sábado, dezembro 15, 2007

Não há seguro que cubra isto


Mão amiga acaba de me fazer chegar esta foto, que me apresso a divulgar no blogue em nome da segurança rodoviária. Serve como aviso à navegação: vejam lá do que é capaz uma mulher ciumenta...

Etiquetas:

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Via Verde para lado nenhum

No passado dia 25 de Outubro, depois de devidamente subscritos no respectivo site, enviámos à Via verdeBrisa, um inocente e-mail questionando quais os documentos necessários para a alteração do titular de um contrato. Não podendo esperar mais, em meados do mes passado desloquei-me a Carcavelos onde regularizei finalmente a situação. Fui asperamente atendido por uma jovem arrogante e manifestamente contrariada, que se não fosse a sua "tenra idade", eu diria que tinha chegado ao “serviço” transferida de um obscuro gabinete de atendimento do Ministério da Justiça ou da Administração Interna. Com alguma sorte, levava todos os documentos necessários, incluindo o carimbo (!) da empresa e respectiva “almofada” - acessórios que se revelaram impreteríveis.
Hoje recebemos finalmente o célebre e-mail de resposta da Brisa. Esta foi uma das novidades que tive ao chegar a casa depois de alguns dias de trabalho em Londres. Afinal, à nossa maneira e ao nosso ritmo, as coisas cá em Portugal até funcionam. Assim.

Etiquetas: ,

segunda-feira, novembro 26, 2007

Adeus, cálculo mental


Esta manhã comprei dois artigos num quiosque: um custou 2,75 euros, o outro custou 80 cêntimos. Para pagar, estendi uma nota de cinco euros. Antes de me dar o troco, a vendedora – uma mulher de cerca de 25 anos – teve de utilizar uma máquina calculadora para fazer duas elementaríssimas operações aritméticas – a de somar e a de diminuir. Mais palavras para quê? Esta cena é suficiente para servir de atestado de incompetência à galeria de cérebros que têm gizado todas as “reformas educativas” das duas últimas décadas em Portugal. O retrato perfeito da escola que temos, multiplicado em milhares de pequenos episódios quotidianos deste género nas nossas cidades, vilas e aldeias – onde quer que os efeitos benéficos da antiga quarta classe “obscurantista” já não conseguem chegar.

Etiquetas:

sábado, outubro 13, 2007

O Portugal possível

O espaço mediático do CDS foi definitivamente reduzido à sua expressão eleitoral. Ou será que Portas se reserva, qual sabática crisálida, a ressurgir esplendorosamente num mais oportuno amanhã?
O BE é um fenómeno de omnipresença. Marca a agenda da oposição, da esquina de qualquer página de jornal, em qualquer noticiário ou canal de noticias, pelo pulso do reverendo Louçã ou pelo delicado nervo da comovente Sra. Drago.
É neste pano de fundo sob o qual, expectantes e incrédulos, acompanhamos o congresso do PSD na pista de uma réstia de luz neste Portugal possível.
Entretanto o Sr. Pinto de Sousa marcha triunfal, de pen em riste, com um giga de sensibilidade social – a caminho da glória... fácil.

Etiquetas:

sábado, setembro 15, 2007

Voltou o tempo das vitórias morais

Em râguebi, acabámos de levar 108-13 da Nova Zelândia. Meio país parou para ver a derrota, transformada em "vitória moral" dos "lobos" que "dignificaram a nossa camisola". Como no futebol do antigamente. Está mais que visto: não temos emenda.

Etiquetas:

sexta-feira, setembro 14, 2007

Povo que lavas no rio

As televisões e as rádios abriram ontem os microfones às opiniões do "povo" a propósito do lamentável caso Scolari. E, como seria de esperar, logo o dislate andou à solta. Atingindo níveis raramente registados mesmo neste género de programas que dão púlpito nacional à conversa de taberna. Um dos "populares" com direito a antena chamava ontem a Scolari um "imigrante arrogante, agressivo e mentiroso". Outro foi ao ponto de dizer que o seleccionador, "como imigrante, devia deixar o nosso país por decisão do ministro dos Negócios Estrangeiros".
Ia escutando isto, com um crescente sentimento de náusea, enquanto pensava como no futebol, à semelhança do que se passa na generalidade dos sectores, mantemos uma inveja atávica e puramente irracional em relação a todos os protagonistas de sucesso. Assim que estes protagonistas têm um momento difícil, cai-lhes em cima todo um batalhão de gente rancorosa e despeitada. E logo a mais reles xenofobia surge à tona, desmentindo os "brandos costumes" que nos servem de emblema.
Nestas alturas, envergonho-me de ser português. Envergonho-me deste "povo" que embandeirou em arco com os triunfos da selecção das quinas no Europeu de 2004 e no Mundial de 2006, e agora se apressa a exigir a deportação de Scolari, como se vivêssemos na Idade Média, enquanto mantém as bandeiras portuguesas - que ele tornou um símbolo de festa nacional - transformadas em farrapos na solidão das varandas.
............................................................................................
Ler também:
- O cantinho do hooligan. Mau feitio, de Francisco José Viegas, n' A Origem das Espécies
- As putas das criancinhas e O espírito, de Jorge Madeira, n' A Causa Foi Modificada
- Ponto da situação, de Paulo Pinto Mascarenhas, na Atlântico
- Espanta espíritos, de Rui Castro, no Incontinentes Verbais
- Scolari: o fim, de Pedro Norton, na Geração de 60
- Vox populi, de Rui Bebiano, n' A Terceira Noite

Etiquetas: