sexta-feira, maio 04, 2007

Momento tablóide

Comecei por fumar cachimbo. Tinha 18 anos e o cachimbo era em cana, feito à mão pelo meu bisavô. Não era uma imagem muito normal, como podem facilmente aperceber-se caso decidam visualizá-la. Depois, aos 19, um amigo decidiu destruir as nossas férias de engate em Pedras d'el Rey, convencido que estava de que engravidara a namorada. Passámos 15 dias a jogar às cartas e ele a acender um angustiado Camel de contrabando no outro. Quando regressei, já estava «agarrado» ao cigarrinho. Anos depois, deixei o vício durante um ano e meio a ver se engordava. Tinham-me assegurado que era tiro e queda. Não funcionou. Também me tinham dito que o casamento acrescentava quilos a um homem. Não acrescentou. Hoje, só fumo cigarrilhas. Fazem-me menos mal a mim, mas acredito que incomodem mais os outros. Se me proibirem de fumá-las num ou noutro restaurante, eu entenderei. Mas existirão sempre novos espaços a abrir as suas portas aos viciados. Mesmo que clandestinos. Espero aliás que clandestinos. E com umas moças de grandes decotes e mini-saia como aquelas dos filmes com um caixotinho de madeira a apregoar: «Cigarros! Charutos! Cigarrilhas!». Nem sabe o Luís Naves o que vai perder...