande manobrador das novas tecnologias. Eu sei que ainda terá um blogue como Cameron tem, só para responder às questões dos militantes e potenciais eleitores. Eu sei que o dr. Guedes ainda irá aparecer como o grande defensor do Ambiente, como "excepcional" ex-ministro que foi. Eu sei que o dr. Portas ainda vai aparecer nos bairros problemáticos, como a Cova da Moura, sem gravata a dar-se ares de Sarkozy à portuguesa. Eu sei que até é capaz de aparecer por aí todo desportivo (quem sabe até montado a cavalo?), tal como o novo presidente francês. Mas tudo irá soar a déjà vu. Não basta recauchutar os pneus do velho CDS para aquela carripana de repente passar a andar bem. É preciso ter ideias novas, não basta copiar o que está feito. É preciso ter alguma noção de portugalidade. E para fazer alguma coisa a partir do que já existe, era bem mais inteligente fazê-lo em alguma coisita que conte, que tenha peso. Que chegue lá.Nani, o novo Giggs
O importante é Madeleine
Parece-me no entanto que, por mais incómodo que seja, o caso Madeleine é uma notícia. O caso, graças a Deus, é muito invulgar em Portugal. A mediatização destes factos é inevitável, e sem dúvida do interesse público. E não me parece que a atenção popular ao drama para já reflicta qualquer tipo de alienação de massas. Antes, acredito que o povo dispensaria de bom grado a novela decorrente e anseia apenas por um urgente final feliz. Porque quase todos somos afinal pessoas sãs e razoáveis.
Também por essa razão, como pai, recuso-me a hipotecar a liberdade da minha família cedendo à paranóia e aos “fantasmas”. Sei de antemão que o meu país (e a vida) não é, nunca foi um jardim celeste, mas nada justifica a cedência à opressão do medo, que impeça as nossas crianças de fazerem o seu caminho de crescimento, de autonomia com liberdade.
PS - Rezo a Deus por Madeleine e pelos seus pais.
PS 2 - Qualquer criança desaparecida, enquanto houver esperança, merece todos os recursos possíveis - o resto não interessa mesmo nada.
Etiquetas: Quotidiano
O valor do dinheiro
"A Comissão Europeia calcula que o poder de compra dos trabalhadores por conta de outrem em Portugal registou a maior descida dos últimos 22 anos, durante o ano passado. De acordo com o relatório semestral ontem divulgado, os salários reais portugueses caíram 0,9%". Esta notícia veio na imprensa de ontem e deveria impor mais respeitinho a Manuel Pinho e a Teixeira dos Santos quando invocam os números do passado. E, já agora, mais contenção quando puxam pelos seus galões. Já nem falo do primeiro-ministro, esse está sempre mais ocupado com questões fracturantes. Que eu saiba, a matéria não mereceu grandes comentários do Governo ou da oposição. Acho que o tema nem sequer é digno de levar ao Parlamento num agendamento potestativo ou num debate mensal. Afinal de contas, 22 anos é pouco tempo. Até parece que foi ontem...Terça-feira, Maio 08, 2007
You' ve got the look?
As palavras dos outros
Bernard-Henri Lévy*
*Com a devida vénia à Marta, que transcreve esta frase no seu blogue
Ganhar na rua o que se perdeu nas urnas
Violentos distúrbios em França, pelo segundo dia consecutivo: 730 viaturas destruídas e 78 polícias feridos só em Paris. É clara a intenção da oposição informal de fazer marcação imediata de terreno contra Nicolas Sarkozy, obtendo a vingança das ruas contra o veredicto das urnas. O presidente eleito tem uma tarefa muito difícil pela frente: reformar o mais irreformável país europeu, em que o défice da oposição política é compensado pelas pressões sociais, manifestadas nomeadamente através do poderoso aparelho sindical. Como enfrentar este desafio sem perder a sua base eleitoral de apoio é o teste mais sério à liderança de Sarkozy. Que - não esqueçamos - ganhou este escrutínio também pelo mérito de falar claro num país onde os políticos adoram enrolar as palavras. Bastou-lhe chamar escumalha à escumalha para fazer toda a diferença.
Postais blogosféricos
2. Também o Abrupto, de José Pacheco Pereira, está de parabéns. Por festejar igualmente quatro anos de actividade ininterrupta.
3. Mais jovem, mas não menos digno de felicitações, é um dos meus blogues regionais favoritos: o Amigos de Peniche, que acaba de entrar no segundo ano de existência. Um abraço daqui para lá.
O triunfo da ignorância
Tertúlia literária (178)
- Não consegui ler o Amor de Perdição até ao fim.
- Nem eu. Perdi-me pelo meio.
Thinking Blogger Award
Não sendo possível uma escolha justa de cinco blogues "de fazer pensar", muito menos que seja representativa das diversas opiniões conviventes no Corta-fitas, teimosamente aqui exponho e arrisco a minha selecção:
a) Origem das Espécies
b) Mel com Cicuta
c) Combustões
d) O Insurgente
e) O Amigo do Povo
Etiquetas: Ler os outros, Prémios
Segunda-feira, Maio 07, 2007
Telegrama solidário a Jacinto Serrão
Vitória, disse ela
Dúvida existencial
Se Marques Mendes também for aguido nalgum processo pedirá de imediato a demissão do cargo de presidente do PSD?
Tertúlia literária (177)
- D’Artagnan. Por se integrar bem no colectivo. Já sabes: sou de esquerda...
- Pois o meu herói é Robinson Crusoe. Por ser individualista. Já sabes: sou de direita...
Gostei de ler
3. Sarko. Do Pedro Mexia, no Estado Civil.
4. Ser claro. Do João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.
10. Uma solução para Alberto João. De Carlos Abreu Amorim, no Blasfémias.
11. E agora, José? Ficas-te? De Henrique Burnay, no 31 da Armada.
Wishful thinking
Etiquetas: Estados de espírito, Fracturas expostas, Férias
Sobre "O Amor"
O amor hoje é um conceito esvaziado: está demasiado associado ao prazer para representar a mais elevada forma de olhar cada ser humano com que nos cruzemos, nele reconhecendo a dignidade de criatura e de filho amado de Deus assim como sede de uma Promessa de eterna comunhão na glória n'Ele.
Remontar à pureza dos conceitos faz-me sonhar com banhos de Latim, Grego e Aramaico, para que as distinções se façam e se descubra a frescura de palavras como estas citadas, tão cruciais, e no entanto aparentemente banalizáveis com as cunhagens modernas superficiais.
Abominar a tirania, a violência, a oprimência seja em que contexto for já será um bom começo para o que nos devemos uns aos outros.
Etiquetas: Cristianismo, Ler os outros
Algumas notas
Por mais que Sócrates tente esconder, Jardim demonstrou-lhe que não foi bem recebido na Madeira o corte de mais de trinta milhões de euros no Orçamento por causa da Lei de Finanças Regionais. Por isso Sócrates não teve coragem de ir fazer campanha à Madeira.
Já Marques Mendes, como previa, colou-se completamente ao resultado de Jardim. Não é bonito de se ver.
2. Em França, Nicolas Sarkozy ganhou e fez um discurso enorme na hora da vitória. Realce para o empenhamento na luta contra a miséria, para o aviso aos EUA para se esforçarem mais contra o aquecimento global e para o reforço do ideal europeu. Sarkozy mostrou-se preocupado com o frágil equilíbrio do Mediterrâneo e saiu-se com uma frase que não esqueço. Qualquer deste género: "A quem não ganhou hoje, respeito e um sorriso".
3. Cristiano Ronaldo é campeão de Inglaterra em futebol. E José Mourinho interrompe a sua série vitoriosa na primeira liga inglesa. Os dois foram peças-chave nos títulos alcançados. Um deles terá de mudar de clube e de campeonato.
Domingo, Maio 06, 2007
Monsieur le Président

Nicolas Sarkozy - 53%; Ségolène Royal - 47%.
"Sarko" é o 23.º Presidente da República francesa.
"O leopardo saiu em busca de provisões que amenizem o estômago e o preparem para o que anda a acabar (...). E o leopardo, egomaníaco, esqueceu-se do Dia da Mãe-Leopardo. Chego ao topo da acácia e lá está ela, rodedada dos leoparditos, miando um sorriso doce e absolutório. A redenção da besta também se tenta com estas felizes escolhas. "
Mudam-se os tempos...

O outro vai a caminho do Eliseu, este segue dentro de momentos para o n.º 10 da Downing Street.
A ler
1. "Um equívoco perigoso", de Pedro Norton.
2. "Chega para lá", de Bernardo Lobo Xavier.
3. "Baptizados com água quente", de Filipe Nunes Vicente.
4. "Lisboa", de Sofia Loureiro dos Santos.
5. "My Funny Valentine V", de Laura Abreu Cravo.
6. "Radares", de Carlos Carvalho.
Domingo
Quando Judas saiu do cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora foi glorificado o Filho do homeme Deus glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l’O-á sem demora.
Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros.
Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».
Da Bíblia Sagrada
Etiquetas: Cristianismo, Religião
Madame Royal e a esquerda marialvista
Adoro ouvir estes “analistas” de cachecol na televisão: não são isentos, nem tentam sequer aparentar isenção. Alguns deles são professores de jornalismo. Com “mestres” assim, não custa perceber por que motivo o jornalismo anda em crise.
A terceira derrota de Sócrates
França e Madeira
Na Madeira, a questão central será saber por quantos vence desta vez Alberto João Jardim. A questão lateral, essa, é ver como e de que forma o PSD nacional se irá colar aos resultados de Alberto João. O presidente do Governo Regional já humilhou várias vezes o líder social-democrata, por actos e omissões, mas hoje à noite deve ser brindado de uma maneira muito especial no jantar dos 33 anos do PSD em Aveiro. Vai uma apostinha?
Sábado, Maio 05, 2007
Para um amanhã aventuroso...
Descriminalização imediata da delinquência geriátrica e do pequeno furto! "Mãos no ar" do Incontinente Nuno Pombo. Aqui.
Etiquetas: Ler os outros
Estilos
Frases a reter
Vasco Pulido Valente, no Público
"Não adianta perguntar qual o poder de Carmona, Paula Teixeira da Cruz ou Marques Mendes, porque a resposta é quase nenhum"
José Pacheco Pereira, no Público
Arregaçar as mangas para 2009
Um elefante numa loja de cristais
Conhecida de longa data a demagógica e rasteira retórica do Sr. João Soares, o eterno "príncipe real" do regime, ainda consigo espantar-me com as suas vulgaridades e o seu desplante. Este caricato personagem foi ontem o eleito very special guest star do Expresso da Meia Noite da SIC Noticias de Ricardo Costa e Nicolau Santos, que, pelas risotas manifestadas, lhe acham muita graça..Na sua habitual pose gabarola, mista de virgem ofendida e selvático predador, o Sr. Soares mostrou-se cheio de ganas de voltar ao local do crime. Mortinho por impingir ao povo uma nova (e cada vez mais ressentida) candidatura à câmara de Lisboa. Tudo por um heróico amor de bombeiro.
Chamuscada até aos cabelos pela actual situação da câmara, venha de lá então essa candidatura socialista, uma já costumeira e inevitável saga eleitoral que, suspeito, redundará de novo num eficaz favor aos seus adversários.
Sexta-feira, Maio 04, 2007
Ao volante
- Estacionarás no passeio sempre que necessário, mesmo que obrigues os peões a andar no meio da estrada. Se um se queixar, responderás indignado: “Também é má vontade! Então não vê que tem imenso espaço para passar?”
Vidro traseiro – serve para os condutores inimigos observarem os teus gestos obscenos depois de terem sido ultrapassados
“Só vi a velhinha quando ela se atirou para cima do capô do meu carro.”
“Já conduzo há 40 anos. Só tive o acidente porque adormeci ao volante por acaso.”
“O meu carro estava estacionado correctamente, quando bateu na traseiras de outro carro.”
A Bíblia do Bom Condutor
-Mostra aos teus companheiros de viagem como és corajoso, fazendo manobras perigosas e andando a altas velocidades. Se eles não gostarem, pior para eles; terás sempre a possibilidade de andar sozinho, sem precisar de aturar passageiros maçadores.
-De noite, se ficares encadeado pelos faróis de um carro vindo na direcção contrária, faz o mesmo. A vantagem deste tipo de acidente é que, como não vês o outro carro, nem tens tempo de ter medo dele.(...)
Momentos Kodak (49)
O terramoto de 1755, também conhecido por terramoto de Lisboa, ocorreu no dia 1 de Novembro de 1755 às 9:20 da manhã, resultando na destruição quase completa da cidade de Lisboa, e atingindo ainda grande parte do litoral do Algarve. O sismo foi seguido de um tsunami - que se crê terá atingido a altura de 20 metros - e de múltiplos incêndios, tendo feito mais de 10 mil mortos. Foi um dos sismos mais mortíferos da História. Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu 9 graus na escala Richter. Este último, na escala de Carmona, só não sei se atingiu o Allgarve...Foto: Rodrigo Cabrita
Desafio inevitável, sem batota política
que o executivo de Carmona Rodrigues, perdeu legitimidade política: terá também de submeter-se a votos nas eleições intercalares destinadas a eleger a nova câmara. Seria pura batota política manter os deputados municipais em funções enquanto se renova o elenco do executivo camarário. Não consigo imaginar Paula Teixeira da Cruz a pactuar com esta batota: ela sabe que isso iria manchar uma notável carreira que já a levou à vice-presidência do PSD e à presidência da distrital de Lisboa do partido. Carmona Rodrigues suicidou-se politicamente, na patética conferência de imprensa de ontem, ao manter-se agarrado ao cargo de presidente da câmara. Teixeira da Cruz, que tem legítimas ambições políticas, não cometerá o mesmo erro. E certamente será a primeira a considerar que não faz sentido eleger um novo presidente da câmara e uma nova equipa de vereadores sem eleger no mesmo dia a nova Assembleia Municipal, que aprova o orçamento camarário. Tal como não faz sentido recusar encabeçar a lista laranja à câmara alfacinha, agora que o desafio é muito difícil. Ela é neste momento a única social-democrata em condições de ganhar com isso. Mesmo que perca.O Verão é quando um homem quiser
Etiquetas: Férias
E este, vai borda fora?
Me importa un huevo
É à vontade do freguês
Momento tablóide
Mon coeur balance
Etiquetas: Imprensa
Fado do 31
'El comandante' Carmona

Para muitos, Carmona Rodrigues ditou ontem a sentença de morte política de Marques Mendes como líder do PSD. Será o princípio do fim do mendismo? É cedo para saber. Do discurso, destaque para aquela tirada de não querer ser atirado "borda fora". Qual comandante... Quem diria que o sobrinho-bisneto do marechal Carmona era capaz de uma afronta destas, hein?
Quinta-feira, Maio 03, 2007
O suicida feliz
Etiquetas: Seriamente avariados da pinha como eu
Ele fica
Afinal, Carmona Rodrigues fica na câmara de Lisboa. Começo a ter pena de Marques Mendes. O PSD tem de ir à bruxa.
A polémica
O governo está (e bem) a aprovar uma lei que impede o fumo de tabaco em lugares públicos. Esta é uma questão de puro bom senso e foi com espanto que ouvi alguns comentários contrários à iniciativa, com uso de argumentação verdadeiramente absurda. Segundo um desses argumentos (que ouvi na TV sem que alguém desatasse às gargalhadas) passava a ser mais fácil uma pessoa drogar-se do que fumar, o que não resiste a cinco segundos de raciocínio.
Num plano mais racional, os comentadores têm sublinhado o carácter "anti-liberal" da lei e dizem que os não fumadores estão a impor a sua forma de vida aos fumadores, pelo que devia ser permitido a bares e restaurantes escolherem se há ou não fumo no estabelecimento, como acontece em Espanha.
Parece-me evidente que se houvesse liberdade de escolha, a situação não mudaria. Aliás, em Espanha, todos os lugares públicos optam por permitir o tabaco, pois essa é a boa lógica económica. A clientela de determin





















































































