quinta-feira, novembro 01, 2007

Blablablablablablá

A Arquadratua do Cúrcilo, perdão a Quadratura do Círculo, na SIC Notícias, continua a prometer o que não dá. Ontem anunciou três temas: o novo estatuto do aluno, a fusão BCP-BPI e a questão das escutas telefónicas. Mas, como de costume, quase todo o programa foi preenchido sem cronómetro: os participantes gastaram dois terços do tempo a perorar sobre o estatuto do aluno, como se aquilo fosse a telescola. Depois deste blablablablablablá, o tema das escutas foi despachado a galope, justificando o patrocínio que a DHL Express dá à coisa. Entretanto, a fusão dos bancos - que chegou a ser anunciada em oráculo durante a emissão previamente gravada - não mereceu sequer uma palavrinha. Pacheco Pereira, também como de costume, foi o que mais falou. Que tal darem-lhe um programa só para ele? Se até o Rui Santos tem um...

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sexta-feira, setembro 07, 2007

Televisão em queda

Os três principais canais televisivos espanhóis perdem audiência em simultâneo: baixaram 2,4 por cento no último ano. A Telecinco está agora com 20,7 por cento (tinha 21,4 por cento em Junho de 2006), a Antena 3 baixa para 17,4 por cento (tinha 18,2 por cento há um ano) e a TVE-1 queda-se nos 16,3 por cento (tinha 17,2 por cento). Conclusão: em Espanha, tal como em Portugal, a programação medíocre e a informação anódina afugentam os espectadores dos ecrãs, em números crescentes – e tão maior é a fuga quanto aumenta o grau de exigência do público, o que por sua vez afasta a publicidade de produtos topo de gama. Não por acaso, os canais temáticos espanhóis registam uma acentuada subida de audiência: passaram de 8,3 por cento para 11,2 por cento no último ano. Fica o aviso aos programadores portugueses: apostar mais no mesmo é caminhar para o desastre.

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Um círculo cada vez mais fechado

A Quadratura do Círculo voltou (SIC Notícias, quartas, 23 horas). E com os defeitos do costume. Prometem-se temas que não chegam a ser abordados devido à eterna "falta de tempo", como se o cronómetro andasse por lá sempre avariado. A oratória de José Pacheco Pereira sobrepõe-se a tudo o resto, cada vez mais em jeito de monólogo do que de diálogo. E a esquerda esgota-se... em Jorge Coelho. António Lobo Xavier, filiado num partido que teve 4% de votos na recente eleição em Lisboa, tem lugar cativo no programa, que continua sem representantes do PCP e do Bloco de Esquerda. Este círculo anda cada vez mais fechado.

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