sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Os tugas (39)


"Anúncio" roubado à Atlântico.

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terça-feira, novembro 27, 2007

Os tugas (38)


Local: num transporte público. Personagens: uma criancinha de quatro ou cinco anos, a mãe e vários outros passageiros.
Criancinha: Hiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Mãe: Está caladinha, Vanessa.
Criancinha: Hiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Mãe: Já disse que te calasses. Olha que incomodas estas pessoas...
Criancinha: Hiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Mãe: És sempre assim. Eu digo para te calares e tu nunca ligas. Já nem sei o que hei-de fazer contigo.
Criancinha: HIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!
Mãe (virando-se para os outros passageiros): É mesmo uma gracinha, não é?

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terça-feira, outubro 30, 2007

Os tugas (37)


(Roubado ao Politicopata)

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domingo, outubro 21, 2007

Os tugas (36)


"Informamos os nossos clientes que é proibido fumar em toda a rede do metro", informa a doce voz feminina a quem a queira ouvir, no altofalante da estação. Mal acaba de soar a gravação, dois sujeitos acendem tranquilamente os cigarros. Poderia estar ali também o major Valentim Loureiro exibindo um charuto e o comissário Maigret com o seu cachimbo: as "proibições", por cá, valem o que valem. Nada.

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segunda-feira, outubro 01, 2007

Os tugas (35)

- Ó mãe, vamos atravessar ali na passadeira.
- Que disparate. A gente atravessa já aqui.
- Mas há muitos carros, mãe. E vêm tão depressa!
- Anda, anda! Eles param todos quando nos virem. Nunca óvistes falar nos direitos dos peões?

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domingo, setembro 23, 2007

Os tugas (34)

- Minha senhora, porque está a buzinar tanto?

- Porque estou aqui há uma hora presa nesta fila de trânsito que não anda um milímetro. Que inferno!
- Mas a polícia não deixa passar, hoje é o Dia Sem Carros. Porque não veio de transporte público para o centro da cidade?
- Nem pensar! Com o tempo que se demora em transportes...

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quarta-feira, setembro 19, 2007

Os tugas (33)


- Onde é que já se viu um gajo experiente como o Scolari perder por completo a cabeça e tentar ir aos cornos de outro gajo só porque ele lhe chamou filho da puta?
- Ah, eu consigo percebê-lo muito bem. E nós não podemos esquecer-nos que ele prestou muitos e bons serviços a Portugal. Nunca a selecção nacional...
- Isso agora não interessa nada. O que passou, passou. Importa é o futuro. Ele já não tem mão na equipa, não consegue impor-se. Devia ter sido corrido. Quando embarcar de volta para o Brasil, já vai tarde!
- Tu agora dizes isso mas também disseste que ele era o maior! Lembro-me bem. Mudas de opinião como quem muda de camisa.
- E tu pareces um boi que marra sempre para o mesmo lado. Só os burros é que não mudam!
- És mesmo um catavento, deixas-te ir na onda. Uma Maria-vai-com-as-outras, é o que és. Até te ouvi dizer que querias o Scolari cá para sempre. Saíste-me cá um paspalhão...
- E tu és um desses cabrões que gostam de lamber o cu aos brasileiros.
- Se eu sou cabrão, tu és filho da puta.
- Voltas a dizer isso e parto-te os cornos!

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quarta-feira, setembro 12, 2007

Os tugas (32)

Ela: Deve-se estar bem nesta esplanada do jardim. Queres ficar um bocadinho?
Ele: Não. Já estamos atrasados. Combinámos passar a tarde no centro comercial.

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segunda-feira, setembro 10, 2007

Os tugas (31)

Naquela tarde, Maria das Dores saiu de casa com algum receio. Mas o receio dissipou-se mal chegou à carruagem do metro. Sentadas à sua frente, duas volumosas mulheres – mais ou menos da sua idade, a caminho acelerado dos 50 – pareciam tão ousadas como ela.
Uma vestia calção muito curto, de ganga, que lhe deixava bem à mostra a coxa descomunalmente larga, muito branca. E uma blusa sem alças, com vastíssimo decote, que permitia vislumbrar grande parte dos seios intermináveis, descaídos quase até ao abdómen. Na base do seio esquerdo, via-se a tatuagem de uma ave – talvez uma águia, denunciando a filiação clubística da avantajada e atarracada mulher.
A outra, igualmente baixa e volumosa, envergava uns jeans desesperadamente justos: o botão da cintura ameaçava saltar do seu posto a qualquer momento. Dores teve ainda tempo, antes de a outra se sentar, de reparar que usava fio dental, o que lhe acentuava ainda mais a imensidão das nádegas. Sorriu de novo, ao contemplar as vizinhas da carruagem: qualquer uma pesava obviamente mais de 80 quilos. Nada que andasse longe do seu próprio peso.
Foi assim, notoriamente mais descontraída, que se levantou ao chegar ao seu destino, mostrando com algum orgulho as calças de cós descaído que lhe deixavam bem visíveis três ou quatro largos círculos de gordura em redor do que mal poderia chamar-se cintura. Quem a visse, julgaria talvez tratar-se de uma campanha publicitária aos pneus Good-Year. Dores, assim à la page, nem queria saber. Só a incomodava que mal se conseguisse vislumbrar o piercing que acabara de plantar no seu rechonchudo umbigo...

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