domingo, novembro 25, 2007

Cartas ao director (1)

Não se passa nada. Há quase uma semana que os noticiários destacam, com mais ou menos honras "de abertura", o caso do prédio de Setúbal e as desventuras dos seus azarados inquilinos. O LNEC, a solidez do edifício, a senhora do 5º andar, os pertences, a Protecção Civil, e demais “ondas de choque”. Por mim já chega: sobre o assunto há muito que estou informado e como folhetim acho-o pouco interessante. E se não se passa mesmo mais nada, "passem" antes uns desenhos animados ou entrevistem o Dr. Mário Soares.

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quinta-feira, junho 28, 2007

Esperar para ver

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segunda-feira, abril 23, 2007

Questão de estilo

Lido este post, considero que é só mais um dos exemplos - que têm vindo a ser cada vez mais recorrentes - em que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa surfa nos limites da coloquialidade. Não há semana em que eu não fique estarrecido com a forma como recorre a certas expressões, ou adjectiva isto ou aquele. Compreendo a vontade em ser entendido pelo português médio e até pelo português abaixo da média. Admito até que, em televisão, a coisa passe e até possa soar divertida. Mas, no dia seguinte, as palavras são impressas em papel de jornal. E aí adquirem outro peso e evidenciam a ligeireza do vocabulário. E reparem que não estou a defender a contenção de MRS, era o que faltava. Dir-me-ão que é um estilo e que é esse estilo que faz dele a personagem mediática em que indubitavelmente se tornou? Talvez. A mim, só não me parece que lhe dê postura de Estado chamar «tontinho» seja a quem for. Mas é só uma opinião.

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sexta-feira, abril 20, 2007

E ambas as duas? Não pode ser?

«Quando esta mudança ocorre num momento em que se discute se houve ou não interferências do executivo nas escolhas editoriais de algumas redacções, o que se passou mostra que ou se perdeu o sentido dos timings políticos, ou a doença de que Pina Moura padecia - a falta de vergonha - é mesmo muito contagiosa». José Manuel Fernandes, em editorial no Público.

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Eles andam aí

O intrépido Dr. Soares desceu paternalmente à praça publica, por ocasião do jantar de aniversário do seu partido, para acalentar os ânimos e reconfortar as almas socialistas. Para quem o quis ouvir, sustentou que por detrás do caso da licenciatura do Sr. Pinto de Sousa, assim como das escutas telefónicas a Ferro Rodrigues subsiste uma espantosa cabala armada pela oposição. Uma malévola maquiavélica conspiração com o intuito de derrubar os seus correligionários da cadeira do poder.
Sendo um facto o silêncio quase geral da oposição enquanto fritavam na bolgosfera as primeiras noticias e comentários sobre as incongruências académicas do Sr. Pinto de Sousa, pergunto-me então quem será esse monstruoso manipulador de comunicação social a que se refere o nosso vetusto ex-presidente: será o BE do Dr. Louçã (o primeiro a “aderir” ao escândalo) ou ao poderoso PNR, que tão magistralmente têm aprimorado as suas técnicas de relações públicas?
De qualquer forma estou convencido que o Dr. Pina Moura agora se vai empenhar resolutamente na correcção da actual e tresmalhada agenda mediática.

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quarta-feira, abril 18, 2007

E eu também perdi o telemóvel

«Pais do Amaral perde 8,7 milhões na OPA da Prisa»

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terça-feira, fevereiro 20, 2007

Mais do mesmo

Desde sempre que gosto de telefonia e sempre que posso ainda vou acompanhando este fascinante meio de comunicação. Ontem foi a vez de, durante um inevitável percurso automobilizado, ouvir finalmente uns minutos do novo Rádio Clube Português. Entre as 19.00 e as 20.00 aterrei no meio de um tal programa de Célia Bernardo “Janela Aberta” no qual dois locutores entrevistavam no estúdio o insuspeito Vicente Jorge Silva (VJS) sobre a demissão de Alberto João Jardim (AJJ). Não me surpreendi com o VJS a destilar os seus ressentimentos contra AJJ. Chamou-lhe de tudo e mais alguma coisa, uns insultos mais plausíveis que outros. Mas o que me espantou verdadeiramente foi a cumplicidade explícita dos dois jornalistas, que tratando o convidado (colega?) por tu, alarvemente se compraziam com os epítetos, emitindo desapoderadas risadinhas e concordantes monossílabos.
Não sou particular admirador de AJJ, talvez devido à minha educação, para mais algo conservadora. Mas também tenho umas noções da dignidade implícita ao papel de jornalista, e das regras de conduta inerentes. Quero dizer, não me parece que aquela seja uma forma de profissionais da comunicação, no exercício do seu cargo, tratarem figuras de Estado legitimamente eleitas em democracia. Durante aqueles minutos senti-me literalmente gozado e ultrajado, enfim, madeirense.
Finalmente, a experiência com esta suposta alternativa radiofónica saldou-se numa má experiência que tão cedo evitarei repetir. Com a minha idade, para contrariedades, já bastam as inevitáveis.

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terça-feira, fevereiro 13, 2007

Ainda o novo “Público”

Trazendo à tona deste blogue uma pequena discussão com um leitor nas caixas de comentários destas postas do João Villalobos e do Pedro Correia:

Caro Visconde, não se zangue, eu explico-me: parece-me que tendo em conta as exigências do público-alvo de um jornal diário de referência, é um arriscado despropósito proceder-se a uma mudança tão radical do seu cabeçalho, logótipo, ou o que quer que se lhe queira chamar. Parece-me que o cabeçalho, carimbo - o que seja - de um jornal (por uma vez, nesta coisita, estou de acordo com o Daniel Oliveira) não se trata de uma mera "marca". Este é um precioso símbolo que com o passar anos, tende a adquirir reconhecimento e transmitir uma ideia de credibilidade, conceito muito caro e normalmente relacionado com a longevidade. Justificar-se-ão sempre ajustes ou pequenas actualizações estéticas, mas a idade desse “carimbo” tende a valorizá-lo, tornando-o um autêntico património. Espero sinceramente estar enganado, mas esta mudança parece-me arriscada e um passo na direcção errada. Quanto à restante revolução operada no diário da Sonae, e como referi num comentário a um texto do JV em baixo, gostei em geral do grafismo mais informal e colorido.
Mas se quer saber, caro Visconde, o que me fará alguma vez preterir um jornal será a sua desonestidade no tratamento editorial dos factos, seja por causa da submissão a poderes económicos ou agendas politicas. Quem o diz é um dos poucos portugueses que ainda lê e está disposto a pagar jornais diários em papel.

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quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Sinal dos tempos

Escrevo esta nota em especial para os meus amigos jornalistas: O tablóide inglês The Sun publicou há dias este vídeo. Enfim, à parte a substância, realço que um jornal hoje em dia até publica um vídeo, no caso até “em exclusivo” segundo consta…

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