Quinta-feira, Janeiro 31, 2008
Dois homens, a mesma luta
O "Miguel Abrantes" e o Paulo Gorjão, de repente, decidiram seguir o mesmo caminho. Não os levo a mal. Ao primeiro (ou primeiros), só volto a pedir que faça um pequeno comentário (e minimamente decente) sobre a mini-remodelação. Acrescento ainda, sobre o tema que o "Abrantes" levantou, que, mais uma vez, peca por defeito. Depois da referida peça, já fiz uma outra em que cito o presidente do PSD em on sobre o mesmo tema. Se ele vai ou não realizar o que disse, é com ele e estaremos cá para atestar. Ao segundo, só lhe recomendo que leia com mais atenção o que tenho escrito no jornal. E verá que não tiveram sorte nenhuma. Mas a esse tema voltarei em breve. Meu caro, não perde por esperar.Na véspera do 30º dia
A equipa do Estação do Calor não descansa. Ou descansa pouco. Os 3 aventureiros continuam a percorrer a estrada, a bordo de um Falcon especialista em pregar surpresas mas que tem resistido a todas as intempéries. Os rapazes estão agora algures na Patagónia Central e uma palavra de incentivo será certamente bem vinda. Visitem-nos e deixem-lhes uma mensagem que eles respondem. (A fotografia ou é do Jordi ou do Guillaume mas, seja de qual deles for, tem direitos reservados)Etiquetas: Ler os outros, Seriamente avariados da pinha como eu
Cerca de vinte junto às campas
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O pré-natal é quando o homem quer
Muito ouvimos dizer acerca das aulas pré-parto (ou de preparação para o parto) que funcionam como um complemento a todos os livros que podemos ler sobre o assunto. Constato que longe vão os tempos em que as salas destas aulas eram maioritariamente preenchidas só por mães. Os futuros papás agora estão por lá de pedra e cal. Devo confessar que noto uns mais vocacionados que outros. Uns escondem melhor o ar de tédio, conseguem não dormir – na aula sobre a amamentação era ver o marido da frente quase sempre de olhinho fechado –,, uns lidam com mais à vontade ao ouvir falar do corpo da mulher, outros não negam que pegam pela primeira vez num careca de borracha. Não sei o que se passa dentro de outras salas, mas a avaliar pela minha satisfaz-me dois aspectos: o primeiro é que, disfarçando melhor ou pior o “frete” de ter que ir à aula, eles estão lá todos. O segundo aspecto é mais pessoal. Considero que, se houvesse a nomeação do melhor pai das aulas pré-natal, o meu marido seria o eleito. Ele leva caneta, folhas soltas – podia ser um caderninho próprio para o efeito, mas não há problema pois quando pergunto: tens aí os apontamentos das aulas pré-parto, ele logo aponta um “Estão ali!” –, tem dúvidas, quer que eu também as tenha, e aponta tudo o que acha que pode interessar. E quando também eu possa estar desatenta, sussurra ao ouvido: “Ouviste isto? É importante.” Ou ainda: “Não queres perguntar sobre aquela dorzinha que tinhas no outro dia?” Ao que eu, no jeito de um marido envergonhado, respondo: “Não, deixa estar… já passou.” Claro que também oiço: “Já me fizeste comprar isto e não era preciso…” A melhor década do cinema (38)
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Antologia Corta-Fitas (XIII)
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Por qué no te callas? (8)
"Isto vive da confiança e dos resultados."
José Sócrates, ontem, em Lisboa
Etiquetas: José Sócrates
Por supuesto
O Jornal de Negócios noticia hoje que o BCP «está a perder mais de 220 milhões» com a sua participação de 9,9% no BPI. O La Caixa, por seu lado, tem 25% do capital do banco. Em Espanha, as notícias centraram-se apenas na distribuição de dividendos e no encaixe recente de 35,5M€. Mas quanto representam, contas feitas à data, as menos-valias potenciais para o La Caixa? Uns 500 milhões, mais tostão menos tostão? Se de um lado chove, do outro troveja
A alta governamental
Etiquetas: José Sócrates
Regicídio - Em abono da verdade
Foi ontem apresentado no Palácio da Independência, ao Rossio, o Dossier Regicídio – O Processo Desaparecido, um trabalho de dois anos de investigação coordenado por Mendo Castro Henriques e com a colaboração de Maria João Medeiros, João Mendes Rosa, Jaime Regalado e Luiz Alberto Moniz Bandeira. O livro, com 348 páginas e 400 ilustrações, resulta de dois anos de investigação que tratou cerca de 1.500 documentos, alguns inéditos, 400 artigos e opúsculos, 60 livros, de arquivos públicos e particulares.Na falta do processo instaurado na época pelo juízo de instrução criminal e convenientemente sumido depois do cinco de Outubro algures no gabinete de Afonso Costa, a obra centra-se na documentação possível dos factos ocorridos na trágica data, obviamente sem que se possam assacar conclusões cabais.
Sobre o assunto, o Juiz Desembargador Rui Rangel, a quem coube a apresentação da obra, salientou a fatídica tradição nacional da incapacidade da instituição judicial portuguesa em evitar a interferência dos poderes políticos. Como exemplo, o orador referiu, além do regicídio de 1908, o assassinato de Humberto Delgado e o caso Camarate.
Uma obra a não perder, em abono da verdade.
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Votaria no centrão
Se votasse suponho que seria no centrão. Mais pelas afinidades que eu noto entre ele e alguns líderes dessa área, do que por questões de ordem programática. É que reconheço no seu porte alguma arrogância socrática e tal como Cavaco também não lê jornais, nunca se engana e raramente tem dúvidas.
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Quarta-feira, Janeiro 30, 2008
Há 60 anos, assassinaram Mohandas K. Gandhi
«I suggest that we are thieves in a way. If I take anything that I do not need for my own immediate use and keep it, I thieve it from somebody else. It is the fundamental law of Nature, without exception, that Nature produces enough for our wants from day today, and if only everybody took enough for himself and nothing more,there would be no pauperism in this world, there would be no man dying of starvation». M. K. GandhiEtiquetas: in memoriam
Antologia Corta-Fitas (XII)
«Mila kuda su plania» ou «Mila kura si planina»?
Consta que a derrota da Inglaterra frente à Croácia na passada quarta-feira não foi marcada apenas pelo afastamento dos ingleses do Euro-2008. O momento alto da festa (croata) foi mesmo uma interpretação algo original do seu hino. Esta originalidade pode ter escapado à maioria dos 80 mil espectadores do estádio de Wembley, visto serem ingleses, mas não deixou de suscitar dúvidas aos adeptos croatas: “O que foi que ele disse?”, terão perguntado. É que Tony Henry, cantor de ópera britânico, ao invés de ter dito «Mila kuda su plania», que quer dizer «sabes querida como gostamos das tuas montanhas», entoou «Mila kura si planina», que significa «minha querida, o meu pénis é uma montanha». Mas parece que os croatas atribuem a vitória sobre a selecção inglesa a esse episódio – que terá, porventura, relaxado os jogadores – e, assim, como em equipa que ganha não se mexe, convidaram-no já para entoar o hino nacional por alturas do Europeu. Pelos vistos, a língua croata é, também, muito traiçoeira…
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O auto-retrato
Para quem ainda não o conhecia ou não via com assiduidade os seus excelentes comentários na SIC-Notícias (agora, infelizmente, transferiram-se para a TV Net), está disponível na blogosfera o auto-retrato de Paulo Gorjão. Em pose séria e com a arma do crime ao fundo (o teclado assassino), Gorjão está no seu melhor. Gostei de o rever, meu caro. E fique sabendo que não estou impedido de comentar nada, nem o PSD (desde Setembro, como você ironiza), nem o seu auto-retrato.Remodelação? Não houve...
Este blogue de marretas, como diz um amigo meu, passa completamente ao lado da mini-remodelação de José Sócrates. Também seria pedir muito a um grupo de spinners a soldo do Governo. Eles não escrevem porque o chefe não deixa. Ou então os sub-chefes têm guia de marcha daqui a pouco tempo e o mais vale é ficar quieto. Ficam caladinhos sobre o assunto do dia e depois inventam umas trapalhadas que só comprovam que não percebem mesmo nada disto tudo. Eu a defender quem? Eu não defendo ninguém, só faço jornalismo. E no caso que relatam, pecam por defeito. Dei notícias nos últimos dias sobre os vários players em jogo. Mas ao tal do "Miguel Abrantes" basta-lhe ler uma, se possível a última, e inventar uma série de disparates.Antologia Corta-Fitas (XI)
Etiquetas: Faltam 8 dias para o nosso aniversário
As críticas de Alegre e o receio de Sócrates
Alegre, que teve um papel importante nas presidenciais, pode ter uma intervenção decisiva nas próximas legislativas. Tudo depende da sua vontade. E Sócrates sabe isso melhor que ninguém. Daí o seu receio.
Etiquetas: Assim se faz política
Por qué no te callas? (7)
Etiquetas: José Sócrates
A melhor década do cinema (37)
Etiquetas: Anos 50
Toca a votar
Etiquetas: questionário
SNS - Porquê tanta revolta? (7)
Confesso que as descrições dos seus padecimentos me aborreciam, mas quando ela começava a contar o que se passava com as enfermeiras, ouvia tudo com muita atenção. Como nas histórias, havia as boas e as más. Às boas, para ficarem ainda mais boas, dava-se dinheiro, mas com as outras parecia que não havia nada a fazer. Uma delas, que eu identifiquei logo como a chefe das más, era odiada por todos. Respondia torto a toda a gente e sempre que a chamavam não vinha, ou então aparecia só para dar uma descompostura nos doentes, por estarem a incomodar.
A minha mãe ficava muito revoltada com estas coisas, mas quando dizia que ia fazer queixa ao médico, a avó entrava em pânico e pedia-lhe que não o fizesse, com medo de represálias. Eu percebia muito bem o problema dela e ficava cheia de pena a imaginá-la à mercê daquela megera.
Quando a víamos passar pela enfermaria, fazia questão de lhe deitar o meu olhar mais rancoroso. Era o mínimo que podia fazer pela minha avó!
Doutores de Spin
Houve forte comoção em torno da ideia de controlar a política parlamentar do PSD através de uma agência de comunicação. Alguns políticos desse partido ficaram indignados, mas a divisão que fizeram entre política de ideias e política de plástico não faz sentido, pois a primeira não passa de quimera.
Qualquer eleição num país industrializado (veja-se a campanha nos EUA) é cuidadosamente controlada por spin doctors. Nenhum candidato se atreve a falar aos media sem esse controlo. Aliás, todos os desastres ocorrem em declarações ou gestos instintivos. Há inúmeros exemplos, dos gritos de Howard Dean ao mais recente ataque de Bill Clinton a Obama na Carolina do Sul, erro que pode ter custado a Presidência a Hillary.
Nas eleições a sério, pouco divide os candidatos, excepto as suas mais ou menos brilhantes personalidades. Mesmo a governação é hoje de plástico, fortemente condicionada pelos media, nunca perdendo de vista a mediania da classe média (nove em cada dez eleitores) e os seus mínimos denominadores comuns. Tudo é mediatizado, nomeadamente segundo o tempo da televisão, que se mede aos segundos. Não há ideias na política contemporânea, apenas fait divers e simplificações, e o PSD está em pleno debate saído dos anos 70.
D. Carlos, um rei constitucional
Os exclusivismos, porém, deixaram herdeiros frustrados. Há quem ainda não tenha percebido por que é que não é dono desta democracia, tal como o PRP foi dono da I República ou os salazaristas do Estado Novo. Eis o que representam os contestatários da comemoração de D. Carlos."
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Rui Ramos no jornal Público
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Terça-feira, Janeiro 29, 2008
Os leitores é que sabem
Etiquetas: questionário
SNS - Porquê tanta revolta? (6)
A caixa de Pandora estava a abrir-se. Coleccionador há longos anos de desconforto, negligência, e precaridade na assistência médica, o povo começou desta forma a responder às restrições do executivo. É que de facto não é legítimo pedir, como nos países desenvolvidos, onde tudo funciona bem, que os utentes prescindam de benefícios, quando aqueles de que gozam não são nem nunca foram razoáveis.
Foi um diálogo surdo, mas não de surdos. E Sócrates percebeu o recado. Com tanta razão de queixa e ressentimento acumulados, esta sucessiva divulgação de casos na praça pública acabaria por incendiar o país.
Antes que o efeito bola de neve se criasse o primeiro-ministro percebeu que tinha que meter travões a fundo. Despediu Correia de Campos e de caminho aprendeu uma lição: “Com a saúde não se brinca”.
Antologia Corta-Fitas (X)

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A voz da sabedoria
Etiquetas: Ler os outros
Sim, por que não?
Etiquetas: Tertúlia literária
Tanta franqueza comove
«Deram tudo o que tinham a dar». Vitalino Canas sobre os ministros substituídos
De fachada
O ministro embaciado fora do Governo
Etiquetas: Governo
Mais uma não
O apoio do clã Kennedy a Obama não me surpreende por aí além. Aqui para nós os Kennedy não gostaram da ideia de ver nascer mais uma dinastia de presidenciáveis. Para isso já bastou a dinastia Bush. Já agora, diga-se: e se a seguir a Bill e a Hillary viesse a menina Chelsea Clinton... Um desastre, não?A ler
1. "A maior parte da corrupção da política não é, por enquanto, corrupção criminal", do José Adelino Maltez.
2. "Do regicídio ao centenário", por Pedro Picoito.
3. "Dizer a verdade", do Carlos Abreu Amorim.
4. "Lisboa no Monopólio", do Paulo Pinto Mascarenhas.
5. "Portugal é cansado de si", do Henrique Burnay.
6. "Os amigos são para as ocasiões", do Pedro Sales.
7. "Odi et Amo (LXVII)", por Filipe Nunes Vicente.
Por qué no te callas? (6)
Etiquetas: José Sócrates
Santa Marta
Não gostei de saber que há quem ande, na política ou na universidade, a perseguir a minha amiga Marta Rebelo. Mesmo sendo ela uma militante socialista, próxima de José Sócrates e de António Costa, acho que não merecia. Com menos de 30 anos, a Marta é um portento de inteligência e tudo o que tem ou terá no futuro deve única e exclusivamente ao enorme talento que possui. Licenciada e mestrada em Direito, especialista na área fiscal, a Marta foi assistente de António Luciano de Sousa Franco na Faculdade de Direito de Lisboa, tendo depois transitado para o escritório particular do malogrado antigo ministro das Finanças de António Guterres - ele foi também presidente do PSD, para quem já não se lembre, mas isso foram outros tempos. Além disso, a Marta escreve nos jornais há anos, publicou três ou quatro livros de Direito Fiscal (também publicou "Constituição e legitimidade social da União Europeia", na Almedina) é a autora material da Lei de Finanças Locais. Goste-se ou não do que ela fez no Governo de Sócrates (nos gabinetes do MAI) ou do que está a fazer no Parlamento, não se lhe pode negar mérito. Das duas uma: Ou se trata de uma intriga do PS (elas voltaram em força) ou se trata de uma intriga universitária (que também as há). A Marta Rebelo não tem nada a ver com as centenas de ignorantes que pululam no horizonte partidário, da esquerda à direita, na sua geração ou nas várias anteriores. Ela é de outra fibra.P.S. - 1) O título deste post é meramente humorístico, para aliviar o ambiente e levantar a moral. Lembrei-me dele porque foi no Parque de Santa Marta, na Ericeira, que aprendi a andar de patins...
Danças?

Estamos a sós com a dança. Da sedução. Danço ao som das tuas palavras, entre as tuas opiniões que, tal como o vestido, se colam ao corpo. Não desvies os olhos… Danço com os erros, danço com os ossos, danço com a chuva, danço com as cores das profundezas. As sapatilhas andam perdidas há já algum tempo. Não importa.
A dança é sempre a mesma, a música não. Não desvies os olhos… Danças?
A melhor década do cinema (36)
Etiquetas: Anos 50
SNS - porquê tanta revolta? (5)
Quando a ocasião se proporcionava ficava a ver a uma distância prudente os menos afortunados a aceitar, com evidente fastio, os tabuleiros que as enfermeiras lhes estendiam. Muitos optavam, simplesmente, por deixar quase tudo no prato e não raro aceitavam, agradecidos, a comida caseira que os companheiros da cama do lado, condoídos, lhes ofereciam.
Ora aqui estão...
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Segunda-feira, Janeiro 28, 2008
Santana D.O.C.
Gloriosos momentos
Com uma exibição galharda (gosto desta palavra), o Sporting ontem evidenciou as fragilidades que tem sido seu apanágio esta época: um meio campo pouco versátil e um bloco defensivo lento, às vezes desconcentrado, além da falta de alternativas no banco.Mas tivemos a sorte que nos tem faltado noutros jogos e acabámos por ganhar bem. Espero que esta vitória inspire a rapaziada para o resto da temporada, pois eu já tinha saudades de festejar estas emoções básicas. Momentos que valeram bem a gripe que se vai revelando agora em mim.
Imagem daqui.
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Caiam na real
Em Espanha, como realça a The Economist desta semana, irão travar-se as primeiras eleições do «rich world» após a crise dos mercados. Lá, tal como aqui, o Governo socialista mantém um discurso de tom marcadamente optimista (outros chamam-lhe irrealista) e prevê uma taxa de 3,1% de crescimento do PIB, contra os 2,4% que reúnem o consenso da reputada revista económica. Zapatero, dizem eles, conseguiu mesmo «uma espécie de processo alquímico ao contrário, ao transformar o ouro económico em chumbo político». Etiquetas: Política
Somos mesmo bons, carago!
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Quem sabe, sabe
A melhor década do cinema (35)
Etiquetas: Anos 50
Por qué no te callas? (5)
Etiquetas: José Sócrates
Antologia Corta-Fitas (IX)
Elogio da ficção científica
Luís Naves, 3 de Novembro de 2006
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SNS - porquê tanta revolta? (4)
O Fred era um simpático alemão, natural da Baviera, que tinha casado havia pouco tempo com uma prima que um dia quis visitar a minha avó no hospital.
Não se sabe se foi aquele cenário em adiantado estado de degradação, se o calor ou o cheiro. O certo é que nem a robustez germânica o conseguiu poupar do embaraço de ter que sair dali rapidamente, branco como a cal, pelo braço da mulher.
Por coincidência um grupo de médicos assistiu à cena e um deles, mais atrevido, abeira-se da família e pergunta em tom acintoso: “O que é que lhe aconteceu?” Ao que um de nós lhe respondeu: “Aquele senhor é alemão e até hoje nunca tinha entrado num hospital português”.
Foi remédio santo. A conversa morreu logo ali.
Volta a Portugal
Domingo, Janeiro 27, 2008
Renascimento
Gostei de ver o Sporting hoje. Vitória por 2-0 contra o FC Porto, com um golo do Vukcevic e outro de Ismailov. Bom esforço inicial, bom controlo do jogo após os dois golos (com muita contenção defensiva, é certo) e uma exibição monumental de Pereirinha, que anulou Quaresma. Apesar de tudo (e da distância), parece que renascemos para o campeonato. Já é qualquer coisa e merece a manutenção de Paulo Bento, que teve a excelente opção de colocar Vukcevic ao lado de Liedson. Ele é muito melhor que Purovic (e do que Djaló, ultimamente) e joga bem em qualquer posição avançada.Sem emenda
O factor Bill
A vitória de Barack Obama na Carolina do Sul, ainda por cima com números estrondosos (55% contra 27%), mostra que Hillary Clinton está em queda vertiginosa, apesar de surgir bem colocada nas sondagens nacionais - onde rivaliza com John McCain, o mais destacado dos republicanos. Mas o que me espanta mais não são os bons resultados de Obama (que conseguiu o apoio de Oprah e de John Kerry, o candidato democrata que teve mais votos na História dos EUA, apesar de derrotado por Bush), é o desespero que o casal Clinton tem revelado nas primárias democratas. Bill, antigo Presidente durante dois mandatos, resolveu deixar os afazeres da fundação com o seu nome e os jogos de golfe um pouco por todo o mundo para ajudar a sua mulher na candidatura. Coisa que não fez com Al Gore (que foi seu vice-presidente) nem com Kerry. É evidente que a família está acima de tudo, mas sinceramente não esperava que um antigo Presidente dos EUA se revelasse tão desesperado por vir a desempanhar o papel de "primeira dama". Eu sei que muitos (e muitas) gostavam de ver pela primeira vez uma mulher à frente dos destinos da Casa Branca. Também gostavam de ver o "macho" (ainda por cima um "traidor" e "mulherengo") remetido a um papel meramente protocolar e de retaguarda. Mas ao menos que esperassem por algo um pouco melhor. Eu aposto em Condoleezza Rice para daqui a uns anitos...Onde é que o pai e mãe se conheceram?
Onde mais poderia ter sido?
O ministro embaciado
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A melhor década do cinema (34)
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Por qué no te callas? (4)
Etiquetas: José Sócrates
Antologia Corta-Fitas (VIII)
Interrompo o trabalho no computador, levanto-me, espreguiço-me, e passando pela janela olho a praceta enlameada lá em baixo. Cruzo o olhar com o homem do bar vizinho que apanha umas folhas molhadas da esplanada. Intimidados, cada um recolhe “à sua vida”.
Em Campo d’ Ourique, no terceiro andar, a janela da sala da casa dos meus pais foi minha companhia de longas e íntimas horas. Contraditórios momentos de tédio e contemplação. Quantas esperas. Num qualquer Domingo de Inverno, à tarde, com o cachecol verde e branco de lã tricotada, sentado com o queixo no parapeito à espera do tio Manel, no seu mini cor de vinho, para irmos a Alvalade. Esperas intermináveis. Lá do cimo, via o gato fugir para baixo do "carocha" beije do meu pai. Via as vizinhas que esbracejavam uma qualquer conversa banal. À minha esquerda, ao longe, o panorama da Avenida Duarte Pacheco a debitar o veloz trânsito para Monsanto ou para as Amoreiras. E telhados de casa baixas, até ao pátio da Escola da Câmara logo ali em baixo. Do meu lado direito, a mercearia da Sra. Natália… frutas encaixadas, vidas do bairro, rua acima, rua abaixo. Ao fundo a Igreja do Sto. Condestável, com o seu enorme vitral neogótico, delimitava a minha vista. A televisão, atrás de mim, a passar o TV Rural...
Outra janela da minha vida foi na casa da minha avó, na Avenida da Liberdade. Uma varanda, no caso. Ali, o que me animava era o movimento e trânsito intenso, os autocarros verdes e brancos, uns anunciando uma bebida de chocolate, outros uma qualquer marca de baterias. E o que me divertia ali do primeiro andar, a ver o ciclista estafeta da Marconi à pendura no varão da porta traseira do autocarro, subindo “a nove” a elegante Avenida. Uma artéria verdadeiramente cosmopolita, o “coração do império”, plena de actividade e animação. Com enorme excitação, lembro-me de assistir com tios e avós à passagem das Marchas Populares. Lembro-me das vistas das luzes, dos balões coloridos, e guardo ideia dos cheiros secos e quentes de início do Verão. E a abertura da Feira do Livro, que trazia àquelas vistas um mês de distinta animação: dezenas de barraquinhas e gente, muita gente, noite dentro. Com sorte, e mais vinte e cinco tostões, o meu irmão e eu ainda desceríamos as escadas para comprar um livro do Zé Colmeia ou do Bolinha em promoção.João Távora, 4 de Novembro de 2006
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Domingo
Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios
Da Bíblia Sagrada
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Quase perfeito
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Manhã perfeita de Domingo
Imprensa cor-de-rosa
Sábado, Janeiro 26, 2008
Maria Clementina
Foi há muito, muito tempo por esta altura do ano que encontrámos a Maria Clementina abandonada numa ninhada de gatos. Voltávamos então para casa nós os cinco irmãos ainda pequenos, com a minha mãe, de regresso de uma tarde de brincadeira no Jardim da Estrela. A memória é vaga, mas lembro-me de que a bichana não abria os olhos, e que parecia desesperada com o seu miar débil e insistente. Apesar do aspecto raquítico foi escolhida pelo seu traje original: focinho rosado sob uma mascarilha branca, pêlo prateado com umas imaculadas luvas e botinhas brancas nas patas.Acomodada numa caixa de sapatos, e sem parar de gemer, cedo o bicho chamou a atenção do meu pai no seu escritório. Terá sido assim, desviando a atenção da sua eterna leitura, que resmungou o seu primeiro voto de desagrado pela adopção. Voto que pairaria pesando por alguns anos sob a vida da gata e sobre a minha cabeça.
Foi à noite, connosco todos de pijama à volta da cama dos meus pais, que a minha mãe conseguiu injectar um pouco de leite com uma seringa de plástico na minúscula boquinha da gatinha. E foi nessa ocasião que nós a baptizámos de "Maria Clementina", ao que a minha mãe, com o seu peculiar sentido de humor, acrescentou o apelido "Joly Braga Santos". Este foi o polémico nome da gatinha, que tanto chocaria a nossa fiel mulher-a-dias, a Lídia, senhora de profunda religiosidade e tão ciosa do seu culto mariano.
Maria Clementina cresceu em sabedoria e graça, já que de tamanho nunca foi grande coisa. Fazia grandes e repentinas corridas pela casa fora, trepava paredes e cortinados, apanhava moscas com a patinha e rebolava enrolada na minha mão mordiscando-a com pequenos coices. Adoptei-a como minha, e com o tempo a propriedade foi-me reconhecida por todos, excepto pela própria: de sesta em sesta, saltitava de colo em colo e de noite para noite aninhava-se em diferentes camas, coisa que me deixava algo despeitado e ciumento. Mas lembro-me bem de ter assistido a várias Tardes de Cinema dominicais com a Maria Clementina ronronando aninhada nas minhas pernas cruzadas. Eu esforçava-me por legitimar a minha hegemonia e assumia o árduo trabalho de criar um felino naquele terceiro andar em Campo d’Ourique: tratava do caixote renovando a serradura e cuidava da sua alimentação, surripiando os mais apetitosos restos de comida e, sempre que se proporcionava, numa ida às compras, adicionava umas latas de Kitty Cat ao carrinho. Esses dias eram especiais, pois conquistava o coração da Maria Clementina, que enquanto eu suava a abrir a lata subia pelas minhas pernas, em sonoros roncos de prazer.
Mas o facto é que a gatinha vivia lá em casa numa semi-clandestinidade, e isso era uma sombra negra na minha vida, e penso que também dos meus irmãos. Após uma primeira rejeição pela parte do meu pai, Maria Clementina conquistou-o por um curto período, quando, graciosa e ainda bebé, fazia irresistíveis brincadeiras e jogos que só a uma besta poderiam deixar indiferente. O problema adensou-se com o tempo: a gata adquiriu o vício de arranhar os sofás, crescia e perdia o encanto. O pior era quando periodicamente era acometida por umas estranhas crises que chegavam a perdurar infindáveis dias, em que “uivava” autenticamente, arrastando-se languidamente pelo chão, indiferente às nossas zangas e chamadas “à terra”. Era o cio. Por essa altura a minha mãe caíra doente, situação que perduraria por muitos anos, e por grandes que fossem as fúrias do meu pai contra o bichano, nós as crianças nunca soubemos bem como lidar com tal situação.
Aconteceu uns anos mais tarde, quando a Maria Clementina lutava com uma feia doença na pele que o veterinário e eu não conseguíamos debelar. Foi numa tarde fria de Inverno pelas vésperas de um Natal qualquer, que aquilo que eu mais temia aconteceu. A gata, numa das suas incontidas correrias, deitou a árvore de Natal ao chão, e partiu umas peças de porcelana de que o meu pai tanto gostava. Nesse dia, quando cheguei a casa, já não ouvi a sua fúria insana que ocorrera minutos antes, só os choros reprimidos das minhas irmãs. Quanto à Maria Clementina, a bronca tinha sido a gota d’água e a sentença desta vez era irremediável.
A nossa gatinha, por ordem inabalável do meu pai, foi abandonada nesse dia na rua, ali para o lado dos Bombeiros. Ainda a vi refugiar-se assustadíssima debaixo de um carro estacionado. Era a sua primeira experiência de rua.
Durante muito tempo, confundi a pena que tinha do bicho com a pena que tive de mim. Durante muito tempo, quando passava naquela esquina da Rua Correia Teles com emoções contraditórias, procurava, incrédulo, sinais da Maria Clementina. Que afinal nunca mais deu sinal de vida.
Antologia Corta-Fitas (VII)

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SNS - Porquê tanta revolta? (3)
Nesse tempo, o hospital – como a generalidade dos hospitais deste país – ainda não tinha levado obras, daí que a minha memória da época tenha as tintas dos romances de Dickens. Tudo sombrio, sujo, fedorento e enorme.
Despachados os beijinhos à avó, que odiei ver sem a dentadura postiça, minha mãe libertou-me da sua vigilância e então pude circular. Talvez por intuírem que os adultos as gostam de poupar aos aspectos sórdidos da vida, quando a oportunidade espreita as crianças procuram sobretudo o que não encaixa na imagem que lhes dão da realidade. Por isso, foi quase com avidez que passei em revista aqueles corpos mirrados e tristes, cobertos por colchas puídas e lençóis encardidos. Na meia luz da enfermaria fiquei a olhar para os tectos rachados e pretos de bolor, com estalactites de caliça. Mas o pior era aquele cheiro, aquele cheiro, aquele cheiro...
Naquele dia fiquei a saber como era um hospital a sério (os que eu via nas séries de televisão americanas afinal eram todos a fingir) e descobri que a minha avó era muito mais corajosa do que eu pensava.
Antologia Corta-Fitas (VI)
A máscara
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Por qué no te callas? (3)
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As palavras dos outros
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Postais blogosféricos
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A melhor década do cinema (33)
(La Strada, 1954)
Realizador: Federico Fellini
Principais intérpretes: Giulietta Masina, Anthony Quinn, Richard Baseheart, Aldo Silvani, Marcello Revere, Liva Venturini
"A realização de Fellini e o trio de protagonistas transformaram esta história simples num dos filmes justamente mais celebrados de sempre."
(Charles Matthews)
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Sexta-feira, Janeiro 25, 2008
Pobre memória
Antologia Corta-Fitas (V)
O que levará alguém a abandonar embalagens de carne na secção dos cereais, sabonetes junto aos congelados ou casacos de criança no corredor dos doces? Que força oculta impele a clientela a deixar prateleiras caóticas? O produto lá do fundo é melhor? Que razões impedem aquela gente a não apanhar do chão o que deixam cair?
Possivelmente haverá em tudo isto alguma mesquinha vingança (eu pago, tu arrumas), uma arrogância mal educada por tudo o que seja alheio às paredes das assoalhadas onde vivem, o sabor da impunidade (ninguém nos está a ver) ou a preguiça combatida em ginásios a preços milionários. Vendo bem, nem é preciso ir tão longe. Basta sair à rua e está lá isto tudo.
Ontem, no corredor dos detergentes, o saloio que deixou aberta a embalagem de amaciador da roupa que eu meti no carrinho deve ser o mesmo labrego que passeia o cão no meu passeio. Ele é o labrego, o cão, um lindo labrador.
Etiquetas: Faltam 13 dias para o nosso aniversário
SNS - porquê tanta revolta? (2)
A avaliar pela frequência com que tem aparecido na televisão a explicar-se, Correia de Campos (e, por extensão, o Governo) deve andar mesmo preocupado com as repercussões desta curiosa política de saúde. Que poupa nas urgências, quiça para poder continuar a gastar nas farmácias...
Impressões Musicais (14)
The spirit road that you must find
To get you home to peace again
Where you belong my love lost friend
* Spirit Road, Neil Young - Chrome Dreams II, 2007
Etiquetas: Música
SNS - porquê tanta revolta? (1)
Na verdade o tema de abertura devia ter sido este: o recuo. O ministro da Saúde, que se tem revelado um dos mais fiéis seguidores do Socrates’ style, confundindo arrogância e prepotência com determinação, estará finalmente a perceber que a saúde neste país é um terreno perigoso, capaz até de virar gente com predisposição genética para a resignação, como é, reconhecidamente, o caso do povo português?
Não se compreende
Etiquetas: Sócrates no País das Maravilhas
Eusébio
Eusébio faz hoje anos. Era um jogador do tempo em que, quando o Benfica estava a perder, Coluna atirava a bola para fora e dizia: "vamos lá começar a jogar"! E jogavam. Outros tempos. Lembrei-me da data porque, nos últimos dias, tenho visto os jogos da Taça de África. E, claro, vi o jogo de Angola. Lá estavam dois grandes avançados: Flávio (que está no Al-Ahly do Egipto) e Manucho (que foi para o Manchester United). Em Portugal ninguém reparou neles. Porquê? Será só porque os passes ainda não garantiam percentagens aliciantes, como tantos "craques" que por aí pululam para alegria de empresários e de dirigentes? Porque, convenhamos, os culpados não são os empresários. É quem assina o cheque. Follow the money...For your eyes only
- És tão quente e macio... humm... anda cá!
Não veio. Se fosse com qualquer outro tenho a certeza de que me sentiria logo ferida no meu amor-próprio, mas com ele, não sei porquê, está sempre tudo bem.
Etiquetas: O meu gato e eu
A melhor década do cinema (32)
(Cat on a Hot Tin Roof, 1958)
Realizador: Richard Brooks
Principais intérpretes: Elizabeth Taylor, Paul Newman, Burl Ives, Jack Carson, Judith Anderson, Madeleine Sherwood, Larry Gates
"Actores de superior talento sob a direcção de Brooks. Excepcional."
(Bosley Crowther)
Etiquetas: Anos 50
Quinta-feira, Janeiro 24, 2008
Comunicar é preciso?
De cócoras
Na mesa de cabeceira
«Se em algum sítio se desleixa a agricultura, então será em Portugal. Chamou-me logo a atenção como eram aqui débeis os rendimentos básicos do Estado. Nenhum povo no mundo tem tamanha alergia ao trabalho como o povo português. Refiro-me sobretudo aos portugueses que vivem deste lado do Tejo e que, por assim dizer, já respiram ares africanos. Se não permanecessem aqui tantos estrangeiros para fazer os trabalhos braçais, não acredito que se conseguisse encontrar um barbeiro ou um alfaiate...». Etiquetas: Tertúlia literária
Conselhos
Tu veux ou tu veux pas
Tu veux c'est bien
Si tu veux pas tant pis
Si tu veux pas
J'en f'rai pas une maladie
Oui mais voilà réponds-moi
Non ou bien oui
C'est comme ci ou comme ça
Ou tu veux ou tu veux pas
Tu veux ou tu veux pas
Toi tu dis noir et après tu dis blanc
C'est noir c'est noir
Oui mais si c'est blanc c'est blanc
C'est noir ou blanc
Mais ce n'est pas noir et blanc
C'est comme ci ou comme ça
Ou tu veux ou tu veux pas
La vie, oui c'est une gymnastique
Et c'est comme la musique
Y a du mauvais et du bon
La vie, pour moi elle est magnifique
Faut pas que tu la compliques
Par tes hésitations
La vie, elle peut être très douce
A condition que tu la pousses
Dans la bonne direction
La vie, elle est là elle nous appelle
Avec toi elle sera belle
Si tu viens à la maison
Tu veux ou tu veux pas ? hein !
Quoi ? Ah ! tu dis oui
Ah ! a a a a a a a
Et ben moi j'veux plus !
Ouh ! la la
Ora aqui está uma ideia
Etiquetas: Seriamente avariados da pinha como eu
Ouves-me?
Antologia Corta-Fitas (IV)
Aquela manhã, de mãos transpiradas e papel rasgado, de rosto corado e o olhar complacente do meu professor primário, foi clara. O caos de sentimentos que fervilhava em mim jamais viria ao mundo como poesia. Existia um outro caminho, algures, à minha frente, no meu futuro. Engoli em seco a derrota. Voltei a engolir outras, conforme fui testando atalhos. Quis ser actriz e, em sonhos, vi plateias rendidas, mas quando me apresentei num concurso da Comuna, nem passei da primeira fase. Nem chegou a ser humilhante. Assim que entrei para as audições, não restaram dúvidas de que não fazia parte daquela tribo. Aquele excesso de emoções enojou-me, acentuou-me a timidez. E, uma vez mais, gaguejei a declamar um poema, do qual esqueci o título e as palavras. A voz só não me atrapalhou quando, no último ano do liceu, o professor de português me escolheu para dizer um poema de Alberto Caeiro. 17 anos inseguros, declamei as palavras que falavam da morte e do regresso da Primavera. Disse, sem perceber o profundo sentido do que dizia, que a Primavera viria com a mesma força, estivesse eu viva ou morta. As flores e as árvores não seriam menos verdes que na Primavera passada. Não tropecei em nenhuma letra, em nenhuma mudança de linha. Não sabia ainda que este era um daqueles momentos em que o destino nos mostra o futuro, nos diz o que precisamos saber. Cinco anos depois, no corredor da morte do hospital, a Primavera estava em força e eu não sabia se estaria viva para assistir ao seu regresso. E foi isso que me levou a abrir o caderno, a colocar a caneta sobre o papel para deixar fluir o turbilhão de emoções. Em prosa, antes que a chama se apagasse.
Etiquetas: Faltam 14 dias para o nosso aniversário
Zero à esquerda
Etiquetas: Política
A melhor década do cinema (31)
(Paths of Glory, 1957)
Realizador: Stanley Kubrick
Principais intérpretes: Kirk Douglas, Ralph Meeker, Adolphe Menjou, George Macready
"Um estudo esmagador da insanidade da guerra que se tem tornado cada vez mais intenso e profundo à medida que os anos passam."
Etiquetas: Anos 50
Novidade Corta-Fiteira
Etiquetas: Corta-Fitas
Quarta-feira, Janeiro 23, 2008
Já esta declaração...
Etiquetas: Seriamente avariados da pinha como eu
O prestígio de Cavaco
Etiquetas: ano novo vida velha
Isto promete
Do caos à ordem
Trata-se, aqui e agora, de algo muito distinto: Colocar a comunicação do Grupo Parlamentar do PSD dentro das guidelines utilizadas pela direcção do partido, partilhando conteúdos e definindo mensagens-chave comuns. Ao fim e ao cabo, acabar com a prática instituída de o grupo parlamentar vir desfazer aquilo que a cúpula do partido passou a semana a tentar construir.
Obviamente, muitos de vocês não concordam comigo nem com António Cunha Vaz. É provável que achem esta tentativa de pôr ordem no caos uma limitação da liberdade de expressão dos representantes eleitos da Nação. E eu até os percebo. Temos que admitir que custa um bocado assumir as coisas como elas são. Mas se descermos à terra, a essa terra queimada que é o corredor dos passos perdidos, de imediato entendemos que das duas uma: Ou os senhores deputados se organizam, ou se deixam organizar. Caso contrário, ficamos a perceber que continuam a preferir brincar às oposições.
Etiquetas: Organizem-se
Abafa-te e abifa-te
O Armando encontra o seu vizinho no café e diz:
- Ó Júlio, ouvi dizer que morreu a tua mãe...
- É verdade Armando, foi na semana passada - responde o Júlio com ar pesaroso.
- E então posso saber de que morreu a Sra. sua mãezinha? - Pergunta o Armando com simpatia.
- Olha, imagina que morreu com uma gripe... – responde o Júlio de olhos marejados de lágrimas.
- Oh pá! – Exclama aliviado o amigo Armando – Ainda bem que não foi nada de grave!
PS - Volta depressa que estás perdoado!
Etiquetas: amiguismos, Não me ocorre mais nada
Antologia Corta-Fitas (III)
Etiquetas: Faltam 15 dias para o nosso aniversário
Banho de realidade
Em nome dessa moral acatei sem tugir e fui adiando como pude o dia em que finalmente tivesse o privilégio de sentir no pêlo as condições em que a generalidade das pessoas são assistidas nos Centros de Saúde.
Descobri então que não tenho nem terei médico de família atribuído nos próximos tempos (Meses? Anos? Não me souberam dizer). Se precisar de consulta tenho que me inscrever com um mês de antecedência. Nessa altura serei atendida por um médico qualquer. Se precisar de ser seguida, andarei a saltitar de médico para médico e só por sorte serei vista pelo mesmo em duas consultas seguidas. Quanto a exames, fiquei também a saber que há muitos que não são comparticipados e outros são realizados em escassos centros de meios auxiliares de diagnóstico, o que implica um longo tempo de espera.
Fiquei irritada quando me vi confrontada com tudo isto e protestei. A funcionária que me atendeu mirou-me dos pés à cabeça com espanto. Percebi quanto eu lhe parecia desfocada da realidade por revelar tanta indignação. Vociferar num Centro de Saúde contra a falta de médicos é quase tão absurdo como reclamar no Inverno por estar mau tempo.
Ontem, na SICNotícias, Correia de Campos garantiu que no prazo de um ano 150 mil utentes iriam passar a ter médico de família. Lembrei-me logo da história dos 150 mil empregos. Será dos mesmos 150 mil portugueses que o ministro da Saúde está a falar? (Tenho a impressão que este Governo tem um fetiche qualquer com este número: 150 mil. Será sexy?)
A melhor década do cinema (30)
ELE
(El, 1952)
Realizador: Luis Buñuel
Principais intérpretes: Arturo de Córdova, Delia Garcés, Luis Beristáin, Aurora Walker, Carlos Martínez Baena
"Um filme assombroso." (David Quinlan)
Etiquetas: Anos 50
Falamos de tudo
- Então, que balanço fazes da crise do BCP?
Olhou-me fixamente, depois virou-me as costas e foi aliviar-se ao caixote.
Etiquetas: O meu gato e eu
Terça-feira, Janeiro 22, 2008
Gostei de ler
Medalha Miguel Sousa Tavares
A historiadora Maria de Fátima Bonifácio fez as mais inteligentes intervenções do Prós e Contras de ontem, dedicado às novas regras sobre o consumo de tabaco. Arrisco mesmo vaticinar que conquistou a imortalidade com várias frases que proferiu nesse debate, das quais destaco: "Não vale a pena deixar de comer umas tripas à moda do Porto para viver mais uns dias." Impressionaram-me estas sábias palavras, que culminaram no seu brado: "Eu quero comer tripas!" Eu, confesso, não quero comer tripas. Mesmo assim, só consigo equiparar aquela admirável exclamação ao grito do Ipiranga. Mas melhor ainda esteve a ilustre historiadora quando, em defesa do sacrossanto princípio da liberdade, exclamou: "As crianças não devem ir a restaurantes porque incomodam os adultos."
Fátima Bonifácio quer fumar em todos os restaurantes. Em nome da liberdade, que a seu ver se encontra "ameaçada" em Portugal, como se pode ver pelo "controlo" do Estado às chamadas de telemóvel e às vias verdes. É também em nome da liberdade que a preclara historiadora pretende eliminar dos restaurantes as criancinhas que tanto a incomodam.
Rolou-me pela face uma furtiva lágrima ao ouvir isto.
Etiquetas: ocidental praia
Antologia Corta-Fitas (II)
Etiquetas: Faltam 16 dias para o nosso aniversário
Antologia Corta-Fitas (I)
Etiquetas: Faltam 16 dias para o nosso aniversário
Da inveja (3)
Ainda a propósito da tal viagem ao Brasil que tanta inveja suscitou em alguns blogues de trazer por casa, queria acrescentar mais um ou dois pontos. Quando vi a Giovanna Antonelli no camarote da Brahma, em pleno Sambódromo, achei-a perfeitamente vulgar. Afinal, a tal actriz que por cá toda a gente suspirava à hora da novela (eu não era uma dessas pessoas, porque detesto novelas, só os gritinhos deixam-me nervoso) O Clone era normalíssima. Até a achei muito baixa. Mas quando me apresentaram a Giovanna, parece que todos lhe chamavam "Jade", fui incapaz de não reparar no brilho dos seus olhos escuros. No sorriso lindo. E na simpatia que dava e vendia.A melhor década do cinema (29)
Etiquetas: Anos 50
Por qué no te callas? (2)
Etiquetas: José Sócrates
A lágrima da senhora Hillary
É a América, estúpidos!
Por muito que tentem elaborar sobre matérias bem mais relevantes para o futuro dos EUA, os eleitores democratas avaliarão Hillary e Obama primeiro que tudo em função do seu género e da sua cor e não das suas diferenças enquanto políticos. Em se tratando de escolher entre um homem e uma mulher ou entre um branco e um negro tudo o resto parece perder dimensão.
Não deixa, porém, de ser irónico que o futuro líder político mais influente e poderoso do mundo se arrisque, em última análise, a ser escolhido por características que lhe escapam e completamente alheias à sua capacidade de governação.
Segunda-feira, Janeiro 21, 2008
1950 a 1950!?
Etiquetas: Futebol
Pensamento do dia
A propósito da discussão que para aí vai sobre a liderança do PSD, seja ela a anterior, a actual ou a que se seguirá, julgo que basta citar a famosa frase de Immanuel Kant: «Os pensamentos sem conteúdo são vazios. As intuições sem conceitos são cegas».
Idade
Mal entrei na loja fui surpreendida pela música. - Há tanto tempo que não ouvia isto - soltei.
- É uma música dos anos 80.
- Pois. Cocteau twins - afirmo eu, tentando parecer indiferente.
Por qué no te callas? (1)
Etiquetas: José Sócrates
A melhor década do cinema (28)
Etiquetas: Anos 50
Lei e Ordem
A ameaçazita terrorista já cá canta...
Postais blogosféricos
Etiquetas: postais blogosféricos
Divagações e sugestões
Etiquetas: Ler os outros
Portugal 2008
Etiquetas: Quotidiano
Não posso exigir mais
É bonito, elegante, inteligente, sensível e sei que jamais me trocaria por outra mulher.
Etiquetas: O meu gato e eu
Domingo, Janeiro 20, 2008
Passeio de fim-de-semana 1
Com pouco mais de dois anos a escrever na blogoesfera portuguesa, tenho sido um péssimo blogger, com pouco tempo disponível para apreciar o que de melhor outros escrevem. Tentarei, nesta série, contrariar a minha inércia e privilegiar blogues que não constam na lista de links do Corta-Fitas (mas falarei também dos que lá estão), com o critério de serem sítios que gosto de visitar, pois sempre me surpreendem. Procurarei, igualmente, explicar os motivos que me levam a apreciar determinada assinatura.
Maradona, por exemplo, tem sido um dos meus preferidos. Leio com prazer as suas diatribes em A Causa Foi Modificada. Tem um humor sarcástico e devastador, que me faz rir, mas na base de cada texto existe uma sabedoria que também faz pensar. Inteligente e culto, Maradona parece-me um óptimo exemplo de escrita de qualidade. Por vezes, é incómodo e acutilante, quase sempre bom observador e, sobretudo, notável cronista do nosso tempo.
Etiquetas: postais blogosféricos
Conserta-corações
Do que percebi do assunto, a investigadora Doris Taylor pegou num coração parado, lavou-o bem com detergente (?) até sair tudo o que não é essencial num coração, depois recheou-o e barrou-o com milhões de células imaturas (!) e, espanto dos espantos, o coração original, morto, lavado e barrado, tum tum, tum tum, começou a bater. Resumindo - e saltando a parte com aspecto de aula de culinária - tínhamos um coração morto e passámos a ter um coração vivo e lavado. Se isto não vos espanta, meus amigos, é porque precisam de uma lavagem ao cérebro com Vim e uma escovinha de arame. Domingo
Naquele tempo, João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É d’Ele que eu dizia: ‘Depois de mim vem um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim’. Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Israel que eu vim baptizar na água». João deu mais este testemunho: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e permanecer sobre Ele. Eu não O conhecia, mas quem me enviou na baptizar na água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e permanecer é que baptiza no Espírito Santo’. Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus».
Da Bíblia Sagrada
Etiquetas: Cristianismo, Religião
Não gosto/detesto
Sábado, Janeiro 19, 2008
E a vida continua
Etiquetas: Quotidiano
A melhor década do cinema (27)
Etiquetas: Anos 50
Sexta-feira, Janeiro 18, 2008
Sunset


Há dias, morreu Edmund Hillary, o grande conquistador do Evereste. Acabo de saber que morreu Bobby Fischer, o mais talentoso jogador de xadrez das últimas décadas. Os meus heróis estão a desaparecer.
Etiquetas: in memoriam
O que parece é
Etiquetas: Assim se faz política
"Spam" telefónico
Foi há alguns anos que me inscrevi no Círculo de Leitores com o intuito de subscrever a magnifica colecção Reis de Portugal cujo último volume, D. Manuel II, orgulhosamente atafulhei na estante faz agora um ano. Não fora alguns contactos de marketing directo para o meu telemóvel, a minha relação com a editora já tinha cessado há muito. Acontece que respeito o trabalho de toda a gente e, por deformação profissional, devo alguma tolerância extra aos vendedores, mesmo provenientes dalgum exasperante call center.O episódio surrealista que a seguir relato ensina o que não deve ser uma operação de marketing (pouco) “relacional”, ou o que é uma estratégia de vendas suicida:
Recentemente, num final do dia, quando eu ia a caminho de casa, uma senhora do telemarketing do Círculo de Leitores apanhou-me pelo cansaço. De seguida e sem piedade disparou o seu inquérito numa irritante voz anasalada: “O Sr. João (!) está contente com o serviço do Círculo de Leitores?” “O Sr. João recebeu a última revista do Círculo de Leitores?” “Olhe, estamos a fazer uma promoção especial para a Colecção Reis de Portugal, conhece?”
Com caridade cristã esclareci a senhora que o Sr. João era um feliz possuidor da dita colecção, que se sentia bem servido com a que lhe coubera em sorte... e com a licença dela desliguei a chamada educadamente.
Quinze dias depois recebi nova investida telefónica da mesma editora: “O Sr. João (!!!) pode falar agora?” “Está contente com o serviço?” “E, a propósito, sabe que a Colecção Reis de Portugal está agora com 50% de desconto?”
... Atingido de morte, ainda tive coragem de esclarecer a Senhora que afinal eu era com um daqueles trouxas que a seu tempo comprara a dita colecção pelo dobro do preço!
Etiquetas: Coisas da vida
Vai uma cachimbada?
Depois de mais uma investida do Paulo Gorjão no Cachimbo de Magritte (blogue de que sempre gostei e do qual não vou deixar de gostar, apesar desta última semana conturbada), só me apetece perguntar se ele, ao menos, se dava ao trabalho de ler as notícias que menciona? É que, se fosse o caso, iria saber que o tema que levantou foi alvo de uma queixa na PGR e, logo, deverá estar em segredo de Justiça. Se tem tanta curiosidade em saber "como evoluiu o processo" resolva isso da maneira que entender. A agenda dos media não é ditada por bloggers de serviço, mas apenas e só pelo factor notícia, actualidade, notoriedade e interesse público. A avaliar pela caixa de comentários do blogger em questão, curiosity killed the cat... Da inveja (2)
Cadernos de Filosofia Política de Adolfo Ernesto (XV)
Argumentação
Agora, que a greve de argumentistas está a acabar, posso seguir a minha vocação sem o anátema de ser amarelo ou fura-greves. O meu amigo Cecil B. Demille (na foto) costumava dizer: "Adolfo Ernesto, nunca esqueças, dá-lhes emoção e, quando eles não puderem mais, dá-lhes mais uma vez, com emoção". A minha mais recente proposta para Hollywood foi um projecto de argumento que enviei para a cidade dos anjinhos, e que terá por título Emoções sem Limite, embora tenha hesitado, pois havia a hipótese de Explosões sem Limite.
A história é singela. Começa no MidWest, entre paisagens paradisíacas. Conhecemos "o excelente e confiável Jim Smith (Brad Pitt), que procura o pai ausente, Tom Smith (George Clooney) e se apaixona pela sensual Belinda Jones (Scarlett Johansson). Depois de uma escaldante cena de sexo entre os dois protagonistas, temos uma frenética perseguição de automóveis onde conhecemos o malvado Lucas Cheney (Tommy Lee Jones), que mata quatro transeuntes. Jim Smith é forçado a juntar-se ao exército e enviado para o Afeganistão (cena de combate inspirada em Platoon); ali passa algum tempo (nova cena de combate com destruição de quatro dos melhores cenários dos estúdios Paramount), e é no Afeganistão que reencontra o malvado Cheney, que está a vender armas aos talibãs. Mais combates, Cheney morre três cenas depois de ser abatido, Smith regressa aos states na companhia do seu companheiro e herói Johnny (Will Smith) que diz uma piadas, mas o Smith personagem acaba nos braços de Belinda Jones (cena de sexo, suspense, de súbito reaparece o malvado Cheney, que julgávamos morto, mas que afinal estava em pleno estertor), golpe decisivo do herói, vitória final. Triunfam os bons".
Parece-me uma boa história, equilibrada e com momentos interessantes, sobretudo nos tiroteios.
Entretanto, recebi um telegrama urgente, da Mosfilm, que dizia assim:
"Kremlin enviou para Sibéria todos nossos argumentistas. Cruise grave. Adolfo Ernesto, favor enviar argumento, mosfilm".
O Cruise era, afinal crise, mas com uma letra a mais. E foi com Tom Cruise na imaginação que concebi o argumento para a Mosfilm, tarefa difícil, porque eles não gostam de cenas com menos de 40 minutos. O título será Discussões sem Limite, embora A Balada do Soldado não me soe mal:
"O bom Ivan Denisovitch (T. Cruise) cresceu nas paisagens magníficas do Volga, mas apaixonou-se pela bela Tatiana (Zhanna Prokhorenko); ele busca o seu pai, mas enfrenta o cruel Pavlovitch (Vladimir Ivashov)". Aqui, pensei numa cena tipo doutor jivago, mas sem o bigode. "Após longo diálogo de trinta minutos entre Denisovitch e Pavlovitch, o primeiro é cruelmente enviado pelo segundo para o exército e, depois, para a invasão do Afeganistão", (ou ocupação, ou lá o que foi, mas não escrevo argumentos de filmes políticos, quero apenas sublinhar as emoções e as sensações. E, claro, a pirotecnia).
"Enfim, no Afeganistão, dá-se o confronto final entre D. e P., o duelo prolonga-se por duas rápidas horas e o nosso herói consegue regressar aos braços da sua Tatiana, e ainda tem tempo para descobrir o pai, que afinal era um antigo stakhanovista da União Soviética que morrera na heróica luta contra a deskulakização e era muito chegado ao camarada Estaline". É um final bonito e comovente.
Estava satisfeito com esta nova prova superada, mas não sabia que os meus problemas ainda não tinham acabado. Para meu espanto, recebi um telegrama de Bollywood: "Adolfo Ernesto. Crise de argumentistas iminente. Favor enviar argumento de filme de Bollywwod".
Dito e feito. Concebi uma obra e pensei logo num título magnífico: Canções sem Limite. Tudo começa nas margens do sagrado Ganges, onde o nosso herói, Ayodhya Ramayana (Salman Khan) terá de lutar pelo amor eterno da sensual Sara Patel (Aishwaria Rai), apesar dos obstáculos do maléfico Pervez (Shah Rukh Khan). Haverá fugas por toda a Índia, com muita cor e dança, e os dois heróis fogem na direcção dos Himalaias (mais uma dança) e, depois para o Afeganistão, onde são apoiados por Jim Smith, um místico ocidental (George Clooney), mas Khan consegue apanhar o trio (há uma bela cena de dança, com uma notável canção e um coro talibã). Finalmente, o bem triunfa, com ajuda divina que permite uma cena apoteótica. Pervez é derrotado e haverá ainda tempo para uma sensual, mas púdica, cena de sexo, apimentada com uma dança".
Enfim, nesta minha carreira também há a possibilidade de colaborar com as telenovelas brasileiras, mas esse será um enorme desafio, já que as histórias são muito mais complicadas.
Adolfo Ernesto
Etiquetas: adolfo ernesto
A melhor década do cinema (26)
Etiquetas: Anos 50
George Clooney, who else?
O império
As eleições americanas entram agora numa fase decisiva, mas os dados essenciais estão já lançados. Existe a fortíssima possibilidade de que, no lado democrático, se defina a dupla Clinton-Obama. Hillary tem todas as hipóteses de vencer a nomeação e escolher Obama para ser o candidato a vice-presidente. Acho pouco provável que esta dupla perca as eleições.
Do lado republicano, o único com possibilidades seria John McCain, que teria de escolher um vice entre não candidatos. As restantes combinações podem originar desastres eleitorais e McCain tem o problema da idade (71 anos). Os republicanos terão de enfrentar as consequências da crise económica que se aproxima, a qual afectará os mais pobres, com proporção maior de eleitores democratas.
Apesar de tudo, as consequências para a Europa serão mínimas. Com Hillary-Obama, Washington não modificará as suas relações com os países europeus, face às actuais, que não são boas. Os EUA precisam dos europeus no Afeganistão, mas estes estão relutantes em enviar tropas para um cenário de guerra tão perigoso. A segunda guerra da NATO (a primeira a sério) pode bem ser a sua última. A chanceler alemã perderia as eleições se comprometesse mais soldados e os franceses precisam de tempo. Os restantes países podem até ter a vontade, mas não possuem a capacidade necessária.
Na próxima presidência, já o problema do Kosovo estará resolvido, pelo que haverá menos um problema a dividir a Europa, com metade desta ao lado de Washington e a outra metade contra.
EUA e Europa são dois blocos com interesses praticamente comuns, mas os Estados Unidos não deixarão de se comportar como a hiperpotência, exigindo total apoio dos seus aliados.
A actual situação tem semelhanças com o equilíbrio de poderes no final do século XIX (cinco europeus, mais os EUA e o Japão, com o império britânico a comportar-se como hiperpotência militar e económica). Mas também há diferenças: os desequilíbrios são maiores do que nessa época, os blocos menos definidos, as alianças parecem mais estáveis e no século XIX não existia nenhum protagonista tão desesperado (ou dividido) como se encontra o bloco muçulmano (cuja fragmentação é notória).
Isto talvez implique um mundo mais imprevisível, pelo que convém na Casa Branca um presidente com experiência e sensatez. Apesar de tudo, que não haja ilusões sobre a sua vocação imperial.
Nova lei autárquica
Como é que ele é?
Etiquetas: O meu gato e eu
Quinta-feira, Janeiro 17, 2008
O órgão dos órfãos da URSS

Nem a traição aos ideais socialistas.
Etiquetas: foice e martelo
Chamem a polícia
O PG é diferente. Erra porque sim. Insiste nos erros. Exemplo disto, é a pequena provocação que teve a gentileza de me dirigir há um ou dois dias. Meu caro, acha que tenho alguma responsabilidade na investigação desse "caso"? Que eu saiba, e escrevi-o na altura, o assunto foi entregue às autoridades. E eu pelo menos não tenho a pretensão de querer ser polícia... Não querendo ir tão longe como alguns, lanço-lhe a pergunta: será que você pode dizer o mesmo?
E no entanto, não se move
Outros tempos, outros costumes
Etiquetas: Assim se faz política
Propaganda Não Solicitada
Pobreza (diria franciscana se não me referisse de um fervoroso laicista) é quando um dos raros republicanos praticantes da modernidade, o Prof. Vital Moreira, recorre a um “proto”-republicano para ornamentar condignamente a sua galeria de heróicos mitos. Falo de Passos Manuel, insigne progressista e liberal de primeira vaga, devidamente homenageado e reconhecido pela monarquia constitucional. Na fotografia datada de Julho de 1907, de Joshua Benoliel, vemos D. Carlos visitando as obras de construção das (actuais) instalações do Lyceu Passos Manuel, recebendo explicações de Rozendo Carvalheira sobre projecto.Fotografia daqui
Etiquetas: História
A herança semântica de Salazar
Etiquetas: O que parece é
Leitura obrigatória
Etiquetas: Ler os outros
Incompreensões
Também eu, Francisco, andei em todas elas. Em especial como passageiro do «Texas», entre Peso da Régua e Vila Real. Tal como tu, «tenho pena». Ao contrário de ti, não compreendo. Aliás, nunca compreendi a forma como as linhas da CP foram desmanteladas, para dar força aos mesmos que capitalizaram a privatização da Rodoviária Nacional (Cabanelas, Humberto Pedrosa) e que hoje, como sucede nos trajectos para Sul com a EVA Mundial Turismo e a Rede Expresso, funcionam em cartel concertando preços sem que ninguém os aborreça com minudências.Eu tenho pena e não compreendo, porque a Linha do Tua, do Corgo ou do Sabor percorrem paisagens tão admiravelmente belas e as carruagens são tão apaixonadamente anacrónicas, naqueles carris mais estreitos do que todos os outros, que a sua continuidade era obrigatória em qualquer país com um mínimo de estratégia de desenvolvimento turístico para o interior.
Cheira mal, cheira a Lisboa
Se querem mesmo saber (retórica presunção), para mim foi de uma Junguiana sincronicidade que Lisboa cheirasse fedorentamente a gases no mesmo dia em que eram anunciadas as acusação no «Caso Bragaparques». Foi como se um gigantesco PUM tivesse sido finalmente libertado. O primeiro de uma série. Por isso, não se admirem se de vez em quando continuarem a sentir-se na atmosfera alguns odores desagradáveis.Angola é deles (2)
A melhor década do cinema (25)
Etiquetas: Anos 50
Porreiro, pá
Etiquetas: ocidental praia
Melhor é impossível
Etiquetas: O meu gato e eu
Quarta-feira, Janeiro 16, 2008
Ai esta minha memória
Agora que o NAL está decidido para Alcochete: Não foi António Costa que prometeu transformar o Aeroporto da Portela numa grande zona verde? Etiquetas: Promessas leva-as o voto
Da inveja (1)
Parece que o meu post de ontem sobre a Naomi Campbell, que conheci no Rio de Janeiro há uns anos, suscitou um leve sentimento de inveja em algumas mentes mais conturbadas. Apesar disso, até lhes achei graça desta vez. Por isso, vou revelar mais umas pérolas que conheci nessa estadia. Só algumas, porque não tenho tempo para isto. Começo por Daniella Sarahyba, com quem estive no baile do Copacabana Palace. Ela era a rainha do baile eu era naquela noite um mero pajem de smoking vestido e charuto na mão. Gostei dela, pareceu-me uma mulher certinha, de família, caseira e com a cabeça no lugar. E lembro que chegou a ser eleita a mulher mais bonita do Brasil.P. S. - Ilibo neste caso o Rui Castro, que foi um senhor, como sempre. E a quem revelo com segurança que era mesmo ela, na altura ainda linda de morrer e sem as manias que tem vindo a adquirir.
Postais blogosféricos
Etiquetas: postais blogosféricos
Não se espera nada
Etiquetas: Política-PSD
Onde é que dói? (I)
Não sou médico, felizmente, mas farto-me de receber correspondência médica. O anterior inquilino do andar onde vivo era um médico, Dr. Sicrano de Tal, que nunca vi mais gordo. Já saiu há muito, mas ainda hoje é em nome dele que surge a maior parte da papelada que me entope a caixa do correio.Acho até isto divertido. E passei a achar ainda mais quando comecei a receber propaganda dos candidatos ao cargo de bastonário da Ordem dos Médicos. Deu para perceber que os concorrentes não se gramam nem com molho de tomate, o que só aumentou a minha cultura geral (e, confesso, o meu divertimento).
Nem é preciso abrir os envelopes. O actual bastonário ataca sem sofismas: “Quem conhece os candidatos vota Pedro Nunes”, lê-se em letras vermelhas impressas no envelope, onde vem também um destacado “Não à abstenção”. No remetente, o endereço de Pedro Nunes: Rua Andrade Corvo, nº 3- 4º D – 1050-007 Lisboa.
O seu concorrente que passou à segunda volta, Miguel Leão, parece ainda mais aguerrido: “O Dr. Pedro Nunes contribuiu para a destruição das carreiras médicas e aumento de poderes da entidade reguladora da saúde”, lê-se no sobrescrito, em letras verdes, todas maiúsculas. Remetente: a Ordem dos Médicos – Secção Regional do Norte, com endereço na Rua Delfim Maia, 405 – 4200-256 Porto. Vêm também impressos os números de telefone e telefax.
Abro os envelopes: fico desde logo a saber que a segunda volta decorre hoje, 16 de Janeiro, e destina-se ao biénio 2008-2010. E os candidatos não são nada meigos um para o outro.
Onde é que dói? (II)
O que diz Nunes?“Se votou ou pensa votar Miguel Leão é para si esta carta. Tem o direito e o dever de saber quem escolhe.” E toca a despejar impropérios contra o rival:
1. “Numa campanha inacreditável, recorrendo a todos os meios, Leão visou deliberadamente o meu carácter e tentou fazer os médicos acreditar que eu seria uma pessoa sem força ou vontade, incapaz de enfrentar Correia de Campos ou de os defender.”
2. “A mistificação e a mentira não conheceram limites, pelo que sou obrigado a defender a minha honra e a verdade dos factos.”
3. “Recorreu à mais baixa e torpe política.”
4. “Durante três anos desestabilizou e fracturou artificialmente a Ordem e preparou ilicitamente à custa desta a sua campanha eleitoral.”
5. “Miguel Leão é a escolha de Correia de Campos!!!”
6. “Nos últimos três anos quantas vezes ouviu Miguel Leão criticar o ministro? A resposta óbvia é… nenhuma.”
7. “Será porque durante três anos se ausentou sistematicamente do seu serviço hospitalar para preparar a campanha eleitoral, com o conhecimento e bênção do ministro da Saúde?...”
8. “Como é que um médico em regime de tempo completo prolongado (42 horas) e dedicação exclusiva justificou todos os dias em que viajou pelo País, de Bragança aos Açores? São ausências sistemáticas e reiteradas que nenhuma Administração permitiria a nenhum médico. Mas permitiu-o a ele! Porquê?”
9. “Uma simples análise da contabilidade da Secção Regional do Norte, que pagou os passeios em 2006 e 2007, permite confirmar este facto. O que revelará a análise do livro de ponto do seu hospital?”
10. “Quanto nos custaria a todos nós o seu silêncio cúmplice, quando não apoio expresso, se por desgraça viesse a ser presidente da nossa Ordem?... É que não há jantares de graça…”
Onde é que dói? (III)
E o que diz Leão?1. “Como vem sendo hábito, o dr. Pedro Nunes continua a utilizar a Revista da Ordem para a sua propaganda pessoal.”
2. “No último número da Revista da Ordem (ou será que é só a revista do dr. Pedro Nunes?), o Conselho Regional do Norte é atacado em quarto páginas.”
3. “No editorial da Revista da Ordem dos Médicos de Março de 2006, o dr. Pedro Nunes afirma que o encontro da Assembleia de Médicos de Clínica Geral em Vilamoura era ‘uma feira de medicamentos’. Será que o dr. Pedro Nunes, com esta atitude, tem competência para defender os médicos?”
Hard Days Night
Se a sua cara metade (ou mais recente conquista de 2008) é fã dos Beatles, pode começar o ano da melhor maneira ao levá-la até Liverpool, berço dos Beatles. A cidade vai ter o primeiro hotel que conta a história do quarteto: Hard Days Night (nome de uma das músicas mais conhecidas da banda). A inauguração deve acontecer a 1 de Fevereiro, de modo a aproveitar as comemorações na cidade, Capital Europeia da Cultura em 2008. Os quartos vão estar decorados individualmente com peças e fotografias que contam a história do grupo. Quem sabe se Sarkozy não tira mais uns dias de férias e passa por lá. «Ó glória de mandar, ó vã cobiça»
Angola é deles
Angola sempre foi a carta mais importante no baralho desde o lançamento da OPA por Paulo Teixeira Pinto. É esse o principal mercado alvo para a expansão do nosso sistema financeiro. E é dele que depende, também, o sucesso do plano de negócios do BPI. Se as perspectivas de crescimento em Angola falharem, as promessas feitas por Fernando Ulrich de criação de valor para os seus accionistas, que serviram de arma na defesa contra a OPA, caem por terra.
Para o BCP, a Sonangol é um parceiro determinante. A entrada de Manuel Vicente na Assembleia Geral do Millenniumbcp e o peso da carteira de acções da petrolífera são importantes, mas não reflectem a verdadeira dimensão do que se vai seguir. Começou uma guerra sem quartel entre os dois bancos em África. Guerra essa que as negociações para uma fusão procuraram evitar, conseguindo apenas adiar.
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A moção que serve o Governo
Etiquetas: Assim se faz política
A melhor década do cinema (24)
Etiquetas: Anos 50
Fazer história
Aproxima-se o centenário da revolução republicana que, não sendo uma data feliz, é uma data histórica e como tal será assinalada. Se para os seus devotos se trata de comemorar, para nós monárquicos e cidadãos livres trata-se tão só de rememorar.Acontece que estas celebrações, pela intrujice histórica em que se sustentam, constituem uma oportunidade única de sobrepor alguma verdade histórica à descarada propaganda oficial. Assim, beneficiando da democrática ferramenta de comunicação em que se tornou a Internet, um grupo de cidadãos juntou-se com a intenção de desenvolver uma plataforma informativa on line, o www.centenariodarepublica.org. Ainda em construção, neste sítio pretende-se coligir informação histórica, desde simples dados estatísticos a imagens e transcrições da época, acontecimentos e ensaios, até artigos de opinião que terão lugar privilegiado no blogue associado http://centenario-republica.blogspot.com que esperamos que se afirme a curto prazo como um privilegiado espaço de fervilhante polémica e o aceso debate.
Idealizada a iniciativa pelo Carlos Bobone e por mim há quase um ano num primaveril almoço, cedo desfiámos um pequeno núcleo de voluntariosos colaboradores para o arranque do projecto; são eles o nosso Duarte Calvão, João Paulo Carvalho, Nuno Pombo, e o Paulo Cunha Porto.
O trabalho a sério vai começar, e esperamos que venha a revelar-se uma eficiente contribuição, uma boa fórmula de contrariar a propaganda que o regime prepara para a efeméride sob a batuta do “suspeitíssimo” Prof. Vital Moreira e para a qual contamos com a participação de todos que assim o desejarem.
Etiquetas: Centenário da república, História
Terça-feira, Janeiro 15, 2008
Vitória albanesa
A lista do Governo, ou melhor a de Carlos Santos Ferreia (peço desculpa pelo lapso), teve 283 votos na luta pela liderança do BCP, o que segundo o enorme peso dos accionistas que o apoiavam dá cerca de 97,76%. A de Miguel Cadilhe teve "apenas" 560 votos, o que lhe valeu uns magros 2,14%. Alguém percebe isto? Eu explico: money talks. A vitória pode ser muito saborosa para quem dela beneficia, mas José Sócrates não escapa a mais uma pequena polémica. A quarta ou quinta em duas semanas. O estado de graça acabou-se e chegámos à Albânia.Um desastre
A coisa foi difícil de engolir, tendo eu conhecido pessoalmente a Naomi, no Carnaval do Rio de Janeiro, em 2003 ou 2004. A top-model foi-me apresentada por uma amiga brasileira de circunstância, em casa de quem ela ficava sempre no Rio, e deu-me dois beijinhos (e não um, mas, neste caso, agradeci). Na festa privada numa das boîtes mais in do Rio, estivemos a dançar uns cinco ou dez minutos até o Ronaldo (não o Cristiano, que não existia na altura, nem o Ronaldinho Gaúcho, mas o "fenómeno") me "cortar o barato", como se diz na gíria. A Naomi saiu dali para mais duas festas, onde ainda nos vimos (e ela sorriu-me), mas a verdade é que, se já me foi difícil conceber o Ronaldo e ela na dança, muito mais complicado é imaginar que a modelo pode achar alguma graça a um ditadorzeco (perdão, ele é um democrata, como pensa o nosso primeiro-ministro) como Chávez. Quanto mais a rapariga (já trintona) estar apaixonada por ele depois de o ter entrevistado. Por isso, e sendo este um post à Villalobos, quero acreditar que tudo não passará de pura especulação.
Naomi, gostei de te conhecer, agora vê se cresces. A Carla Bruni sabe o que quer, tu andas perdida na vida...
A opositora que serve ao Governo
Etiquetas: Assim se faz política
A melhor década do cinema (23)
Etiquetas: Anos 50
Tabaco: as palavras dos outros (6)
Etiquetas: não há fumo sem fogo
Pedido de auxílio
História de algibeira (30)

Em 30 de Outubro de 1878 foi inaugurada a iluminação eléctrica em Lisboa com 6 candeeiros Jablochkoff (na imagem) colocados no Chiado “graças à dedicação de sua majestade , el-rei e à actividade do Sr. conselheiro Nazareth” (DN 30 de Outubro de 1878). Onze anos depois a luz chegou à avenida da Liberdade com a instalação de 37 candeeiros de arco voltaico através da recém implantada rede eléctrica de distribuição pública.
Fontes: Lisboa Desaparecida - Marina Tavares Dias, História da Energia e Wikipédia
Etiquetas: História
Afrodisíaco Hi-Tech
Etiquetas: Seriamente avariados da pinha como eu
Segunda-feira, Janeiro 14, 2008
Postais blogosféricos
4. Quando se recebe uma menção destas num blogue de que se gosta muito, sabe ainda melhor. Podem crer.
Etiquetas: postais blogosféricos
O herói antinazi
Etiquetas: não há fumo sem fogo
Mau, mau...

Etiquetas: EUA
Dois anos de incontinência
Os Incontinentes estão há dois anos na blogocoisa e tal é um facto assinalável. Gosto daquela gente boa e genuína, quase todos bons chefes de família e companheiros de luta. Os meus parabéns, e com amizade aqui em cima lhes deixo uma útil lembrança.Etiquetas: amiguismos, Ler os outros
Três anos depois
Etiquetas: Promessas leva-as o voto
A melhor década do cinema (22)
Etiquetas: Anos 50
Tabaco: as palavras dos outros (5)
Etiquetas: não há fumo sem fogo
Sendo assim, aguardo um mail do «Baldas»
Caro João Villalobos,
Quanta alegria, quanto apetite!
Agradeço-lhe o seu convite, mas participei apenas pelo gozo do tema em si e não para papar um jantar à pala. Aliás, quase tudo nesta terra é cada vez mais motivo de gozo. Até os americanos já conhecem o Chuck Norris da ASAE! Grande Tugalândia!
Por outro lado, ir jantar com um gajo que vc. não conhece de lado nenhum não parece muito aliciante. O que eu gostava mesmo era que convidasse o Jamé, que parece que é um bom garfo e bem precisa de levantar o moral e de ouvir uma palavra de conforto.
Se não puder ser, leve o baldas ou o Povo é Sereno.
Cumprimentos e parabéns pelo Corta-Fitas.
Mialgia de Esforço
TotoPaís: Golden Steak Award
Etiquetas: Corta-Fitas
Paulo Bento
Vai radicalmente contra a cultura portuguesa de resolver as questões estruturais com correcções superficiais e de circunstância. Mas é urgente que a direcção leonina resista à tentação de resolver a crise da equipa de futebol profissional do Sporting com o despedimento de um treinador que para além de competente é determinado e destemido. A manutenção da confiança e de uma racional serenidade, sem paliativos, durante a travessia do deserto que se adivinha (falo de resultados desportivos evidentemente) significa a médio prazo a consolidação, crescimento e maturação de uma equipa potencialmente vencedora.Etiquetas: Futebol
Querido Mário:
Tempos difíceis
«These are the times of fast foods and slow digestion, big men and small character, steep profits and shallow relationships. These are the days of two incomes but more divorce, fancier houses, but broken homes. These are days of quick trips, disposable diapers, throwaway morality, one night stands, overweight bodies, and pills that do everything from cheer, to quiet, to kill. It is a time when there is much in the showroom window and nothing in the stockroom. A time when technology can bring this letter to you, and a time when you can choose either to share this insight, or to just hit delete...». George Carlin Já agora também quero ter um código de barras, s.f.f.
Uma vez traçado o nosso perfil, damos entrada nas estatísticas, que por sua vez apontam tendências. Chegados a este ponto procuram antecipar-se e adivinhar os nossos pensamentos. Depois o mercado adapta-se às nossas presumíveis necessidades e expectativas. É esse o objectivo final do processo.
Ah, é verdade, entretanto dão-nos um nome. A TNS World Pannel identificou cinco tipos de consumidores: o egoísta (narcisista, preocupado com a imagem e que cresceu em sociedades de bem-estar), o étnico (valoriza o mundo global e mestiçado, a origem e a tradição), o ético (sensível ao comércio justo, às causas e à responsabilidade social), o ecológico (procura o autêntico e a Natureza, evidenciando preocupações com a sustentabilidade do planeta) e o e-consumidor (ligado às tecnologias e transversal aos restantes traços centrais). Reconheceu-se nalgum destes tipos? Então é porque deve estar out! Leia mais na última edição do Expresso (link não está disponível).
Recordar é votar
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Domingo, Janeiro 13, 2008
Que é que querem, faz-me lembrar o meu avô!
Em Portugal o ridículo não mata
Manhã estranha de Domingo
A taxista - ... nem está muito frio. O pior é à noite, que arrefece muito.
Eu - Pois.
A taxista - E logo hoje, que me apetecia tanto sair e divertir-me!
Eu - Pois.
A taxista, a espreitar pelos espelhinhos tunning - Bom, bom era ter uma companhia...
Eu - Heim?
A taxista - Alguém que quisesse sair e divertir-se comigo!
Eu - Pois.
A taxista - E que guiasse o carro, para eu poder beber um copito...
Eu - Apanhe um táxi!
A taxista - Não gosto de andar de táxi...
Domingo
Evangelho segundo São Mateus 3, 13-17
Naquele tempo, Jesus chegou da Galileia e veio ter com João Baptista ao Jordão, para ser baptizado por ele. Mas João opunha-se, dizendo: «Eu é que preciso de ser baptizado por Ti e Tu vens ter comigo?». Jesus respondeu-lhe: «Deixa por agora; convém que assim cumpramos toda a justiça». João deixou então que Ele Se aproximasse. Logo que Jesus foi baptizado, saiu da água. Então, abriram-se os céus e Jesus viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e pousar sobre Ele. E uma voz vinda do céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência».
Da Bíblia Sagrada
Etiquetas: Cristianismo, Religião
Love is in the air
Sabe se tem um twixter em casa?
A melhor década do cinema (21)
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Sábado, Janeiro 12, 2008
Centenário do Regicídio - 1 Fevereiro 2008
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31 Janeiro 2008 - Após a conferência no mesmo local - Concerto pelo Grupo de Música de Camara da Banda do Exército.
1 Fevereiro 2008 - 17:00 horas - Concentração no Terreiro do Paço, junto à placa evocativa do Regicídio.
Etiquetas: Centenário do Regicídio
Gostei de ler
Jamais. Da Leonor Barros, na Geração Rasca.
Todas as condições. Do Paulo Gorjão, n' O Cachimbo de Magritte.
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A melhor década do cinema (20)
Etiquetas: Anos 50
Solidariedade (continuação)
Neste momento, a Teresa já tem apoio jurídico para defender as suas causas no tribunal: um divórcio que se avizinha complicado e a tutela dos filhos. Está a procurar emprego e recuperou a vontade de viver e a esperança que parecia ter-se desvanecido. Há cerca de dois anos ficou sozinha a criar os filhos, perdeu o emprego e a possibilidade de cumprir a mensalidade do empréstimo de habitação, o que determinou a penhora da sua casa e a iminência de ficar sem um tecto.
Tudo isto foi possível graças a uma verdadeira onda de solidariedade que se criou à volta desta família - incluindo da parte dos leitores do Corta-Fitas. As pessoas organizaram-se para arranjar bens materiais, deram o seu contributo na conta bancária aberta para o efeito, lançaram mãos à obra e puseram amigos e conhecidos a lutar pela mesma causa.
Mas porque consideramos que de nada servirá este esforço se esta família não “ganhar pernas” para continuar o seu caminho sem a nossa ajuda e porque, enquanto cidadãos activos e participativos, entendemos que a sua reconstrução deve ser encarada como uma responsabilidade partilhada, atrevemo-nos a ir mais além.
Queremos minimizar as despesas mensais desta família por um período limitado até assegurar um emprego estável à Teresa e, mais importante do que tudo, ajudar a resolver a dívida bancária que ascende já a 10 mil euros e que a todo o momento poderá determinar o despejo desta família.
A quantia que já foi angariada neste curto espaço de tempo faz-nos sonhar com o que antes parecia inalcançável mas ainda não chega para propor a renegociação do empréstimo à entidade bancária.
Por isso, propomos que continue a colaborar nesta causa. Ou que a agarre a partir de agora, tal como nós o fizemos há um mês. Para saber como pode abraçar esta verdadeira campanha de solidariedade pode consultar a lista de necessidades em anexo ou transferir o seu contributo para o seguinte
NIB 0033 0000 4534 6924 7910 5.
Até conseguirmos que esta família deixe as “muletas” da nossa solidariedade e prossiga o seu caminho de forma autónoma e estruturada, Teresa continuará a ir buscar comida ao Banco Alimentar para sustentar os cinco meninos, a procurar emprego e a beneficiar dos escasssos apoios do Estado. No fundo, a tentar fazer de “mãe e pai” para as suas crianças. Mas agora com a esperança de que 2008 pode ser melhor do que 2007.
Para mais alguma dúvida, poderá ser contactado José Carlos Santos através do 969076541 ou do email ajudemteresa@gmail.com
I love you, baby
Etiquetas: O meu gato e eu
Sexta-feira, Janeiro 11, 2008
A melhor década do cinema (19)

QUANTO MAIS QUENTE MELHOR
Etiquetas: Anos 50
A notícia da semana
Etiquetas: jamé jamé
Isto nem sequer rima, seus gilipollas!
¡Viva España!
Cantemos todos juntos
con distinta voz
y un solo corazón.
¡Viva España!
Desde los verdes valles
al inmenso mar,
un himno de hermandad.
Ama a la Patria
pues sabe abrazar,
bajo su cielo azul,
pueblos de libertad.
Gloria a los hijos
que a la Historia dan
justicia y grandeza
democracia y paz.
Etiquetas: Fracturas expostas
O homem de plástico
Sócrates resolveu distender do enorme esforço da presidência da UE e foi de férias, presenteado pelos seus próprios ministros. Antes de partir para algum lado para melhorar o tom de pele e aliviar a alma, o PM resolveu deixar uma mensagem de Natal/Ano Novo em tons muito cor-de-rosa que o Presidente da República, dias depois, acabaria por destruir por completo, exigindo mais e melhores resultados. Com elogios ao exercício da presidência da UE e ao equilíbrio das finanças públicas, Cavaco deixou recados importantes. Sublinho três:"Será possível reduzir a taxa de desemprego?; os sacrifícios da última meia dúzia de anos garantem um futuro melhor?; conseguirá o País aproximar-se do nível de desenvolvimento médio da União Europeia?"
A resposta a isto ainda irá tardar a ser dada. Mas os exemplos das últimas semanas não são bons. O primeiro-ministro pode dizer que a confusão à volta de uma lista à liderança do BCP, maioritariamente constituída por gente próxima do Governo e encabeçada pelo homem que estava à frente da CGD, é um assunto menor. Pode vir acrescentar que não teve nada a ver com isso, que não admite insinuações, mas fica a suspeita. Com tantos e tão bons gestores no País, os homens fortes do BCP só tinham a solução de ir pescar no "plantel" da CGD? Não me parece.
Depois, há esta semana, a crítica. A semana em que José Sócrates simulou uma reviravolta na sua posição face à ratificação do Tratado de Lisboa. Ao rasgar mais uma promessa eleitoral (a este ritmo perdi-lhes a conta), Sócrates trai os seus eleitores, embora de facto facilite a vida à generalidade dos países e dos líderes europeus. Sobretudo ao seu amigo Gordon Brown. E até safa o tratado. Mas a coisa escusava de ter sido feita desta maneira. Com tanto recurso ao bluff político. No dia seguinte à conclusão do tratado, antes mesmo dele ser assinado, Sócrates poderia ter dito qual seria a forma de ratificação. Poupava tempo e especulação. Saía reforçado.
O cenário não está bonito. Agora imaginem que o Tribunal de Contas não dá um visto favorável ao empréstimo que António Costa pediu para a CML? A crise no PS e, por arrasto, no Governo irá agudizar-se. Alguém está a ver o todo-poderoso Costa, antigo número dois do executivo, a ter de governar Lisboa ao abrigo do artigo 40.º, vivendo de duodécimos? Eu não. Já agora: na política não há favas contadas e isto começa a parecer tudo demasiado plástico. O povo não é estúpido.
Die, monster die!
Aviso a quem ainda não retirou das fachadas os seus Pais-Natal escaladores: Eu sei onde moram.
Escalabitanos, regozijai-vos
CarNatal
Quinta-feira, Janeiro 10, 2008
Cavaco: duas vitórias em dois dias
Etiquetas: Assim se faz política
A direita de que a esquerda gosta
Etiquetas: questionário
Animal feroz
Etiquetas: jamé jamé
A notícia do dia
Etiquetas: jamé jamé
Salto à Vara II
Etiquetas: As delícias do Terceiro Mundo
Gostei de ler*
E a seguir, o STOP do Bairro
Etiquetas: Tertúlia literária
Aeroporto será em Alcochete
Etiquetas: jamé jamé
A melhor década do cinema (18)
Etiquetas: Anos 50
Salto à Vara
Armando Vara diz que quer ficar com um pé na CGD se for para o BCP. E pode. Afinal, por que não haveria de poder?
O jantar promete
Etiquetas: O meio bife do Café de São Bento é a 19€
A fronteira da parvoíce
Onde é que eu já ouvi isto?
E não há duas sem três (ou quatro, ou cinco, ou...)
Etiquetas: Ler os outros
Quarta-feira, Janeiro 09, 2008
Antes pelo contrário
Etiquetas: Ler os outros
Propostas concretas para melhorar o país
- Decidir em referendo a administração da Caixa Geral de Depósitos
- Vender o BCP a Almerindo Marques por um preço simbólico
- Oferecer um Xtreme makeover a Faria de Oliveira
- Substituir Correia de Campos por Nuno Santos
- Oferecer uns colares de missangas aos reformados em vez de pagar as actualizações
- Fazer o aeroporto onde o presidente da ASAE disser
Vasco é o melhor
Etiquetas: questionário
Faça você mesmo a sua remodelação
Daqui a nada o Pedro Correia já aqui virá discorrer sobre o questionário anterior, que versou os melhores colunistas nacionais.
Etiquetas: questionário
Mais um raciocínico
O homem que não honra os compromissos
Ao rasgar a promessa eleitoral sobre o referendo europeu, consagrada no programa do Governo e reiterada no discurso de posse, José Sócrates mancha de forma irreversível o seu prestígio. Lembremos: ele surgiu na liderança partidária, em 2004, prometendo ser diferente. Era sério, rigoroso, credível. Esta tornou-se a sua imagem de marca, que meses depois vingou nas urnas. Ninguém o obrigou a prometer o referendo. Mas, quando o fez, assinou um pacto de seriedade com os eleitores portugueses. Ao violar este pacto, compromete a sua credibilidade de uma forma que nem ele hoje consegue imaginar. E não adianta dizer que fez isto para ajudar o amigo Gordon Brown, em risco de ser engolido por uma vaga eurocéptica no Reino Unido. O pacto dele não era com os camaradas de Londres, nem com os amigos de Bruxelas: era com os portugueses. Que depois disto nunca mais o verão com os mesmos olhos.Etiquetas: José Sócrates
A melhor década do cinema (17)

Etiquetas: Anos 50
O Tratado
A decisão de não referendar o Tratado de Lisboa suscitou críticas (também no Corta-Fitas), nomeadamente em relação à quebra de promessas do primeiro-ministro. O que deve ser criticado é alguém ter feito uma promessa cujo cumprimento era incerto. Chama-se a isso cometer um erro político. Mas penalizem nas urnas, não atirem o bebé com a água do banho. Referendar este tratado seria a hipótese da catástrofe, pois haveria sempre o risco do “não”. As pessoas iriam votar pelas urgências e as reformas, não pelo tratado, cujo conteúdo é compreensível para cerca de uma centena de portugueses.
Mas o eventual “não” teria consequências tão graves, que é difícil fazer cenários. Uma possibilidade seria o tratado avançar e ser imposto a Portugal um opting out que não desejamos. Em caso de crise prolongada na UE, com fim de tratado, etc, um núcleo duro de países avançaria com uma Europa totalmente diferente, onde estaríamos excluídos. Acho que as pessoas que defendem o referendo devem reflectir nisto.
E esqueçam o argumento da democracia. O sistema de ratificações é antidemocrático e tem de ser mudado. Quando há referendo em dois ou três países, uns decidem por todos. No caso, quatro milhões de irlandeses vão decidir por 490 milhões de europeus (enfim, a coisa é mais complicada, pois há uma cláusula que será sem dúvida utilizada em caso de rejeição). Por outro lado, nas ratificações parlamentares, decidem os partidos que apoiam os governos que assinaram o documento, portanto, só há votos favoráveis.
A única forma democrática seria um referendo geral a nível europeu, onde o meu voto pesasse tanto como o voto de um alemão. Mas, naturalmente, essa hipótese é para já impossível.
A corrida
Barack Obama é o candidato da esquerda caviar, com inegável carisma, muito apreciado pelos media. Mas o que a eleição de New Hampshire pareceu demonstrar é que a luta eleitoral americana estará ao centro e que as franjas vão sendo eliminadas. Obama tem grande futuro político e é melhor do que Howard Dean, que tropeçou nesta fase, mas não basta ser um orador brilhante. John McCain, por exemplo, é um péssimo orador, mas conquistou os votos de que precisava para relançar a sua campanha. A autenticidade do antigo herói de guerra foi decisiva e ele é a notícia. Na América, a palavra de ordem pode ser “mudança”, mas o país é conservador e não vai em aventuras ou saltos no desconhecido. Ontem, para Hillary, a situação era difícil, em 50-50. Agora, do lado democrático, ela tem uma nítida vantagem, com os votos das mulheres, dos mais idosos, dos democratas e dos mais pobres. Os media também se renderam. Entre os republicanos, o jogo encontra-se mais indefinido, mas McCain corre à frente dos restantes, apesar da idade. A experiência vai contar nestas eleições.
2008 vai ser ainda mais supimpa, extraordinário e upa upa!
O que eles querem sei eu
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Até ia tendo uma coisa
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Terça-feira, Janeiro 08, 2008
O não de Sócrates ao referendo
Acontece que nem toda a gente tem memória curta. O crescente descrédito dos políticos e das suas instituições resulta num desprezo generalizado das pessoas e na consequente fragilização do sistema. O pior cego é aquele que não quer ver.
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Convém não ter memória curta
Compromisso de Governo para Portugal (2005-2009), capítulo V - Portugal na Europa e no Mundo
2. "Este Governo quer honrar os seus compromissos."
José Sócrates, no discurso de investidura, a 12 de Março de 2005
José Sócrates, no discurso de investidura, a 12 de Março de 2005
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Vão chamar fascista a outro
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Quantos livros se traduzem em árabe?
A Holanda é um exemplo de um país onde vigora a mais ampla liberdade de expressão? Terá sido, mas já não é. O assassínio do cineasta Theo Van Gogh, acusado de blasfemar contra o Islão, demonstrou como vivemos em regime de liberdade condicionada neste mundo pós-11 de Setembro. A confirmação surgiu há pouco, de novo dessa Holanda que muitos ainda apontam como paradigma da tolerância: o Museu Nacional de Haia recusou expor fotos e um vídeo da artista iraniana Sooreh Hera que usava dois modelos com máscaras do profeta Maomé e o seu genro Ali como se fossem um par homossexual. A artista, que se tem especializado em temática homossexual, alegou que este seu trabalho visava criticar a “hipocrisia” da religião muçulmana nesta matéria, mas não convenceu os responsáveis do museu. A sua obra “poderia incomodar certos sectores da população” e “um centro de arte não é um fórum político”: estes foram os dois argumentos utilizados para a recusa.No século XVIII, Voltaire saiu em defesa da blasfémia ao saber que um cavaleiro fora torturado por denúncia das autoridades eclesiásticas francesas ao recusar descobrir-se quando passava uma procissão. A abolição do delito por blasfémia constituiu uma viragem civilizacional, tornando-se um dos factos mais emblemáticos da “Europa das Luzes” cuja herança muitos pretendem negar. Duzentos anos depois, a blasfémia volta a ser delito neste mesmo continente. Pago com a censura, no caso de Sooreh Hera, ou mesmo com a vida, como aconteceu com Theo Van Gogh, assassinado por um fanático holandês de origem marroquina.
Como a polémica em torno das caricaturas dinamarquesas já tinha demonstrado, os teocratas islâmicos pretendem impor o seu vasto cardápio de interditos aos bisnetos de Voltaire – e estão a conseguir esse objectivo com a cumplicidade activa dos mentores do “diálogo das civilizações”. Mas pode haver diálogo com quem mata ou manda matar para suprimir a circulação de ideias contrárias? Esta é uma das questões centrais do nosso tempo. Questão a que o filósofo francês Bernard-Henri Lévy dá uma resposta sem qualquer ambiguidade: “Não sou tolerante com os homens que obrigam as mulheres a usar véu. Não sou tolerante com os grupos que mantêm a prática da excisão do clítoris às meninas. Não sou tolerante com os apóstolos da jihad.” Palavras ditas num frente-a-frente que recentemente juntou, nas páginas do El Mundo, dois filósofos politicamente incorrectos. O outro é o espanhol Fernando Savater, que pôs o dedo nesta ferida: “O que hoje se enfrentam não são duas civilizações, mas a democracia e a teocracia. A concepção aberta, liberal, de direitos humanos, da democracia, e a concepção teocrática do Estado e da sociedade.” Duas concepções que podem ser comparadas deste modo: “Quantos livros se traduzem em árabe? Nos últimos dez séculos traduziram-se m
enos livros em árabe do que se traduzem agora por ano em Espanha ou França.”É por isto que o jornalista britânico Nick Cohen protesta contra a esquerda relativista, que é “totalmente a favor da emancipação das mulheres em Londres, Paris e Nova Iorque, enquanto se mantém indiferente à misoginia no Médio Oriente, África e Ásia”. Vem no seu livro O que resta da esquerda?, agora editado em Portugal. Serve para percebermos melhor o caso de Sooreh Hera e tantos outros que vão sendo notícia por aí.
Etiquetas: monólogo de civilizações
Totopaís
Vai haver referendo ao Tratado de Lisboa?
a) Sim.
b) Não.
Quem vai ser o presidente do Millenniumbcp?
a) Santos Ferreira.
b) Miguel Cadilhe.
Qual o local escolhido para o NAL?
a) OTA
b) Alcochete































































































