domingo, julho 22, 2007

Os nossos ex

“Não acredito que nasçam mais crianças porque o Governo sobe o abono de família durante o segundo e terceiro ano de vida da criança, de 20 para 30 euros” – Concordo!

“Eu acho que se deve incentivar as empresas a construírem equipamentos de apoio às crianças” – Sim, claro!

“Via com melhores olhos que se começasse a falar mais de trabalho no domicílio, da possibilidade de horários laborais flexíveis e do trabalho a tempo parcial. Isso dava mais resultados (relativamente ao desejável aumento da taxa de natalidade)” – Não tenho grandes dúvidas!

“A flexigurança exige não só dinheiro, como uma cultura comportamental quer de empresários, quer de trabalhadores, que infelizmente cá não existe” – Pois, isto aqui não é a Suécia!

“Onde eu não acho que haja necessidade de mais flexibilidade é nos despedimentos. Se os despedimentos não fossem flexíveis, não tínhamos 500 mil desempregados” – Absolutamente!

“Estão a laborar sobre um conceito muito perigoso, que é o “despedimento por incompetência”. O que é a incompetência? Podemos estar a entrar no plano da pura discricionariedade” – Eu não diria melhor!

“A nossa competência resulta também das condições que nos são dadas e do contexto laboral” – É isso!

São declarações de Bagão Félix numa entrevista ao DN de hoje, a que já me referi aqui em baixo. Numa segunda leitura constatei que eu e ele estamos de acordo nisto tudo, o que não é pouco. Não posso dizer que seja uma experiência nova, esta sintonia. Na verdade é muito forte a sensação de déjà vu, e não acredito que aconteça só comigo: é sempre tão fácil concordarmos com os nossos ex!! (Falo de ministros, é claro!)