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Depois de ler
isto, fiquei com uma dúvida: a drª
Ana Gomes também terá aberto uma garrafa de champanhe em Setembro de 1976, quando morreu Mao Tsé-Tung, um dos três maiores déspotas do século XX? Sou capaz de apostar que não. Suspeito que tenha vertido uma furtiva lágrima - ou, dada a sua natureza temperamental, pode até ter chorado copiosamente nesse dia. É certo que Mao matou mais gente do que cem Pinochets. Mas era também capaz de escrever poemas, o que no planeta da indignação selectiva em que vivemos serve de atenuante aos olhos de qualquer alma sensível. Além disso, nessa época, a drª Ana Gomes olharia certamente com horror para uma garrafa de champanhe, esse inominável "luxo burguês". É que ela, não esqueçamos, foi uma fervorosa militante maoísta. No tempo da Revolução Cultural houve quem tivesse ido parar a um "campo de reeducação" por muito menos...