segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Aborto, um ano

“Muitas vezes, quando o público vai ao baile o povo lê um livro; quando o público dança o povo reza...O publico tem 250 anos; os anos do povo não se contam. O público passa o povo é eterno. O público tem o mundo, o povo a aldeia. O público e o povo tem os seus epítetos. Entre nós, o publico chama-se famoso e o povo ortodoxo.”

Aksakov

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sábado, dezembro 08, 2007

Sócrates e Mugabe, a mesma luta

"Esta é uma cimeira entre iguais."
Primeiro-ministro português

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sexta-feira, dezembro 07, 2007

Monólogo de civilizações


Uma professora de inglês no Sudão foi detida pela polícia deste país e submetida à "justiça" islâmica, sujeitando-se a receber 40 chibatadas por um gravíssimo delito. Que delito era esse? Numa aula, permitiu que os seus alunos de tenra idade chamassem Maomé a um ursinho de peluche. Parece um pesadelo kafkiano, mas é a pura realidade. No ano da graça de 2007, neste século XXI que nas avenidas mais cosmopolitas do planeta reclama a jornada de trabalho de 35 horas e os direitos das baleias. Neste mesmo planeta, nesta mesma época, embora num continente diferente do nosso, há países onde a "justiça" se confunde com o primarismo mais básico e mais bárbaro. Valeu à professora o esforço de dois lordes britânicos que seguem a religião muçulmana: lá convenceram ambos o ditador islâmico do Sudão, uma personagem repugnante chamada Omar Al-Bashir, a libertar a professora, expulsando-a do país. Dadas as circunstâncias, esta deportação arbitrária acabou por ser uma bênção para a britânica. Resta acrescentar que Bashir vem a Lisboa, como se fosse o representante de uma nação civilizada, e aqui será recebido amanhã com todas as vénias e todas as honras por José Sócrates, presidente em funções da União Europeia. Bem sei que a política é a arte do possível, mas devia haver limites para o contorcionismo e o jogo de cintura nas chancelarias ocidentais que somam concessões às figuras mais sinistras. Em nome de um "diálogo de civilizações" que não é diálogo, mas monólogo. Graças a ele, a barbárie vai ganhando terreno enquanto as "boas consciências" encolhem os ombros, estupidamente apaziguadas.

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domingo, setembro 09, 2007

O cisco no olho... do vizinho!

Curioso depararmo-nos com o inefável Daniel Oliveira a julgar “os que se julgam no lugar certo da história”. Claro que a condenação se refere aos frívolos críticos dos métodos bolchevistas e à revolução de Outubro, não se tratando de uma iluminada declaração autocrítica. Dentro da sua barricada é de facto difícil a apreciação da história e do mundo, Daniel.

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domingo, setembro 02, 2007

A raiz do equívoco

O PCP, adiantou Jerónimo de Sousa, «tem uma concepção diferente de terrorismo», que não a dos Estados Unidos e da União Europeia (*). Nada de novo, já que é sabido como o PCP tem uma noção diferente de Liberdade e de Democracia, que não a do senso comum. E quanto ao incontornável caso da comitiva FARC, não será antes um imperativo moral NÃO IR à festa do Avante? Bastará a foto de Ingrid Betancourt ao peito para aliviar a consciência? Ou não deveriam antes as instâncias próprias questionar com seriedade a legalidade constitucional dum partido de cariz totalitário como o PCP?
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(*) Declarações de J.S. ao Avante! via O Insurgente

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domingo, agosto 19, 2007

O poder na rua II

Fico atónito com as irresponsáveis declarações de Miguel Portas na última página do DN de hoje, relativizando e justificando o acto de vandalismo de Silves na passada sexta-feira. Pergunto-me se esse senhor, que é bom de ver, milita no Bloco de Esquerda, acharia bem que um grupo de zelosos marginais, encapuçados por razões estéticas, pegasse fogo ao seu automóvel, perigoso poluidor da comunitária atmosfera.

Imagem daqui

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