quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Dia dos namorados

«Will you still be sending me a Valentine,

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segunda-feira, janeiro 14, 2008

Pensamento do dia

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segunda-feira, novembro 19, 2007

O avião do amor


Exactamente quantas pessoas pensam os nossos jornalistas que se vão enfiar num avião, em busca de uma cara-metade para a vida? Pelos vistos, no mínimo uns bons milhares. Só isso justifica que, tenha eu aberto qualquer que fosse o jornal ou revista nos últimos dias, deparasse inevitavelmente com duas páginas sobre essa verdadeira manifestação de crise relacional pós-pós-moderna que é o skydating. Para quem não vai lá pelo nome da coisa, é uma viagem de avião durante a qual os passageiros vão mudando de lugar a cada cinco minutos enquanto decidem se o/a parceiro/a do lado cumpre os critérios elegíveis para a) Casamento, b) Andar com, c) Dar pelo menos uma queca em pleno voo quando a organização não estiver a olhar (dizem que há um clube só de malta que já passou pela experiência).
Com excepção da alínea c), cinco minutos parece-me manifestamente pouco para a tomada de decisão. Isto dito por alguém que admite desde já ter feito escolhas de vida decisivas em menos tempo, embora nem sempre em lugares bem iluminados. A meu favor, saibam pelo menos que quando viajo sozinho de avião não perco tempo em conversas com ninguém, excepto com a hospedeira. Tenho idiossincrasias cá muito minhas.

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quarta-feira, novembro 07, 2007

A verdadeira crise dos 40 é isto

Há uma série no Fox Life intitulada em português «Mãe e Filha». Estou apaixonado pela mãe...E pela filha. Valha a verdade, ambas partilham um sentido de humor muito acima da média. Tal como respondem as mulheres nos inquéritos das revistas, a mim o que mais me atrai é o sentido de humor. E depois as mãos, o sorriso e outras características delicadas e fofas.

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terça-feira, outubro 30, 2007

Momento fofinho

Se bem ouvi, Berardo chamou ontem «querido» a Fernando Ulrich. E em português.

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quarta-feira, julho 04, 2007

Foi ali, na mesa da direita


Se habitualmente a comida de hotel é o que se sabe, há excepções. E uma delas é claramente o restaurante A Viscondessa do Meliá Palácio da Lousã. A capacidade de escolher ingredientes fresquíssimos e uma mão para os condimentos como poucos, é o que tem este chef Orlando Castro. O meu obrigado ao nosso João Távora pela sugestão.

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quarta-feira, junho 27, 2007

Alma gémea, procura-se


Anda para aí um spam inovador. Quero pensar que é spam e não alguma nossa leitora anglo-saxónica que, lendo os posts que escrevo, avalia os meus dislates de natureza mais íntima como desespero. A mensagem que recebi é diferente porque a senhora sua autora procura um relacionamento romântico e não gaba os atributos físicos com que a Natureza a dotou, mas antes a bondade do seu coração: «I am a nice lady with a big and tender heart», diz ela sem receio. «I am looking for my prince to give him joy and happiness and to share my life with. I think you can be the one I am looking for. I am attractive and kind, joyful and open-minded».
Por alguma razão e na infinitude das suas boas intenções, a autora da missiva julga que a vontade de partilhar uma vida inteira com a mesma mulher é o grande desejo de um homem. Pobre iludida. Estou a ponderar enviar-lhe alguns conselhos de amigo, ai Deus e u é. Ou então o endereço de uns príncipes encantados que eu cá sei...

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sexta-feira, junho 08, 2007

Choque cultural

O meu dia começou de forma trágica e com efeitos mais do que perniciosos para a harmonia conjugal. Descobri, chocado, que a minha mulher ignora quem sejam o Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. Aliás, quando mencionei os primeiros associou-os ao nome de alguma banda de garagem. É possível que a relação resista. Mas que ficou abalada, lá isso ficou. Valem as palavras do herói da prancha prateada, citado por Richard Gere no remake de À Bout de Souffle: «Love is the power supreme».
By the way: O que será feito de Valérie Kaprisky?

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segunda-feira, junho 04, 2007

Adeus Lenine

A história do polaco que acordou de um coma que durou 19 anos é inspiradora. Mas o que mais me comoveu nela foi a atitude daquela mulher que não só nunca desistiu nem abandonou o marido como, todos os dias de hora em hora, o mudava de posição para que não sofresse lesões ou infecções. Mulheres como Gertruda não deve haver muitas. Pelo amor e pela fé revelada.

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sábado, maio 26, 2007

Vento cá dentro


«De ta tige détachée,
Pauvre feuille desséchée,
Où vas-tu ?
- Je n'en sais rien.
L'orage a brisé le chêne
Qui seul était mon soutien.
De son inconstante haleine
Le zéphyr ou l'aquilon
Depuis ce jour me promène
De la forêt à la plaine,
De la montagne au vallon.
Je vais où le vent me mène,
Sans me plaindre ou m'effrayer:
Je vais où va toute chose,
Où va la feuille de rose
Et la feuille de laurier».
Antoine Vincent Arnault (1766 - 1834)
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quarta-feira, maio 23, 2007

Casar não é obrigatório II

Não sei até que ponto seja por razões genéticas, mas acho muito bem que o João Villalobos não se case jamais. Pelo que afirma parece-me uma atitude sábia. Que não “estrague mais nenhuma família”, e até poupe uns amargos divórcios. Pois que volteie vida fora como se sinta melhor e seja feliz. Que as suas opções e convicções lhe tragam o equilíbrio e animo na sua peregrinação terrena. Com responsabilidade. Sem infligir grandes estragos pelo caminho. Inteligente como o reconheço, só me apraz dizer isto.

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quarta-feira, março 14, 2007

Nota zero na escola da vida

Ou ainda: As mulheres fortes como vanguarda da classe trabalhadeira.
«Tenho pesquisado - como apoio ao trabalho terapêutico - os motivos pelos quais se diz que as mulheres fortes intimidam os homens. Não encontrei até agora nada de interessante, nada que ultrapasse os chavões habituais (inversão do instinto de predador e outras psico-larachas semelhantes). Qualquer homem deveria adorar ir para a cama com uma mulher forte * (rica, poderosa, inteligentíssima, etc), pois nenhum outro sítio é mais socialista, igualitário e utópico. No dia seguinte, claro, a realidade prossegue». No Mar Salgado.
Qual é o «sítio»? A cama ou a mulher? É que se for a segunda, compreende-se o insucesso da investigação.

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quarta-feira, março 07, 2007

In memoriam

«Não posso seduzir se não tiver já seduzido; ninguém me pode seduzir se não tiver já sido seduzido. Ninguém pode jogar sem o outro: é a regra fundamental. Enquanto eu posso amar sem ser amado, é problema meu. Se não te amo, é problema teu. Se alguém não me agrada, é problema seu. É por isso que o ciúme é como que uma dimensão natural do amor e é, em compensação, estranho à sedução». Jean Baudrillard, As Estratégias Fatais.

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sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Às vezes dá-me para a poesia


Fragmento


«A WOMAN waits for me--she contains all, nothing is lacking,
Yet all were lacking, if sex were lacking, or if the moisture of the
right man were lacking.

Sex contains all,
Bodies, Souls, meanings, proofs, purities, delicacies, results,
promulgations,
Songs, commands, health, pride, the maternal mystery, the seminal milk;
All hopes, benefactions, bestowals,
All the passions, loves, beauties, delights of the earth,
All the governments, judges, gods, follow'd persons of the earth,
These are contain'd in sex, as parts of itself, and justifications of itself.

Without shame the man I like knows and avows the deliciousness of his sex,
Without shame the woman I like knows and avows hers». Walt Withman

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quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Físicas

Lido isto e mais isto, confesso que também gostava de perceber melhor o que o Pedro Lomba quer dizer com «feminista radical». Não o estou a ver a recorrer a facilitismos como o pleonasmo.

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quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Just in case

se as coisas não correrem bem, se ele não apareceu, se não ofereceu nada, se nem sequer se lembrou, se teve uma reunião até às onze da noite (?), se argumenta que o Dia dos Namorados não passa de pretexto comercial, se ele é um anti-consumista primário, ou se por azar tem a sogra lá em casa...


Lenços dos Namorados

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Aviso aos namorados

Hoje também é o dia da disfunção eréctil.

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Queiram servir-se...

Dias não são dias.
Espero que cheguem para todos.Já guardei o cartão.

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São rosas, senhoras


Sou um homem sem grande experiência amorosa, embora me sinta um Casanova ao lado do Pedro Mexia (mas também, quem é que não se sente?) e já tenha participado - ao lado desse permanente apaixonado que é o poeta e editor Casimiro de Brito - num programa da Cristina Caras Lindas sobre o amor e a paixão (VHS disponível para os interessados). Tive, e espero não me esquecer de nenhuma porque não há crime mais grave do que esse, 17 mulheres na minha vida. Com umas o namoro durou o tempo de uma viagem na montanha russa, com outras voltas e voltas no carrossel. Com uma delas vivi 13 anos e outra vida. Feitas as contas e descontando a actual, dividi com 15 mulheres 13 anos da minha existência o que demonstra alguma, digamos, inconstância e também que nunca soube o que é viver sózinho.
Hoje, não posso deixar de oferecer aqui, a cada uma delas, estas rosas amarelas. Porque com todas (hmmm, com uma delas talvez não) permanece, ainda hoje, um laço de amizade, de ternura e de partilha. Feliz dia de São Valentim. Ide e reproduzi-vos.
Para ler ouvindo esta banda sonora. Já tenho bilhetes para dia 23. E vai haver beijinhos.

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